quinta-feira, 10 de janeiro de 2019

Alzheimer: hormônio (IRISINA) produzido durante exercícios recupera memória


A irisina, produzida pelos músculos durante exercício físico, teve efeito positivo contra a doença em camundongos, segundo pesquisa publicada nesta segunda (7) na 'Nature Medicine'.

George Corones, 99 anos - Foto: Bradley Karanis / Getty Images
George Corones, 99 anos - Foto: Bradley Karanis / Getty Images

Cientistas da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) conseguiram estabelecer uma relação entre os níveis de irisina — um hormônio produzido pelo corpo durante exercícios físicos — e um possível tratamento para a perda de memória causada pela doença de Alzheimer. O estudo, feito em parceria com outras universidades e institutos, foi publicado nesta segunda (7) na revista "Nature Medicine".

Os testes foram feitos em camundongos com a doença — que produziam o hormônio ao fazer exercícios ou recebiam doses dele. Os autores explicam que três novidades foram descobertas:

Existem baixos níveis de irisina no cérebro de pacientes afetados pelo Alzheimer. Essa mesma deficiência foi vista nos camundongos que foram usados como modelo no estudo.
A reposição dos níveis de irisina no cérebro, inclusive por meio de exercícios físicos, foi capaz de reverter a perda de memória dos camundongos afetados pelo Alzheimer.
A irisina é o que regula os efeitos positivos do exercício físico na memória dos camundongos.
"A grande contribuição do nosso estudo foi mostrar que os níveis desse hormônio estão de fato diminuídos nos cérebros dos pacientes com Alzheimer. Em segundo lugar, foi tentar investigar se repor os níveis desse hormônio no cérebro dos camundongos seria bom para a memória. E nós vimos que, de fato, se você aumentar os níveis de irisina, melhora a memória. E, finalmente, foi demonstrar que a irisina é, justamente, o intermediário entre o efeito benéfico do exercício e a melhora de memória", explica o professor da UFRJ Sergio Ferreira, um dos autores do estudo.

Algumas outras funções da irisina em vários órgãos do corpo já eram conhecidas, como a de regular o metabolismo do tecido adiposo e até de processos que acontecem nos ossos.

Para os autores Mychael Lourenço e Fernanda De Felice, ambos da UFRJ, as descobertas reforçam a importância dos exercícios físicos no combate à doença. Além disso, lembram, o fato de a irisina ser produzida pelo próprio organismo diminui as chances de efeitos colaterais, o que dá esperança para novos tratamentos.
Dibujo20150420 Irisin - eating academy
Imagem de https://francis.naukas.com
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"É diferente de uma droga desenvolvida em laboratório, por exemplo, porque se sabe menos ainda sobre o que pode causar de efeito colateral. Infelizmente não há um tratamento para Alzheimer que funcione, então a busca é muito importante", diz.

Para De Felice, a novidade foi perceber os efeitos benéficos no cérebro tanto da irisina que foi aplicada nos camundongos como daquela produzida com exercícios físicos.

"Nossas descobertas reforçam a importância da atividade física para prevenir a perda de memória e doenças do cérebro, inclusive a doença de Alzheimer, já que mostramos que a administração de irisina consegue mimetizar, ao menos em modelos animais, os efeitos do exercício físico no cérebro", avalia.

O Alzheimer é uma doença neurodegenerativa causada pela morte progressiva de células do cérebro, prejudicando funções como memória, atenção, orientação e linguagem. A doença não tem cura.

Descoberta
Os cientistas levantaram a hipótese de que a irisina poderia ser importante para a doença de Alzheimer há sete anos, quando o hormônio foi descoberto por um pesquisador de Harvard. Ficou constatado que ele melhorava os sintomas de diabetes tipo 2 em camundongos.

"Nós sabíamos que quem tem diabetes tipo 2 tem mais chances de desenvolver Alzheimer, e isso ficou muito tempo sem muita explicação", esclarece Mychael Lourenço. "Estudos de vários laboratórios mostraram que, ao que parece, os mecanismos que atuam no corpo para gerar a diabetes tipo 2 são muito parecidos com os que atuam no cérebro para causar Alzheimer", explica o pesquisador.

Daí surgiu, então, a possibilidade de que o hormônio pudesse ter algum efeito protetor sobre o cérebro. "Felizmente, conseguimos achar essa relação", diz Lourenço.

Ao todo, o estudo foi feito por 25 cientistas de diversos países, com participação das universidades de Columbia e do Kentucky, nos EUA, da Queen's University e da Universidade do Oeste de Ontário, no Canadá, e ainda da Fiocruz e do Instituto D'Or, ambos no Rio.

A irisina tem efeitos protetores sobre o cérebro. — Foto: Pixabay
A irisina tem efeitos protetores sobre o cérebro. — Foto: Pixabay

Próximas etapas
Apesar de promissores, os resultados ainda precisam de mais estudos antes que um tratamento para pacientes possa ser implementado.

"É claro que é preciso sempre ter em mente que nosso estudo foi feito em camundongos — e nem sempre o que acontece em camundongos acontece da mesma forma em seres humanos", lembra Sergio Ferreira. Para ele, no entanto, a etapa clínica — em que os estudos são feitos com seres humanos — pode ter dificuldades de ser feita no Brasil.

"Não sei se teríamos condições de fazer isso aqui. Se tivéssemos recursos financeiros e de infraestrutura para isso, com certeza seria de todo interesse nosso. Caso contrário, é possível — acho que é muito provável, na verdade — que isso seja feito em outros países", avalia. Mesmo assim, Ferreira, calcuila que o planejamento de testes em humanos não leve menos do que três ou quatro anos.

Hoje, cerca de um milhão de pessoas no Brasil sofrem com a doença, segundo o Ministério da Saúde. No mundo, são 35 milhões afetadas.

Ferreira acredita que a pesquisa representa o resultado do esforço da equipe — que, mesmo com problemas de financiamento, diz, consegue produzir ciência de qualidade.

"A gente não fica a dever nada aos melhores pesquisadores no mundo. O problema que nós temos aqui é a falta de apoio à atividade de pesquisa. Os recursos que são oferecidos para financiar as pesquisas nas nossas universidades são muito, muito, muito abaixo — ordens de grandeza abaixo — do que os nossos colegas em países desenvolvidos recebem. Além disso, demora meses para conseguir comprar um material que frequentemente sai muitas vezes acima do valor que a gente pagaria lá fora", afirma.

Os testes
Para testar a memória dos camundongos, os cientistas realizaram três testes.

O primeiro era o de reconhecimento de objetos. Os camundongos eram colocados em uma caixa onde eram expostos a dois objetos diferentes, que podiam explorar livremente. Em seguida, os cientistas retiravam os camundongos e trocavam um dos objetos. Depois, colocavam os camundongos de volta na caixa.

O esperado, explica Mychael Lourenço, era que eles explorassem o objeto novo. Isso, de fato, acontecia com os camundongos normais. Aqueles que tinham sido geneticamente modificados para ter Alzheimer, no entanto, passavam o mesmo tempo explorando o objeto antigo e o novo, pois não conseguiam se lembrar que já o conheciam.

Os cientistas, então, mediram a perda de memória dos camundongos de acordo com o tempo que eles passavam explorando o objeto antigo. Quando os animais receberam a irisina, eles recuperavam a capacidade de lembrar como os camundongos normais.

No segundo teste, os animais eram colocados em um labirinto aquático. Lá, tinham que achar uma plataforma onde conseguiriam ficar em pé e não precisariam nadar, economizando energia. Essa plataforma ficava escondida e o caminho até ela era feito com pistas visuais. Os camundongos normais, sem Alzheimer, conseguiam lembrar do caminho. Já os que tinham a doença demoravam mais tempo a achar a plataforma — ou nem sequer a achavam. Quando tinham a irisina aplicada (ou a produziam com exercícios), conseguiam achá-la normalmente.

O terceiro teste foi de condicionamento ao medo. Os camundongos foram colocados dentro de uma caixa onde levavam pequenos choques por um tempo, para depois serem retirados. Depois de 24 horas, eram novamente colocados na caixa. Os que lembravam dos choques tendiam a ficar “congelados”, com medo. Já os que tinham Alzheimer, não. Depois da irisina, esses também conseguiram reter a memória.

De acordo com Lourenço, o efeito do hormônio não foi testado a longo prazo, mas a eficácia se manteve enquanto os experimentos duraram. Ele acredita que um futuro tratamento com a substância não será de uma dose única, mas que, com uma reposição contínua, seria possível manter os níveis do hormônio.

FONTEs:
https://francis.naukas.com/2015/04/21/adios-a-la-irisina-la-supuesta-hormona-del-adelgazamiento-tras-el-ejercicio-fisico/
https://g1.globo.com/ciencia-e-saude/noticia/2019/01/07/pesquisa-liderada-por-brasileiros-aponta-que-hormonio-pode-reverter-perda-de-memoria-causada-pelo-alzheimer.ghtml
http://www.sonoticiaboa.com.br/2019/01/07/alzheimer-hormonio-produzido-durante-exercicios-recupera-memoria/

segunda-feira, 7 de janeiro de 2019

Químicos descobrem acidentalmente um lindo e novo tom de azul 🤣🤣🤣🤣

Já que não se fala em outra coisa...
Eis que surge um novo tom de azul!!! 🤣🤣🤣🤣🤣🤣🤣🤣🤣🤣🤣
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imagem de www.iflscience.com
Um laboratório de químicos descobriu ao acaso um novo pigmento. Depois de ser anunciado como sendo “a criação de um pigmento azul quase perfeito”, neste momento ele já está sendo fabricado. Esta explosão de azul, surgiu quando os cientistas da Universidade do Estado de Oregon (OSU) aqueciam óxido de manganês, juntamente com outros produtos químicos a mais de 1.200° C.
Embora os cientistas estivessem realmente olhando para óxido de manganês e para algumas das suas propriedades eletrônicas, uma de suas reações, inadvertidamente, fez nascer um novo pigmento: o Catchily chamado agora de “YInMn azul.”
“Basicamente, esta foi uma descoberta acidental”, disse o professor Milton Harris de ciências dos materiais no Departamento de Química OSU, em um comunicado. O nosso trabalho não tinha nada a ver com a procura de um pigmento. E ele acrescentou: “Um dia, eu e um estudante de graduação, que também estava trabalhando no projeto fomos recolher as amostras para joga-las em um incinerador. E enquanto estavamos caminhando, o estudante viu um tom de azul muito bonito. Então, percebemos imediatamente que algo surpreendente veio a acontecer.”
O que há de tão especial sobre esse azul?
Este pigmento é muito mais estável quando exposto ao calor. Além disso, ao contrário de pigmentos azuis ou cobalto prussianos, ele não libera cianeto e não é cancerígeno. Além disso as suas propriedades são altamente reflexivas, significa então, que poderia ser usado em tintas que podem ajudar a manter os edifícios mais bonitos quando refletidos a luz.

FONTE: https://www.iflscience.com/chemistry/this-new-shade-of-blue-was-accidentally-discovered-by-chemists/

sexta-feira, 4 de janeiro de 2019

A música e seus benefícios na educação e na formação do caráter da criança

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imagem SóEscola
Uma das mais belas expressões humanas é sem dúvida a música, a música é capaz de transformar, é capaz de curar, é capaz de transcender o físico e se comunicar com o Espiritual.

Mesmo antes de nascermos, mesmo quando estamos ainda protegidos pelo carinho e conforto dentro da barriguinha da mamãe, nós pequenos seres ainda em formação, já possuímos em nosso organismo o DNA da música e podemos senti-la de várias formas, através das vibrações, através da batida dos corações, podemos a partir do 4º mês de formação já nos comunicarmos através de sentimentos como o sorriso, os chutes na barriguinha da mamãe, e até palmas.

Quando a criança nasce uma das primeiras expressões corporais é o ritmo, a criança quer batucar tudo, sentir e experimentar os variados tipos de sons, um mundo musical a descobrir e é aí que nosso papel como pais é de vital importância.

Se permitirmos esta continuidade de aprendizado musical a criança logo logo já estará destacando os benefícios conquistados pela musicalização, estes benefícios são inúmeros que vão desde a contribuição na fala, nas expressões corporais, nos gestos, no aprendizado do alfabeto, no aprendizado numérico, no andar, no comportamento social, na saúde física e mental e por ai vai.

São vários artigos científicos em que a musicalização infantil é comprovadamente um dos métodos mais eficazes para o auxílio da formação do caráter da criança. Uma das frases que gosto muito é a do grande Professor e filósofo PLATÃO “A música é ferramenta educacional mais potente do que qualquer outra”, isto mostra o quanto a música era importante e estudada nos ensinamentos de grandes mestres, povos e culturas da antiguidade.

No Brasil também tivemos grandes nomes da musicalização infantil, talvez o mais conhecido seja o grande maestro Villa-Lobos que promoveu em seu tempo uma grande transformação na educação brasileira utilizando a musicalização e beneficiando gerações inteiras.

Desde 2010 a musicalização infantil através da LEI Nº 11.769, DE 18 DE AGOSTO DE 2008, retornou e se tornou obrigatória novamente como matéria escolar na educação básica de todo o Brasil, dando às crianças novamente a chance de conhecer o mundo da música. Entre todos os benefícios citados acima a música auxilia diretamente em todas as matérias escolares, ajudando em muito a criança em sua formação escolar.

A música ajuda os alunos a desenvolverem suas habilidades que vão desde a leitura e a escrita até mesmo a matemática e o raciocínio lógico.

A iniciação musical na Educação Infantil e nas séries iniciais do Fundamental é importantíssima porque estimula áreas do cérebro da criança que vão beneficiar o desenvolvimento de outras linguagens e estes benefícios é claro o acompanharam pelo resto da vida.

Por isso a arte de educar com música vai além do cantar e tocar, é a junção de todas as linguagens em uma só expressão, uma só linguagem universal.

Sempre pensando em facilitar para vocês, resolvemos disponibilizar o artigo “A música e seus benefícios na educação e na formação do caráter da criança” mostrado acima em PDF. Para ter acesso é muito simples, confira o link a seguir e baixe: Baixe em PDF.
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FONTE: https://www.soescola.com/2017/12/a-musica-e-seus-beneficios-na-educacao.html

segunda-feira, 31 de dezembro de 2018

Amor e química: tuuudo a ver...

Feliz 2019!!
Que o amor seja a tônica em nossas vidas 💖🎉😍

Química do amor
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domingo, 30 de dezembro de 2018

Alerta!! Plástico filme em alimentos quentes libera substância que pode te engordar e dar câncer

Imagem de www.jornalciencia.com  (Foto: Reprodução / Nlogorod)
Na agitação do cotidiano, quanto mais praticidade melhor. Depois de uma boa refeição aquecida, guarda-se o que sobrou da comida coberta por papel filme.

É um exemplo dos novos tempos. Mas, é preciso ter atenção com essas escolhas. Há uma substância derivada do plástico que precisa de atenção especial: o bisfenol A. Caso você nunca tenha ouvido falar nele, está na hora de conhecer mais sobre o assunto.

Nem mesmo o plástico filme, que tanto usamos no dia-a-dia está livre do problema. O composto pode ser encontrado em utensílios plásticos que apresentam policarbonato em sua composição, o que tem feito grandes marcas de refrigerante adotarem novamente o uso da garrafa de vidro.

O bisfenol-A foi sintetizado como estrogênio sintético pela primeira vez em 1891, na Rússia. Entretanto, como existiam outros estrogênios artificiais mais potentes, ele foi esquecido. Apenas em 1930, voltou aos estudos até que, em 1950, passou a ser aplicado em policarbonatos usados para fabricar garrafas plásticas e para revestir o interior de latas de refrigerante.
Bisphenol A.svg
Bisfenol A (clique aqui e saiba mais sobre ele)
Na década de 70, surgiram as primeiras suspeitas sobre seus malefícios. Mesmo assim, sua aplicação em plásticos só aumentou. Hoje em dia é onipresente em produtos feitos de policarbonato transparente, além de ser altamente lucrativo. Estima-se que cerca de 90% das pessoas tenham BPA no organismo.

Se você precisar vedar um recipiente, é preciso esperar que o alimento esfrie para evitar que o vapor contamine o alimento. O BPA é extremamente instável e se transfere do recipiente para a comida mesmo na temperatura mais natural, da geladeira ao micro-ondas e vice-versa. Estudos também conectam a substância ao câncer de mama e de próstata, além do ganho de peso, já que causa o efeito de aumentar o apetite, principalmente por alimentos doces.

Copos e pratos feitos de policarbonato possuem BPA, principalmente os infantis. Também é encontrado em garrafas squeeze e alguns tipos de papel filme. Para identificar: verificar o rótulo, símbolo de reciclagem e as características do plástico. Evite principalmente os produtos que possuírem os números 3 ou 7 perto do símbolo de reciclagem no rótulo, e evite também os plásticos transparentes e mais duros bem como itens que contenham policarbonato. Ou seja, o copinho de plástico do seu escritório dificilmente será uma ameaça.

Como se vê, o uso do bisfenol-A não é impossível de ser evitado. Basta rever alguns hábitos, substituir os produtos que contenham a substância e prestar atenção redobrada aos rótulos de mamadeiras e utensílios de plástico.

FONTE: http://www.jornalciencia.com/plastico-filme-em-alimentos-quentes-libera-substancia-que-pode-te-engordar-e-dar-cancer/

sexta-feira, 28 de dezembro de 2018

Álcool danifica DNA, e provoca tumores e câncer

Estudo publicado na Nature mostra que a bebida age na sequência do DNA, o pode resultar em câncer.

Cerveja: ranking mostra as mais valiosas do Brasil
Cerveja: número de mortes por câncer no Brasil aumentou 31% nos últimos 15 anos (kazoka30/Thinkstock)


Má notícia para quem quer aplacar o calor deste verão tomando uma cerveja bem gelada: uma pesquisa da Universidade de Cambrigde comprovou a relação entre o consumo de álcool e o surgimento de tumores.

A partir de testes com cobaias, os cientistas mostraram que a ingestão de álcool danifica o DNA das células-tronco, o que eleva o risco de câncer. O estudo foi publicado no periódico científico Nature nesta semana e teve apoio financeiro do instituto Cancer Research, da Inglaterra.

A ideia de que o álcool pode causar câncer não é nova. De fato, ninguém acorda depois de uma bebedeira achando que fez um grande serviço à própria saúde.

Pesquisas anteriores, principalmente estudos populacionais que associavam a prevalência de câncer ao consumo alcoólico, já sugeriam que existe uma relação entre a bebida e o surgimento da doença em mais de dez partes do corpo, inclusive os mais comuns no Brasil como intestino e mama.


A novidade é que agora os cientistas conseguiram analisar como um derivado do álcool, o etanal ou acetaldeído, interfere permanentemente no DNA de células-tronco no metabolismo de ratos ao dar altas doses de álcool a cobaias.

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Reação de oxidação do álcool transformando em aldeído

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Os pesquisadores perceberam que essa quebra estimula os cromossomos a se emparelharem aleatoriamente, mudando para sempre as sequências de DNA nas células.

O grande perigo de ter células tronco “defeituosas” é que elas conseguem se multiplicar e se alastrar para diversos tecidos do corpo com mais facilidade – um prato cheio para o surgimento de tumores.

O etanal é produzido quando o nosso corpo está reagindo ao álcool. E você até consegue senti-lo em ação depois de alguns bons drinks (ou nem tão bons): ele é o responsável por desencadear o mal-estar da ressaca.

Prova real

Os cientistas também prestaram atenção em corpo se defende do álcool.  Uma enzima chamada aldeído desidrogenase (ALDH) é capaz de catalisar, quebrar o subproduto maléfico do álcool.

Eles testaram os efeitos nos ratinhos bêbados com e sem ALDH e perceberam que os que não tinham a enzima tiveram seu DNA afetado até quatro vezes mais. A outra má notícia que vem junto com a prova real é que milhões de pessoas ao redor do mundo não possuem essa enzima “anti-ressaca”.

“É importante lembrar que a liberação do álcool e os reparos no DNA não são perfeitos e o que o álcool ainda pode causar câncer de vários outros jeitos, mesmo em pessoas com esses mecanismos de defesa em ordem”, disse o líder do estudo, Ketan Patel.

O Instituto Nacional de Câncer (INCA) elenca o consumo de bebidas alcoólicas como um dos principais fatores de risco para a doença. O número de mortes por câncer no Brasil aumentou 31% nos últimos 15 anos.  De acordo com informações da OMS, a doença matou 223,4 mil pessoas no país em 2015. Câncer é a segunda causa de mortes por aqui, atrás apenas de doenças cardiovasculares. No mundo, a estimativa é 8,8 milhões de vítimas por ano – o equivalente a população da cidade de Nova York ou de toda a Áustria.

Este conteúdo foi publicado originalmente no site da Superinteressante.

Fonte: https://exame.abril.com.br/ciencia/alcool-danifica-dna-e-provoca-tumores-e-cancer/?utm_source=email

quarta-feira, 26 de dezembro de 2018

Professora e professor brasileiros concorrem ao Nobel da Educação

É a primeira vez que uma docente brasileira concorre ao Global Teacher Prize. Prêmio é de US$1 milhão

nobel da educação
Débora Garofalo e Jayse Ferreira
Global Teacher Prize é o maior prêmio de educação do mundo e reconhece anualmente com US$ 1 milhão um professor que tenha contribuído de maneira positiva com sua profissão.
Realizada pela prestigiada Varkey Fundation, dentre os 50 finalistas de 39 países que concorrem em 2019 está a professora Débora Garofalo, da EMEF Almirante Ary Parreiras, localizada em São Paulo e o professor Jayse Antonio da Ferreira, da EREM Frei Orlando, em Itambé, Pernambuco, ambas escolas públicas carentes. Vale ressaltar que é a primeira vez que uma professora brasileira é finalista no Teacher Prize.
Conheça os projetos dos docentes
Débora Garofalo é formada em Letras e Pedagogia e mestranda em Educação pela Pontifícia Universidade Católica (PUC-SP) e dá aulas na EMEF Almirante para alunos de 9 a 14 anos.
Robótica com sucata promovendo a sustentabilidade é o projeto em sala de aula da professora de tecnologias na EMEF Almirante que a levou a ser finalista. A professora e os alunos, por meio desse projeto, transformaram cerca de 700 kg de lixo da região em objetos de robótica. Com a mesma atividade, a professora foi reconhecida este ano pelo Ministério da Educação brasileiro.
O professor de educação artística na EREM Frei Orlando, Jayse Ferreira chegou aos 50 finalistas por conta de dois projetos, o Eu sou uma obra de arte: etnias do mundo e Vamos enCURTAr essa história?, ambos voltados para o respeito à diversidade religiosa e ao reconhecimento e orgulho de suas origens.
Formado em Educação Artística e pós-graduado em Psicopedagogia, Ferreira revela que o projeto envolveu a comunidade e fortaleceu o engajamento com os pais.
Resultado
A segunda etapa do prêmio será divulgada em fevereiro de 2019, em que serão divulgados os 10 finalistas. Já a cerimônia final acontecerá em março na capital dos Emirados Árabes, Dubai.
Cerca de 10 mil professores de 179 países se inscreveram no Global Teacher Prize 2019.
FONTE: http://www.revistaeducacao.com.br/nobel-da-educacao/

domingo, 16 de dezembro de 2018

Contra infarto e AVC, uma dose de ácido acetilsalicílico (AAS) a cada três dias


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Imagem de Veja - Abril.com
Para pacientes de risco, a ingestão de uma dose de ácido acetilsalicílico (AAS) a cada três dias pode ser tão eficiente na prevenção de infarto, acidente vascular cerebral (AVC) e doença vascular periférica quanto consumir o medicamento diariamente. E com uma vantagem: a probabilidade de complicação gastrointestinal diminui.
A conclusão é de um estudo brasileiro apoiado pela FAPESP e pela Biolab Farmacêutica. Os resultados foram publicados no The Journal of Clinical Pharmacology e o artigo foi destacado como “escolha do editor”.
“Há 50 anos o AAS tem sido adotado na prevenção de eventos cardiovasculares, mas seu uso constante pode causar irritação e sangramento gástrico – muitas vezes sem sintomas prévios. Por isso, nos últimos anos, vem se tentando reduzir a dose. Neste estudo, propomos um esquema terapêutico diferente”, disse Gilberto De Nucci, professor da Faculdade de Ciências Médicas da Universidade Estadual de Campinas (FCM-Unicamp) e do Instituto de Ciências Biomédicas da Universidade de São Paulo (ICB-USP), coordenador do Projeto Temático ao qual está vinculado o estudo.
Resultado de imagem para AAS
Reação de obtenção do AAS
Conforme explicou De Nucci, o ácido acetilsalicílico inibe a ação da enzima cicloxigenase (COX). Nas plaquetas, isso diminui a produção de tromboxano, um tipo de lipídeo que favorece a agregação plaquetária. Por essa razão, na linguagem popular, costuma se dizer que o AAS “afina” o sangue, ou seja, diminui a probabilidade de formação de coágulos que podem obstruir o fluxo sanguíneo.
Por outro lado, na mucosa gástrica, a inibição da enzima COX diminui a produção de prostaglandinas – substâncias lipídicas que protegem o estômago e o intestino.
“Originalmente, o AAS americano tinha 325 miligramas (mg) do princípio ativo. Na tentativa de diminuir os efeitos adversos, a dose foi reduzida para 162 mg e, depois, para 81 mg. Também há comprimidos de 75 mg. Mas a verdade é que, até hoje, ainda não se sabe ao certo qual é a dose necessária para obter o benefício cardiovascular”, comentou De Nucci.
No ensaio clínico realizado durante o doutorado de Plinio Minghin Freitas Ferreira, na USP, sob orientação de De Nucci, foi adotada a dose de 81 mg. Vinte e quatro voluntários sadios foram divididos em dois grupos. Metade recebeu AAS todos os dias durante um mês. Os demais receberam o fármaco a cada três dias e, no intervalo, apenas placebo.
Antes e ao final do tratamento, todos os voluntários passaram por diversos exames, entre eles endoscopia, biópsia gástrica e teste de agregação plaquetária. Também foi medido no sangue o nível de tromboxano e, no estômago, o de prostaglandina do tipo 2 (PGE2).
“No grupo que tomou AAS todos os dias, houve uma redução de 50% na síntese de PGE2, enquanto nos voluntários que tomaram a cada três dias não foi observada diferença em relação aos níveis basais. Por outro lado, em ambos os grupos, a inibição de tromboxano foi superior a 95% e o resultado no teste de agregação plaquetária foi equivalente”, contou De Nucci.
Na avaliação de Ferreira, os dados permitem concluir que o uso de AAS a cada 72 horas é tão eficaz quanto – e mais seguro – do que seu uso diário. Essa descoberta, segundo o pesquisador, abre a possibilidade de adotar o fármaco também na prevenção primária de eventos cardiovasculares.
Atualmente, o Food and Drug Administration (FDA) – órgão que regulamenta o consumo de alimentos e de medicamentos nos Estados Unidos – recomenda que o AAS seja usado apenas na prevenção secundária de doenças cardiovasculares, ou seja, em pacientes diagnosticados com doença vascular periférica e os que já tiveram algum episódio de infarto ou AVC e correm risco de um segundo evento. Somente nessa situação, segundo o FDA, os benefícios da terapia suplantariam os riscos de efeitos adversos.
“Com esse novo esquema terapêutico, o AAS também poderia ser usado no tratamento de pacientes que nunca tiveram um evento cardiovascular, mas apresentam alto risco, como os diabéticos”, disse Ferreira.
Contra infarto e AVC, uma dose de ácido acetilsalicílico a cada três dias
Em artigo no The Journal of Clinical Pharmacology, pesquisadores brasileiros mostram que benefício do novo esquema terapêutico é equivalente ao da dose diária e tem menor risco gastrointestinal (Foto: Wikimedia Commons)
Patente
Os dois grupos de voluntários que participaram do ensaio clínico receberam, além de AAS, o anti-hipertensivo losartan. Conforme explicou De Nucci, o objetivo foi mostrar que uma droga não influencia a ação da outra.
Em um estudo anterior, publicado no Journal of Bioequivalence & Bioavailability, o grupo já havia mostrado que o AAS não diminui a biodisponibilidade do losartan. As duas drogas são frequentemente associadas no tratamento de pessoas com insuficiência cardíaca, hipertensão e doenças isquêmicas.
“Em parceria com a Biolab, nós solicitamos nos Estados Unidos a patente do esquema terapêutico adotado no estudo. Umas das possibilidades em estudo é lançar um produto que associe, na mesma cartela, o AAS e o losartan ou algum outro medicamento. No primeiro dia, o paciente tomaria os dois fármacos, no segundo e no terceiro, apenas o anti-hipertensivo e placebo e assim por diante. Isso ajudaria as pessoas a tomar os medicamentos corretamente”, afirmou De Nucci.
O artigo Acetylsalicylic Acid Daily vs Acetylsalicylic Acid Every 3 Days in Healthy Volunteers: Effect on Platelet Aggregation, Gastric Mucosa, and Prostaglandin E2 Synthesis (doi: 10.1002/jcph.685) pode ser lido em onlinelibrary.wiley.com/doi/10.1002/jcph.685/full 
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Já nessa reportagem de título: AAS pode salvar uma vítima de infarto e há um jeito ainda mais eficiente de ingerir


Fala que uma vítima de infarto aumenta a possibilidade de ser salva se ao invés de ingerir com água, deva-se mastigar bem e ingerir, diminuindo de 12 min para 5 min o tempo de atuação do ASS no organismo (vide link aqui).

Fontes:
http://agencia.fapesp.br/contra-infarto-e-avc-uma-dose-de-acido-acetilsalicilico-a-cada-tres-dias/23792/
https://www.vix.com/pt/saude/566792/aas-pode-salvar-uma-vitima-de-infarto-e-ha-um-jeito-ainda-mais-eficiente-de-ingerir

segunda-feira, 10 de dezembro de 2018

Esta película para telhados substitui o ar-condicionado com zero consumo de energia

Nos dias quentes de verão, não tem quem abra mão de um bom ar-condicionado para suportar as altas temperaturas, seja em casa, no trabalho ou em qualquer outro lugar.

ar-condicionado a partir de película
imagem de razoesparaacreditar.com

Mas, não é todo mundo que tem o luxo de um aparelho de ar-condicionado. Algumas pessoas não o tem por motivos financeiros, outras, mais preocupadas com o meio ambiente, porque o ar-condicionado emite gases do efeito estufa (CO2 e HFC), ligados ao aquecimento global.
Mas, acaba de surgir uma alternativa acessível a todos os bolsos, mais “verde” e tão eficiente quanto o ar-condicionado tradicional. A invenção é de dois pesquisadores da Universidade do Colorado, EUA. Ronggui Yang e Xiabo Yin criaram uma película capaz de refrigerar ambientes sem a necessidade de usar gás refrigerador e energia elétrica. O estudo foi publicado na semana passada pela revista Science.
A película simula o processo de filtragem dos raios solares que incidem sobre a atmosfera da Terra. A atmosfera permite que alguns comprimentos de onda vermelha, que carregam calor, escapem para o espaço sem obstáculos. O que os cientistas Yan e Yin fizeram foi converter o calor indesejado em radiação infravermelha no comprimento exato de onda que o planeta manda para fora.
Já o filme criado pelos cientistas é feito de polimetilpenteno, um tipo de plástico transparente encontrado no comércio, com a adição de pedrinhas de vidro. Revestido de prata em apenas um dos lados, o material é transformado em lâminas com espessura de 50 milionésimos de metro.
Quando a película é colocada sobre o telhado de uma casa, o lado prateado deve ficar por baixo. Assim, a luz solar é refletida pelo lado prateado através do plástico, o que impede o aquecimento da casa. Além disso, o calor interno também é liberado para a atmosfera.

pílulas para telhado substituem ar-condicionado 2
imagem de razoesparaacreditar.com
O poder de refrigeração da película é de 93 watts por metro quadrado. À noite, sua capacidade é ainda maior. Segundo os pesquisadores, cerca de 20 metros quadrados do filme são suficientes para manter a temperatura de uma casa comum em 20°C num dia em que os termômetros marcam 37°C.
Com informações do ECOGUIA.net / Fotos: Universidade do Colorado/Reprodução

FONTE: http://razoesparaacreditar.com/sustentabilidade/pelicula-para-telhados-ar-condicionado/