sexta-feira, 4 de setembro de 2015

A Química da Cerveja

Imagem de falaquimica.com
Natasha Aguiar Rosa
Júlio Carlos Afonso

Este trabalho aborda a produção da cerveja, descrevendo a função de cada um de seus componentes. Sua fabricação exige um rigoroso controle a fim de assegurar a qualidade de um produto destinado ao consumo humano. A qualidade de seus ingredientes e os diferentes modos de produção levam a uma grande variedade de cervejas disponíveis hoje. Além de ser um importante tema de instrução técnica e prática para os alunos de cursos da área de química, a cerveja também se presta para diversas experiências em sala de aula, envolvendo concentrações e reações em meio ácido.

quarta-feira, 2 de setembro de 2015

Utilidade pùblica ao professor: Como cuidar bem da sua voz

O cuidado com a voz é importante para o bem-estar do professor e também colabora com a prática pedagógica
Imagem de drogariacidade.com
O professor faz parte de uma das categorias profissionais que mais se comunicam oralmente durante o trabalho. Todos os dias, fala por várias horas para cerca de 30 pessoas, frequentemente em um ambiente com interferências externas, o que o leva a forçar cada vez mais a voz. Sem entender os sintomas, muitos levam essas situações até o limite, quando as cordas vocais estão feridas, o que interfere na rotina de trabalho. 

Segundo Leslie Ferreira, coordenadora do Laboratório de Voz (Laborvox), da Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (PUC-SP), cerca de 60% dos docentes apresentam sintomas como rouquidão, cansaço ao falar, disfonia e pigarro. Fabiana Zanbom, fonoaudióloga do Sindicato dos Professores de São Paulo (Sinpro), acrescenta: "Como há pouca informação sobre o tema, muitos professores não procuram ajuda e a maioria chega ao consultório médico já com alterações de voz". Para ela, a orientação durante a faculdade de Pedagogia e os cursos de licenciatura poderia colaborar para que esse tipo de problema se tornasse menos comum. 

Quem já chegou ao limite precisa buscar atendimento médico, mas o melhor caminho é a prevenção. O Ministério da Educação (MEC), no entanto, não tem um programa voltado a evitar os distúrbios vocálicos. E, embora muitas redes de ensino promovam ações nesse sentido, a maior parte delas é pontual e não existe mais. Faltam, portanto, programas permanentes que orientem os educadores. 

Para tentar preencher essa lacuna, foi criado em 2011 um grupo de discussão no Ministério da Saúde. A iniciativa não é exclusivamente para escolas e nos próximos meses deve ser lançado um documento com indicações para garantir ambientes de trabalho mais saudáveis e organizados. As orientações incluem, por exemplo, controle de ruído, ventilação correta e espaços para descanso.
Pequenos ajustes Mudanças simples em seus hábitos podem colaborar para preservar a sua voz e evitar problemas futuros 

Sem ruídos Feche as portas e as janelas para ajudar a manter a concentração da turma e poupar sua voz da competição com o ruído que vem da rua e do corredor. 

Postura ereta Ao ficar em pé, você consegue se expressar com mais facilidade e tem um controle maior sobre os alunos. Evitando a bagunça, poupa a voz. 

Ajuda do som Converse com a coordenação da escola para que ela disponibilize microfones a todos que necessitam. Faça acordos com os alunos para eliminar os gritos. 

Longe do quadro Se você usa giz, o pó pode ser inalado e secar sua garganta. Por isso, fale virado para a turma. A atitude também favorece a comunicação com a classe. 

Momentos de pausa Quando os alunos estão fazendo um trabalho em grupos, aproveite para poupar a sua voz para a continuação da aula. 

Um santo remédio Tomar água propicia intervalos e hidrata as cordas vocais. Prefira o líquido a pastilhas, que podem fazer mal, em vez de ajudar.
  • FONTE: http://revistaescola.abril.com.br/formacao/como-cuidar-bem-sua-voz-692158.shtml

segunda-feira, 31 de agosto de 2015

Estudo comprova que "hormônio do amor" previne efeito do álcool

Foto: Thinkstock
Imagem de Yahoo Notícias - Foto: Thinkstock
Sydney (Austrália), fev/2015 (EFE).- A oxitocina, conhecida também como o "hormônio do amor", previne a intoxicação alcoólica em roedores e poderá abrir portas para futuros tratamentos contra a dependência do álcool em seres humanos, segundo estudo divulgado nesta terça-feira.
oxitocina
"Descobrimos que as oxitocinas bloqueiam os efeitos da intoxicação do álcool e previnem a atuação em partes do cérebro que estão ligados ao alcoolismo", explicou à emissora "ABC" Michael Bowen, um dos autores da pesquisa da Universidade de Sydney.

No estudo divulgado hoje pela revista científica "Procedimentos da Academia Nacional de Ciências", a equipe liderada por Bowen analisou o papel da substância no bloqueio dos efeitos do álcool no organismo, que é induzido pela liberação da dopamina.

Ao observar o comportamento de grupos de roedores sóbrios e embriagados, os cientistas perceberam que os primeiros davam voltas ao redor de suas jaulas, enquanto os outros se sentavam visivelmente sedados com os focinhos apoiados na quina das caixas.

O curioso foi que um terceiro grupo de ratos, ao qual foi dado o hormônio antes do consumo de álcool, rodeava a jaula como os roedores sóbrios.

Em outros testes para medir a sobriedade, Bowen e seus colaboradores observaram por quanto tempo os roedores aguentavam ficar pendurados verticalmente na grade de arames.

"Os ratos sóbrios se sustentavam de 10 a 15 segundos, enquanto os embriagados aguentaram apenas dois", explicou o psicólogo australiano, ressaltando que os que estavam sob o efeito da oxitocina conseguiram ficar pendurados cerca de dez segundos.

"A substância reverte quase por completo o efeito do álcool", afirmou o cientista ao refletir sobre as possibilidades de prevenir as consequências que o consumo da bebida produz, como o relaxamento excessivo dos músculos.

Estudos anteriores mostram que a oxitocina pode reduzir o consumo do álcool, os desejos e a síndrome de abstinência, por isso há chances de ser um componente crucial para possíveis tratamentos contra o alcoolismo.

"Aqui há um remédio que potencialmente pode fazer com que se consuma menos álcool e caso seja ingerido, os efeitos serão reduzidos", indicou Bowen.

O desafio agora é aprimorar os descobrimentos para tratamentos em seres humanos, embora a oxitocina já seja utilizada de forma segura para induzir partos.

FONTE:https://br.noticias.yahoo.com/cientistas-japoneses-criam-recipientes-port%C3%A1teis-c%C3%A9lulas-tronco-135450567.html

sábado, 29 de agosto de 2015

Medicamento promete fazer você se sentir bem dormindo apenas 2h por dia... será mesmo??!!

Imagem de http://www.jornalciencia.com/
Dormir pouco, e ainda aumentar a concentração e o rendimento diário, tudo isso é possível utilizando o Modafinil.
Ela é considerada a “pílula da inteligência” e, teoricamente, não tem efeitos nocivos. Será? Com apenas um comprimido, duas horas de sono vão ser suficientes para você acordar com disposição, sem dores de cabeça, “débito de sono” ou sensação de ressaca.

A droga foi desenvolvida na França para o tratamento de narcolepsia (um estado patológico de sono excessivo). Em 1998 foi aprovada nos Estados Unidos pelo FDA (órgão americano que regula alimentos, fármacos e cosméticos) e passou a ser utilizada pelo Exército dos EUA para aumentar o tempo de vigília e concentração de soldados. Atualmente a droga pode ser encontrada em diversos países, incluída em medicamentos para tratar distúrbios do sono.

Apesar de ser apelidada como “pílula da inteligência”, o Modafinil não aumenta a inteligência, apenas melhora a concentração em tarefas que exijam longas horas de estudo ou trabalho. A vantagem do uso da substância é que ela não provoca dependência química, apesar de ter alguns efeitos colaterais como irritabilidade, tontura, náusea, dor abdominal, pressão alta e palpitações.

No Brasil o Modafinil é comercializado com o nome de Stavigile, e só pode ser adquirido através de receita médica. Uma caixa do medicamento com 30 pílulas varia de R$ 140,00 até R$ 170,00, dependendo do estado.

Foto: Reprodução / Will Boase via The Guardian
A droga é muito comentada sobre sua questão social, se o uso realmente ajuda ou atrapalha a sociedade. Um documento em 2008 foi redigido pela Sociedade de Saúde e Doença do Reino Unido, coassinado por cinco autores, argumentando que o medicamento representou uma espécie de fronteira final: Por que exatamente a sociedade gostaria de regular ou governar a sonolência e vigília desta forma? Quem se beneficia? Esses questionamentos foram citados no texto de Marc Herman em um artigo do site Salon.

A socióloga britânica Catherine Coveney entrevistou alunos que tomaram a droga como ajuda em trabalhos noturnos. Os alunos puderam observar que a droga lhes interessa mais nas férias, permitindo mais tempo para curtir os passeios e festas. Coveney explica que a pílula sofreu conceituação, e a apresentação na cobertura da mídia, o medicamento deixou de ser usado em primeiro lugar para tratar a narcolepsia, sendo utilizado para outras coisas.
Modafinil2DACS.svg

O Modafinil é utilizado para tratar a depressão, esclerose múltipla e vários outros distúrbios associados à fadiga. Há relatos de que médicos estão sendo bombardeados por pessoas saudáveis solicitando receitas de modafinil como estimulante cognitivo que os faça dormir menos, trabalhar e se divertir mais. Fórmula molecular C15H15NO2S. Massa molar 273,35 g/mol. Nomenclatura IUPAC (sistemática) 2-[di(fenil)metilsulfinil]acetamida
O Modafinil pode ser conceituado de várias maneiras e utilizado para diferentes fins, portanto não é fácil escapar desse questionamento cultural: afinal seria um remédio estimulante ou uma droga?

FONTE: http://www.jornalciencia.com/saude/mente/2445-medicamento-promete-fazer-voce-se-sentir-bem-dormindo-apenas-2h-por-dia

http://www.quimica.seed.pr.gov.br/modules/galeria/detalhe.php?foto=1852&evento=5

quinta-feira, 27 de agosto de 2015

3 DICAS PARA ORGANIZAR SEU HORÁRIO DE ESTUDOS

3 Dicas para Organizar seu tempo de estudos
Imagem de http://www.lendo.org/
Você já tentou, eu sei. Quem nunca tentou organizar um horário de estudos?
Sempre que conversamos sobre o impacto positivo da organização na qualidade do aprendizado, o tópico “horário de estudos” vem à tona. Se ele é tão importante, por que temos a impressão de que ter horário de estudos nunca funciona?
Um ponto que não fica claro, mas vou dizer agora: aprender qualquer coisa é um projeto. O fato de você precisar separar um tempo de lado, buscar por recursos e investir energia… bem, tudo isso caracteriza um projeto.
Então, para um aprendizado eficiente, precisamos de um planejamento que funcione.
Como costumo dizer, aprender melhor é uma atividade multidisciplinar. Para criar bons planos de estudo, precisamos de um pouco de gerência de tempo (administração) e entendimento do comportamento humano (psicologia). Foi nessas áreas que fui buscar conhecimento para trazer essas dicas. Vejamos.

SEU PROJETO DE ESTUDOS VAI LEVAR MAIS TEMPO DO QUE VOCÊ IMAGINA

Seu planejamento costuma não~dar certo
Não adianta: seres humanos são ruins de estimar o tempo necessário para completar uma tarefa. O problema é tão persistente e bem estudado que recebeu um nome: a falácia do planejamento.
Vários estudos já foram feitos para demonstrar isso. Por exemplo, em um deles, universitários foram perguntados quanto tempo levariam para entregar um projeto da faculdade. A maioria errou.
Em outro estudo, perguntaram: “com 99% de certeza, em quanto tempo você termina aquela atividade”? … e menos da metade das pessoas acertaram. Mesmo elas tendo 99% de certeza na hora em que responderam.
Como lidar com isso: tenha os pés no chão. Não é porque as atividades estão sendo planejadas que vai dar tudo certo. Se quer ter uma margem de segurança, ao final do planejamento, dobre a duração que você estimou. Assim, seus estudos terão mais chances de seguir o calendário.
Conheça o Manual do Concurso e aprenda tudo que precisa para ter sucesso no seu próximo concurso público.

VOCÊ NÃO É O SUPER-HOMEM OU A MULHER MARAVILHA

Você não é capaz de fazer tudo ao mesmo tempo
Você não é capaz de fazer tudo ao mesmo tempo!
Por mais que você queira, há limite do quanto você consegue fazer. O erro mais comum das pessoas que entram em contato comigo é simplesmente querer fazer mais do que é possível.
Pronto, professor, pedi uma licença do trabalho. Com esse horário de estudos, vou me preparar do zero, estudando 10h por dia durante dias para fazer a prova. O que acha?
Usando uma comparação militar, horário de estudos/planos de estudo funcionam melhor em tempos de paz do que em tempos de guerra. Ou seja, o plano de estudo vai te ajudar mais quando você não estiver desesperado e puder se preparar de modo adequado.
Não confie na força de vontade. Por mais que você seja motivado e persistente, há limites biológicos do quanto você pode ralar. Os cientistas chamam de capacidade de autorregulação, mas popularmente conhecido como força de vontade.
A força de vontade que você usa para estudar funciona como um músculo. Depois de muito usada, como para estudar algo complicado, ela se esgota. Daí fica difícil estudar. Até que chega um momento que não dá mais: você precisa parar e o “músculo” vai usar o tempo para recarregar.
Como lidar com isso: você consegue fazer menos do que imagina em um dia e mais do que imagina em um mês. O poder da consistência é incrível: todo dia, três blocos de uma hora, geram mais resultados do que fazer 6h duas ou três vezes e sair dos trilhos.

SEPARE NÃO SÓ O TEMPO, MAS TAMBÉM ATIVIDADES PRÉ-DEFINIDAS

O modo tradicional de se pensar em horários de estudos (ou planos de estudo numa maneira geral) é marcar no calendário que matéria deve ser estudada. Quando chegar no momento agendado, você senta na mesa. Vai fazer o quê: Ler a apostila? Resolver exercícios? Tomar anotações? Ver videoaulas?
Esse ponto faz referência à produtividade: você usa seu tempo melhor quando sabe exatamente o que vai fazer. Se você senta na mesa e tem que se perguntar o que seria melhor fazer em seguida, as chances de se distrair e terminar sem estudar são grandes.
Como lidar com isso: No seu plano semanal de estudo, não só descreva a matéria mas também as atividades. Tenha um passo a passo para ler livros (e tomar notas), um passo a passo para pesquisar na internet, outro para resolver questões… Quanto mais metódico você for, maiores as chances de seu plano dar certo.
E agora, o que você me diz: hora de colocar essas dicas em prática e criar um horário de estudos que funciona de verdade?

FONTE: http://www.lendo.org/aprendizado-acelerado/organizar-horario-estudos-dicas/?utm_content=buffer851ec&utm_medium=social&utm_source=facebook.com&utm_campaign=buffer

quarta-feira, 26 de agosto de 2015

ARGUMENTAÇÃO NO ENSINO DE QUÍMICA: TEXTOS DE DIVULGAÇÃO CIENTÍFICA DESENCADEANDO DEBATES

Imagem de www.escolakids.com
Elton Fabrino Fatareli, Luciana Nobre de Abreu Ferreira, Salete Linhares Queiroz

RESUMO

Pesquisas na área de educação em ciências sugerem que a argumentação desempenha um papel central na ciência e, portanto, na educação científica. No entanto, as oportunidades que os alunos têm de argumentar em salas de aula de ciências são raras. Face ao exposto, o objetivo deste estudo foi avaliar o potencial de uma estratégia de ensino baseada em debates sobre questões sóciocientíficas de caráter polêmico na promoção da argumentação. A estratégia envolveu o trabalho em grupo e esforços individuais dentro e fora da sala de aula. Depois de receber textos de divulgação científica sobre o urânio empobrecido (UE), alunos do ensino médio solucionaram questões destinadas a guiá-los na discussão dos aspectos químicos, ambientais e econômicos do texto. O processo culminou com um debate entre grupos pró-UE e anti-UE. Para avaliar a qualidade da argumentação dos alunos, gravações de vídeo das apresentações dos grupos foram coletadas e analisadas utilizando o Modelo de Argumento de Toulmin.

FONTE: http://www.periodicos.ulbra.br/index.php/acta/article/view/965

quarta-feira, 19 de agosto de 2015

Os Jogos Educacionais de Cartas como Estratégia de Ensino em Química

Imagem de www.abq.org.br

Palavras chave: jogos educacionais, ligação química, funções inorgânicas

Este trabalho relata a experiência didática dos bolsistas do Programa Institucional de Bolsa de Iniciação à Docência (PIBID) da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) no ensino dos conceitos ligação química e funções inorgânicas, utilizando três diferentes jogos educacionais. As atividades didáticas foram realizadas com alunos do 1º e 2º anos do ensino médio de três escolas públicas do estado do Rio de Janeiro, sendo que três jogos de cartas foram utilizados para introduzir, reforçar ou exercitar os conceitos químicos ministrados. A contribuição pedagógica dos jogos foi analisada por meio de questionários de avaliações discentes e seus resultados demonstram a efi ciência destes como ferramentas didáticas no ensino de ciências, em geral, e de química, em particular.

segunda-feira, 17 de agosto de 2015

3 passos para fixar na memória tudo que você estuda

Uma das principais dificuldades do estudante é conseguir se lembrar de tudo que aprendeu. Você até se lembra que foi para a aula, abriu o livro e começou a leitura… Mas, e do conteúdo? Zero? Isso tem uma explicação. Alberto Dell’Isola, conhecido como “o homem-memória brasileiro”, conta no livro “Supermemória – Você também pode ter uma” que esse esquecimento é algo normal do cérebro, mas que existem maneiras de burlar o branco.

A curva do esquecimento
Dell’Isola explica que muitos estudantes o procuram preocupados com a qualidade de leitura que fazem, alegando que ela é “tão ineficiente”, que após alguns dias não se lembram mais do que leram. Para o especialista, isso não tem nada a ver com o processo da leitura em si, mas sim com uma coisa chamada “curva do esquecimento”.
Descoberta em 1885 pelo filósofo alemão Hermann Ebbinghaus, a curva mostra o quanto de informações nosso cérebro é capaz de reter com o passar do tempo, após uma sessão de estudos com uma hora de duração.
curva-esquecimento
Imagem de http://guiadoestudante.abril.com.br/
Ela se inicia no zero, porque começa a contar um pouco antes do momento em que o estudante inicia a sua sessão de estudo. Ao final da leitura do conteúdo, a curva atinge o ponto máximo, o que significa que ele se lembra de 100% do assunto ensinado (ou, como diz Dell’Isola, “ao menos saberá o máximo que ele tem condições de aprender, dado o conhecimento prévio sobre o assunto”).
Percebam que a curva vai caindo com o passar dos dias. Logo no segundo dia depois do fim dos estudos, caso não tenha feito nenhuma revisão, o estudante provavelmente se lembrará de pouca coisa, por volta de 50% do que aprendeu. Segundo o especialista, as pessoas se esquecem mais nas primeiras horas do que ao longo de 30 dias. Ao final do primeiro mês, restará apenas uma vaga lembrança e a impressão que ficará é a de que você nunca estudou aquele conteúdo, porque nosso cérebro está acostumado a descartar informações que não são reutilizadas com frequência.

Para mudar isso, Dell’Isola recomenda três passos:

1) Nas primeiras 24 horas após a sessão de estudo, para cada leitura de uma hora, faça uma revisão de dez minutos. Ela deve ser feita nesse período de tempo, porque é o momento em que mais perdemos informações e isso será suficiente para “segurar” a sua memória. Para ajudar no processo você pode usar fichas-resumo, reler as informações anotadas no caderno ou gravar trechos da aula para ouvi-los depois.

2) No sétimo dia após a sessão de estudo (ou seja, uma semana depois) dedique apenas cinco minutos para reativar na memória esse material.

3) Ao final de 30 dias, pratique o conteúdo durante 2 a 4 minutos e isso deverá ser suficiente para ajudá-lo a se lembrar novamente do que estudou.

Essa técnica é útil para pessoas que estudam grandes volumes de informações, como concurseiros, vestibulandos, "ENEMzeiros"... Você pode colocá-la em prática durante algumas semanas ou meses para ver se ela funciona no seu caso. Muitas vezes os estudantes não têm tempo para agendar revisões em seus cronogramas, mas essa aqui vale a pena tentar! São pouco minutos (você só precisa revisar no máximo durante 10 minutos uma sessão de uma hora) e se você revisa não precisa passar mais outra hora reaprendendo o conteúdo antes das provas.

FONTE: http://guiadoestudante.abril.com.br/blogs/dicas-estudo/2015/04/29/3-passos-para-fixar-na-memoria-tudo-que-voce-estuda/?utm_source=redesabril_jovem&utm_medium=facebook&utm_campaign=redesabril_guiadoestudante

domingo, 16 de agosto de 2015

Como atletas paraolímpicos trapaceiam nas provas

Nada de testosterona ou qualquer outra substância química. Autoflagelação é o que os atletas paraolímpicos fazem para se dar bem durante as provas, já que não sentem dor em algumas partes do corpo (como o local do membro perdido durante um acidente).
Pode ser com um cinto, ou uma coisa pontiaguda, tanto faz, o importante é que a ação faça o corpo produzir adrenalina – o que pode melhorar o desempenho do atleta em até 25%, diz o Comitê Científico Internacional das Paraolimpíadas.
A descoberta foi feita durante os jogos de Atenas, em 2004, e o comportamento foi atentamente observado durante os jogos na China (algumas pessoas foram desclassificadas), mesmo porque, o método pode levar o atleta à morte. Para isso, a pressão dos competidores é examinada antes de cada prova e, se estiver alta demais, o atleta fica de fora.
Será que não seria mais fácil procurar por vergões e arranhões pelo corpo? E o que fazer com atletas que praticam a autoflagelação por causa da religião? O que você acha?
FONTE:http://super.abril.com.br/blogs/cienciamaluca/como-atletas-paraolimpicos-trapaceiam-nas-provas/

quarta-feira, 29 de julho de 2015

Professor publica tese de doutorado em forma de quadrinhos nos EUA

Cortesia Harvard University Press
"Unflattening é o que o leitor decide o que é", definou o autor
Nada como ver a tese de doutorado publicada pela editora da Universidade de Harvard, uma das mais tradicionais do mundo, não? Para o norte-americano Nick Sousanis, o feito teve um gostinho ainda mais especial: todo o trabalho foi feito em formato de história em quadrinhos.

Intitulado "Unflattening", Sousanis, que agora tem pós-doutorado em HQs pela Universidade de Calgary, no Canadá, defendeu em sua tese a importância do pensamento visual no processo do ensino e da aprendizagem. "As imagens podem falar coisas fora do alcance da linguagem [escrita] e os quadrinhos têm o potencial de ampliar as possibilidades de comunicação. As imagens são, enquanto as palavras são", explicou. 

O pós-doutor não quis revelar a nota que tirou na tese, mas contou que foi o trabalho mais longo que já fez. "Eu passei! Eu tenho o meu doutorado [agora]", pensou ao ser aprovado. "Fui com minha esposa e filha de três semanas de idade para um passeio no Central Park logo em seguida! Foi um bom dia!", brincou.

Sousanis decidiu fugir dos padrões acadêmicos antes mesmo de ser aprovado no doutorado em educação pela Universidade de Columbia. Em 2008, ele aproveitou alguns quadrinhos educacionais que havia feito e entregou para a instituição de ensino como parte dos materiais de aplicação à pós-graduação. "Quando me candidatei, expressei minha intenção de fazer o trabalho [de doutorado] em forma de quadrinhos. E acho que eu acertei o momento ao fazer isso. Houve mais recepção aos quadrinhos do que nunca", relembrou.

Em 2011, iniciou o projeto "Unflattening" e tanto os acadêmicos da instituição quanto os produtores de quadrinhos abraçaram a ideia, segundo o ex-aluno. O doutorado foi concluído em 2014 e o livro publicado no começo deste ano. "Precisamos incentivar esse tipo de alfabetização visual e eu acho que os quadrinhos se prestam bem para fazer isso acontecer."Cortesia Harvard University Press
"Eu gostaria de pensar que o desenho um dia será considerado parte de uma alfabetização vital que não apenas para os sete anos, mas que continue a nos nutrir por toda a vida"

"Unflattening"
O nome "Unflattening" (algo como "não nivelado", em tradução livre) surgiu da vontade do autor de representar ideias e histórias em planos além da linguagem escrita. O objetivo foi valorizar o uso da imagem como forma de comunicação e estimular o leitor a refletir sobre diferentes pontos de vistas.

"Unflattening é o que o leitor decide o que é. Eu uso metáforas visuais e verbais para tornar os conceitos mais acessíveis, mas nunca os simplificando. O texto por si só pode ser um fator limitante e imagens são como parte integrante do significado como texto", detalhou.

"Estou emocionado em ver como as pessoas se envolveram profundamente com ele ["Unflattening"] e como ele já está sendo usado em uma variedade de salas de aula."


Paixão desde cedo
Os quadrinhos o fascinam desde quando ele era bebê. Tanto que Batman acabou sendo a primeira palavra que Sousanis falou – seu irmão mais velho lia as histórias em quadrinhos do personagem na época. Já os primeiros traços foram feitos por brincadeira quando criança.

Apesar da paixão, o jovem trilhou outros caminhos em sua vida acadêmica. Sousanis é matemático por formação. Porém, voltou aos quadrinhos quando começou a trabalhar com artes depois de formado. "Voltei aos quadrinhos em pleno vigor mais tarde. Primeiro, ao fazer alguns quadrinhos políticos e, em seguida, alguns quadrinhos educativos sobre arte e jogos", relembrou.

"Eu gostaria de pensar que o desenho um dia será considerado parte de uma alfabetização vital que não apenas para os sete anos, mas que continue a nos nutrir por toda a vida", acrescentou.
  • Nick Sousanis desenhou e escreveu a tese "Unflattening"
    Arquivo pessoal

    Nick Sousanis desenhou e escreveu a tese "Unflattening"
Na sala de aula
Sousanis acredita muito no potencial dos quadrinhos na sala de aula. Para ele as HQs oferecem um meio distinto e importante para a organização dos pensamentos. Além disso, ele defende que os quadrinhos são importantes ferramentas de comunicação sobre qualquer assunto e em qualquer campo.

"Os méritos da alfabetização com os quadrinhos para leitores com dificuldades têm sido bem documentados. Talvez em algum momento eles não serão apenas formas 'alternativas' [para usar na sala de aula]", afirmou.

FONTE: http://educacao.uol.com.br/noticias/2015/07/26/professor-publica-tese-de-doutorado-em-forma-de-quadrinhos-nos-eua.htm