quarta-feira, 20 de janeiro de 2016

Diabetes: Entenda a química do açúcar

Os glicídios, também chamados de açúcares ou carboidratos, são compostos orgânicos constituídos fundamentalmente por átomos de carbono, hidrogênio e oxigênio. Os glicídios constituem a principal fonte de energia para os seres vivos, pois a glicose é usada como combustível das células e o cérebro é quase inteiramente dependente dela para realizar suas funções.
Os glicídios estão presentes em diversos alimentos, como frutas, leite, mel etc. Eles também participam da estrutura dos ácidos nucleicos - RNA (Ácido Ribonucleico) e DNA (Ácido Desoxirribonucleico) -, que são capazes de, respectivamente, comandar as atividades celulares e transmitir informações genéticas.
Os dois esquemas a seguir representam a fórmula estrutural dos açúcares glicose e frutose:
Figura 1: Estruturas acíclicas da glicose e frutose.
Esses açúcares são compostos de função mista do tipo poliálcool-aldeído, ou seja, que contêm os grupos funcionais OH e CHO (também chamado de aldose) ou poliálcool-cetona, (grupos OH e C = O, também chamado de cetose). Veja novamente as estruturas, agora identificando os grupos funcionais:
Figura 2: Estruturas acíclicas da glicose e frutose (destacadas as suas funções orgânicas).
Os açúcares, especialmente aqueles com cinco ou seis átomos de carbono, existem normalmente como moléculas cíclicas (fechadas) e não como cadeias abertas. Essa ciclização (formação de uma cadeia fechada) ocorre como resultado da interação entre grupos funcionais em carbonos distantes:
Figura 3: Carbonos que sofrem ciclização na glicose.
Existem ainda alguns açúcares, como a sacarose, que possuem a estrutura de um dissacarídeo, ou seja, composto de glicose e frutose que ocorre por meio da formação de uma ligação glicosídica:
Figura 4: Estrutura da sacarose, açúcar resultante da união entre moléculas de glicose e frutose.
Em meio ácido, a molécula de sacarose se quebra, o que resulta em duas moléculas de glicose e frutose livres no meio. Isso acontece também quando ingerimos esse açúcar: o suco gástrico, produzido no estômago, é capaz de provocar a quebra da ligação glicosídica, que mantinha as moléculas unidas. Assim, esse glicídio de rápida absorção pode produzir altos níveis de glicose no sangue, ocasionando o diabetes.

Insulina

A taxa de glicose considerada normal no sangue situa-se em torno de 90 mg de glicose por 100 ml de sangue, ou seja, 0,9 mg/ml. A variação dessa taxa pode causar dois tipos de diabetes: o diabetes melitus e o diabetes insipidus. No entanto, esse valor é mantido pela ação conjunta dos hormônios insulina e glucagon.
A insulina facilita a absorção de glicose pelos músculos esqueléticos, pelo fígado e pelas células do tecido gorduroso, levando à diminuição na concentração de glicose circulante no sangue. Nas células musculares e do fígado, esse hormônio promove a estocagem de glicose na forma de glicogênio, que passa a ser usado apenas nos momentos em que precisamos de energia. A insulina está relacionada com o distúrbio hormonal conhecido como diabetes melitus, enfermidade em que a pessoa apresenta elevada taxa de glicose no sangue (hiperglicemia).
O glucagon tem efeito inverso ao da insulina, levando ao aumento do nível de glicose no sangue. Esse hormônio estimula a transformação de glicogênio em glicose no fígado. Num diabetes tipo insipidus, a pessoa apresenta níveis praticamente normais de insulina no sangue, mas sofre redução do número de receptores de insulina nas membranas das células musculares e adiposas. Com isso, diminui a capacidade de absorver glicose no sangue, ocasionando o que chamamos de hipoglicemia.
Podemos dizer, então, que o diabetes é a condição na qual ocorre uma resposta anormal ou inadequada na fabricação de insulina. Quando isso acontece, aumenta-se o risco de doenças cardíacas e outras enfermidades, como o AVC (Acidente Vascular Cerebral), em virtude de bloqueios de vasos sanguíneos. Esse bloqueio também diminui a produção de anticorpos e aumenta drasticamente a chance de o indivíduo contrair infecções, insuficiência renal e até cegueira. As mulheres diabéticas estão também mais propensas a desenvolver câncer mamário e uterino.

Reagente de Benedict

Durante alguns anos, o reagente de Benedict, que contém os íons Cu2+em solução, foi utilizado para identificar portadores de diabetes por meio da presença de açúcares na urina. O teste baseia-se na possibilidade de os grupos aldeídos serem oxidados (perda de elétrons), e essa reação provoca uma mudança de coloração da solução (de amarelo a vermelho tijolo), tornando possível identificar a presença de aldoses.
Quando um aldeído é oxidado, algum agente oxidante precisa ser reduzido (ganhar elétrons), que neste caso são os íons Cu2+. O cobre (Cu2+) ganha 1e- da aldose, podendo, então, ser reduzido ao composto Cu2O (Cu+1). Nessa etapa ocorre a formação do composto lactona. Veja o esquema:
Figura 5: Esquema da reação de redução do cobre pela aldose.
A redução do cobre ocorre somente com as aldoses, contudo, algumas cetoses também podem sofrer oxidação, pois no equilíbrio dinâmico das soluções aquosas contendo os açúcares podem coexistir aldeídos não cíclicos (compostos que reagem com íon cobre) e cetonas hidroxílicas. É esse fenômeno que permite a identificação da frutose (cetose) pelo reagente de Benedict. Essas reações desempenham papéis fundamentais para a identificação de açúcares.
Ainda existem formas mais simples de identificar a presença de glicose, como o uso da enzima oxidase, que é específica da glicose, mas esse teste com reagente de Benedict pode ser utilizado ainda como uma forma didática, em sala de aula, de se identificar a presença de açúcares.
Saiba mais:
Campbell, M. K; Farrell, S. O. Bioquímica. 5ª ed. Editora Thomson.
Amabis, J. M; Martho, G. R. Biologia. Vol. 1. 2ª ed. Editora Moderna. São Paulo, 2004.
Amabis, J. M; Martho, G. R. Biologia. Vol. 2. 2ª ed. Editora Moderna. São Paulo, 2004.
Amabis, J. M; Martho, G. R. Biologia. Vol. 3. 2ª ed. Editora Moderna. São Paulo, 2004.
Feltre, Ricardo. Química orgânica. Vol. 3. 5ªed. Editora Moderna. São Paulo, 2000.
Oliveira, de R. O et alli. "Preparo e emprego do reagente de Benedict na análise de açúcares: uma proposta para o ensino de química orgânica". In Química nova. N° 23, 2003.
Por Erivanildo Lopes da Silva e Diana de Meneses e Diana de Meneses é graduanda do curso de Química da Universidade Federal da Bahia.

FONTE: http://educacao.uol.com.br/disciplinas/quimica/diabetes-entenda-a-quimica-do-acucar.htm

segunda-feira, 18 de janeiro de 2016

A APLICAÇÃO DE ATIVIDADES PRÁTICAS COMO ESTRATÉGIA DE ENSINO PARA UMA APRENDIZAGEM SIGNIFICATIVA EM QUÍMICA NA REDE PÚBLICA DE ENSINO ATRAVÉS DO PIBID.

Imagem de pibidquiuerj.wordpress.com


Bezerra, E.F.S.; 
Araujo, K.A.L.G.; Paz, W.H.P.; Nascimento, J.L.L.; Lima, F.C.A.
Resumo

O presente trabalho tem como objetivo promover uma aprendizagem significativa em química através da aplicação de práticas experimentais para alunos de 1°e 2° ano do ensino médio com o auxílio do programa PIBID. Foram realizados experimentos abordando os conteúdos de misturas e equilíbrio ácido-base utilizando materiais de fácil acesso e de baixo custo. A aplicação dos questionários (pré-teste e pós teste) foram efetuados com a finalidade de avaliar as dificuldades dos alunos na disciplina de química. Com base nos resultados foi possível perceber que as atividades práticas aplicadas efetuaram uma aprendizagem significante para os alunos, como também despertar o interesse e a curiosidade dos mesmos em aprender os assuntos ministrados envolvidos nos experimentos.
Veja bem mais:

quarta-feira, 13 de janeiro de 2016

Como nasce um elemento químico?

Fazia tempo que tanta gente não se interessava por química!! Recentemente a Iupac (União Internacional de Química Pura e Aplicada, na sigla em inglês), maior representante global das ciências químicas, reconheceu a descoberta dos quatro elementos que faltavam para completar a sétima linha horizontal da tabela periódica.(se não viu clique no link)
imagem de http://m.folha.uol.com.br/ciencia
Na verdade, as descobertas aconteceram há uma década, mas estavam ainda em escrutínio para a validação dos resultados. Os elementos, que agora têm "pai", finalmente poderão ser batizados e os nomes do tipo Uut (unúntrio, ou "1", "1", "3" em latim) poderão ser substituídos por alternativas mais simpáticas.

Esse número, 113, é o chamado "número atômico" e indica a quantidade de prótons –partículas de carga positiva– no núcleo de cada átomo. Lá também são encontrados nêutrons, partículas de carga neutra, em número que pode variar. Os elétrons, de carga negativa, não ficam no núcleo, e sim numa espécie de nuvem que orbita o átomo.

No caso do unúntrio, os possíveis nomes, cogitados na época de sua descoberta, em 2004 no instituto Riken, no Japão, são os quase originais "japônio" e "rikênio". Outra alternativa seria homenagear o físico Yoshio Nishina ("nishinânio"). O cientista, morto em 1951, é bastante conhecido no país asiático.
Os demais elementos (115, 117 e 118) foram descobertos predominantemente por cientistas russos e americanos (as equipes são numerosas) se valendo da colisão de partículas. O método permitiu a descoberta de outros elementos superpesados –com número atômico maior que 100.

A comoção pela completude da tabela periódica atingiu também os fãs de heavy metal, estilo musical que perdeu Lemmy Kilmister, baixista e vocalista da banda inglesa Motörhead, morto em 28 de dezembro de 2015 por causa de um câncer agressivo.

Um abaixo-assinado pede que algum dos quatro elementos seja chamado de "lemmium", em homenagem ao músico –a meta é obter 150 mil assinaturas. Mas os fãs de metal e os químicos eminentes terão de esperar um pouco.

As propostas ainda passarão por consulta pública e, depois meses, o martelo será batido pela Iupac, explica o químico e professor da USP Henrique Toma, um entusiasta da tabela periódica e colecionador de seus elementos (os não radioativos).

O QUE VEM DEPOIS

Os possíveis elementos da oitava linha, com número atômico a partir do 119, podem ter propriedades químicas totalmente diferentes do padrão até então observado. A geometria atômica teria um papel importante, com a interferência do núcleo "ultramassudo" nas propriedades dos elétrons.

Para explorar a ultrapesada oitava linha, os cientistas poderão contar com os elementos superpesados recém-descobertos. Por mais que sejam relativamente efêmeros (alguns decaem em frações de segundos), eles podem ser uma "ponte" para o futuro da tabela periódica.

Os novos elementos são produzidos com muitas contas e um colisor de partículas. De um lado vem um átomo mais leve, como cálcio ou zinco, e de outro vem um mais pesado (eventualmente a "ponte").

Segundo Toma, estudar a formação desses elementos pode auxiliar a compreender e domar a produção de energia por fusão nuclear –talvez a mais rentável da natureza. No caso, poucos quilos de matéria prima (átomos massudos de hidrogênio) poderiam alimentar uma cidade de São Paulo por um dia inteiro.

Fonte: http://m.folha.uol.com.br/ciencia/2016/01/1727900-como-nasce-um-elemento-quimico.shtml?mobile

segunda-feira, 11 de janeiro de 2016

10 hábitos para melhorar suas notas nas provas

Para ter um bom desempenho em testes e avaliações é fundamental dedicar um bom tempo aos estudos e estabelecer uma rotina de estudos que promova a obtenção dos objetivos. Nunca é tarde para adquirir alguns hábitos para melhorar suas notas e o rendimento escolar.

imagem de noticias.universia.com.br
Antes de tudo, você deve saber que disciplina é fundamental. Tem que querer fazer e se organizarpara fazer, certo? Então, vamos lá.

Dicas para ter melhores notas nas provas

1- Anote os trabalhos que tem que realizar
Sempre anote as datas de entrega dos trabalhos e o que deve ser feito em cada um deles, isso é essencial para ter boas notas. Você pode fazer essas anotações em uma agenda ou nos dispositivos eletrônicos da sua preferência: smartphones, tablets etc.

2- Lembre-se de fazer os trabalhos de casa
É muito importante que você  estabeleça um rotina rigorosa para a realização dos trabalhos de casa, para não se esquecer de fazê-los. Sempre os coloque num lugar fixo para que possa levá-los para a escola a fim de corrigir possíveis erros daquele determinado conteúdo.

3- Converse com o seu professor
Uma das causas de notas baixas pode ser a falta de comunicação com o professor. É importante fazer perguntas a ele até que se sinta seguro e sem nenhuma dúvida sobre como a atividade deve ser realizada. Dessa maneira, certamente conseguirá obter melhores notas.

4- Organize-se com cores
Escolha cores diferentes para cada matéria, também use marca textos pastas, canetas e post-its da mesma tonalidade para cada uma delas. Assim, você se organiza melhor, e se utilizando dessa técnica é possível conquistar notas melhores.

5- Estabeleça uma área de estudos na sua casa
Escolha um lugar para estudos que se encaixe na sua personalidade e estilo de aprendizagem. Depois de estabelecido o local, leve todo o material que necessita para estudar para lá, de maneira que tudo fique organizado para não haver interrupções nos estudos se precisar consultar algum material.

6- Prepare-se para o dia do exame/avaliação
Planeje o tempo que será despedido para a resolução de cada questão. Se não souber a resposta de alguma, passe para a próxima para não perder tempo. Se sobrar tempo, responda as questões que ficaram para trás.

7- Saiba qual o seu estilo de aprendizagem
Muitas vezes algumas coisas não são assimiladas pelo cérebro, pois estão sendo captadas de maneira errada. Descubra se você tem uma aprendizagem visual ou auditiva, por exemplo.Teste diversas maneiras de estudo até encontrar a que é melhor para você.

8- Faça anotações personalizadas
Faça a anotação dos conteúdos de maneira que seja mais fácil para você estudar para as provas. Se você, por exemplo, é uma pessoa com maior habilidade visual, faça esquema com setas relacionando os tópicos, também faça alguns desenhos, caso necessário. Também procure sempre destacar em suas anotações o assunto que o professor der mais ênfase em sala de aula. Aprenda a reconhecer palavras-chave e frases destacadas.

9- Vença a procrastinação
Não deixe para estudar de véspera, pois podem surgir algumas dúvidas durante o estudo e você não terá tempo para resolvê-las, e assim atrapalhar seu bom rendimento na prova. Muitas vezes a procrastinação é a causa das notas baixas, ela pode ser vencida por meio da organização. Para vencer a procrastinação priorize os estudos ao invés das atividades de lazer.

10- Cuide de si mesmo
Cuidar do corpo é tão importante quanto cuidar da mente. Durma bem, se alimente bem e mantenha seu corpo saudável para render melhor nos estudos e assim obter melhores notas.

Se você conseguir incorporar esses hábitos para melhorar as suas notas no seu dia a dia escolar, seu rendimento vai melhorar e você vai se sentir mais seguro na hora das provas.

FONTE: http://canaldoensino.com.br/blog/10-habitos-para-melhorar-suas-notas-nas-provas

sábado, 9 de janeiro de 2016

Tabela periódica ganha mais quatro elementos e completa a sétima linha

A tabela periódica, que agrupa os elementos químicos em função de sua composição química e propriedades, terá mais quatro novos elementos e, assim, completará a sua sétima linha.

Os novos elementos –113, 115, 117 e 118– foram descobertos por cientistas do Japão, da Rússia e dos Estados Unidos e confirmados pela Iupac (União Internacional de Química Pura e Aplicada, na sigla em inglês). Esses são os primeiros elementos a serem adicionados à tabela desde 2011, quando foram incluídos os 114 e 116. A tabela foi criada pela primeira vez em 1869 pelo cientista russo Dmitri Mendeleyev.

De acordo com o jornal britânico "The Guardian", a Iupac anunciou que uma equipe de cientistas –composta por russos e americanos do Instituto de Pesquisa Nuclear em Dubna, na Rússia, e o Laboratório Nacional Lawrence Livermore, na Califórnia, produziram provas suficientes para afirmar a descoberta dos elementos 115, 117 e 118. A descoberta do elemento 113, que também havia sido reivindicado pelos cientistas russo-americanos, foi concedida a uma equipe de cientistas do Japão, do Instituto Riken.

Kosuke Morita, que liderava a pesquisa em Riken, disse ao jornal britânico que sua equipe agora pretende "olhar para o território inexplorado do elemento 119 e além." Ryoji Noyori, ex-presidente do Instituo Riken e Prêmio Nobel de química, disse que "para os cientistas, esta é de maior valor do que uma medalha de ouro olímpica ".
31.dez.2015/Associated Press
Cientista Kosuke Morita mostra elemento 113 na tabela, descoberto por japoneses
Cientista Kosuke Morita mostra elemento 113 na tabela, descoberto por japoneses     

"A comunidade química está ansiosa para ver sua tabela mais querida finalmente ser concluída até a sétima lina", disse o professor Jan Reedijk, presidente da Divisão de Química Inorgânica da Iupac.

Os novos elementos, que atualmente têm nomes de espaço reservado, serão oficialmente nomeados pelas equipes que os descobriram nos próximos meses –o 113 será o primeiro a ser nomeado na Ásia. Morita ainda não decidiu o nome do elemento, mas "Japonium" é um candidatos.

Eles podem ser nomeado após um conceito mitológico, um mineral, um lugar ou país, uma propriedade ou um cientista. Por enquanto, os elementos foram nomeados como unúntrio (Uut ou elemento 113), ununpentium (Uup, 115), ununseptium (Uus, 117) e ununoctium (Uuo, 118 ).

quinta-feira, 7 de janeiro de 2016

Japoneses confirmam identificação do elemento número 113 da tabela periódica

Imagem de http://noticias.uol.com.br/ciencia

Uma equipe de pesquisadores do centro japonês Riken confirmou nesta quinta-feira a identificação do elemento número 113 da tabela periódica, de caráter sintético e com o nome provisório de Unúntrio.

Em comunicado, o instituto estatal japonês se atribuiu o descobrimento do novo elemento, cujo achado é disputado com um grupo conjunto de pesquisadores russos e americanos que realizou pesquisas paralelas.

Os resultados da pesquisa realizada pelo Riken serão publicados na edição de janeiro do jornal da União Internacional de Química Pura e Aplicada (IUPAC), a máxima autoridade neste campo, e responsável por determinar a autoria dos descobrimentos.

Se a IUPAC confirmar que a equipe japonesa foi a autora dos experimentos decisivos para o achado, esta terá o direito de dar o nome oficial ao novo elemento da tabela periódica.

A equipe russo-americana foi a primeira a anunciar a descoberta do elemento 113 em 2003, embora o centro japonês afirme ter recopilado em 2012 dados conclusivos para confirmar sua existência.

O novo elemento sintético conta com 113 prótons em seu núcleo, e foi identificado por uma equipe liderada pelo cientista japonês Kosuke Morita, da Universidade de Kyushu (sul do Japão).

Morita conseguiu sintetizar o elemento em três ocasiões através de um método consistente de fazer colidir íons de zinco sobre uma camada ultrafina de Bismuto.

"Agora que demonstramos de forma conclusiva a existência do elemento 113, planejamos seguir investigando o território inexplorado do elemento 119 e além", afirmou Morita no comunicado.

"Algum dia, esperamos chegar à ilha dos elementos estáveis", acrescentou o pesquisador japonês.

Os elementos sintéticos não aparecem de forma natural e são gerados artificialmente através de experimentos, e até o momento foram criados 24 elementos deste tipo -entre eles o plutônio-, embora todos eles sejam instáveis, lembrou o Riken.

FONTE:http://noticias.uol.com.br/ciencia/ultimas-noticias/efe/2015/12/31/japoneses-confirmam-identificacao-do-elemento-numero-113-da-tabela-periodica.htm

terça-feira, 5 de janeiro de 2016

Crie uma rotina de estudos e se liberte da procrastinação (ou seja, pare de "empurrar com a barriga")

Imagem de posgraduando.com

"Quando eu estava na faculdade, não tinha uma rotina de estudos e, por isso, quando precisava estudar para uma prova, acabava me enrolando e deixando tudo para a última hora.

Como resultado, passava as madrugadas e os finais de semana inteiros estudando ou escrevendo um trabalho e, no final, eu sempre ficava estressada e cansada.

E pior, essa situação acontecia com frequência.

Quando eu me preparava para o mestrado, também foi essa loucura.

Quando eu notei que tinha que estudar e me dedicar muito, entrei em desespero e quase surtei.

Essa situação também lhe parece familiar?

Na verdade, percebi que se não me organizasse e criasse uma rotina de estudos, não conseguiria dar conta, pois além dos estudos para o mestrado, tenho meu trabalho como monitora, uma casa e uma família para cuidar." (introdução de Penélope Salles)

Afinal, como criar uma rotina de estudos?


Aqui vão 5 dicas que ajudam a criar uma rotina de estudos:

1. A rotina de estudos

A rotina é uma prática constante, uma repetição de hábitos e ações. Portanto, determine dias e horários fixos para o estudo e procure segui-los criteriosamente, independente da sua disposição ou ânimo no dia.

Selecione os momentos do dia em que você é mais produtivo ou que você possa se concentrar melhor. No meu caso, prefiro estudar no período da tarde já que meu rendimento é mais baixo pela manhã.

Caso não seja possível essa flexibilidade devido ao seu trabalho, estabeleça o mesmo horário toda semana para estudar, por exemplo, sábados e domingos das 8h às 12h. E, o mais importante, não marque nenhum compromisso nestes horários.


2. O local de estudo
Imagem de noticias.universia.com.br
Selecione um espaço para estudar, pode ser no escritório, no quarto ou mesmo numa sala de estudos na faculdade, o fundamental é que seja um lugar tranquilo e silencioso e que você não seja interrompido.

Além disso, é importante ter um lugar organizado e limpo. Não estou dizendo que você deva gastar horas e horas (que você não tem) arrumando e deixando-o impecável. Um ambiente caótico em que você não consegue achar um texto que precisa ser lido devido à bagunça ou um lugar todo sujo com restos de comida na mesa podem prejudicar sua concentração, além de comprometer seus estudos. Um ambiente adequado ajuda a focar melhor a atenção nos estudos.

Uma técnica que também pode contribuir na hora de estudar é ter uma trilha sonora de fundo. Seja na minha casa ou na faculdade, procuro ouvir uma playlist de músicas relaxantes que me auxiliam no processo de concentração.


3. As prioridades
Resultado de imagem para As prioridades
Imagem de www.icaro.med.br
Estabeleça prioridades, ou seja, selecione o que precisa ser feito de mais importante (revisar textos, fazer fichamentos de livros, reler apostilas, escrever artigo, etc).

Defina o que precisa ser estudado no dia ou o que precisa ser feito de mais urgente no caso de um trabalho ou projeto.


4. Os prazos
Imagem de exame.abril.com.br
Verifique a data da prova ou da entrega do trabalho com bastante antecedência para que você possa se organizar melhor e definir uma rotina de estudos.

Em seguida, anote as datas em um lugar visível que você possa consultar com frequência (agenda, calendário, bloco de notas no celular, etc). Destaque com marcadores de texto ou canetas coloridas, no caso da agenda ou do calendário, para que você não possa esquecer.


5. O foco
Imagem de www.maezissima.com.br
Nestes horários, concentre-se nas tarefas que precisam ser feitas e que você já definiu previamente (prioridades).

Evite todos os tipos de distrações (redes sociais, emails, celular, TV, etc) e foque a atenção nos estudos. Se for o caso, bloqueie o celular no horário de estudo para não receber as notificações a cada minuto e não se sentir tentado a conferir.

Estabeleça pelo menos 5 minutos de intervalo entre um texto e outro. Dê uma pausa, relaxe, beba água, vá ao banheiro, ande um pouco e depois volte para o estudo.

Eu sei o quanto é difícil no início manter a rotina, mas hoje eu percebo o quanto ela é essencial para que eu consiga cumprir tudo no prazo sem ter tanto desgaste e estresse.

E a sua rotina de estudos, como é? Nós conte aqui, queremos mais dicas/orientações...

FONTE: http://posgraduando.com/rotina-de-estudos-e-procrastinacao/

domingo, 3 de janeiro de 2016

Como usar as distrações online a seu favor na hora de estudar


A internet é uma ferramenta incrível para estudos, mas, muitas vezes também é uma fonte grande de distrações para os estudantes. O hábito de checar e-mails, trocar mensagens e navegar nas redes sociais, é um grande vilão da produtividade, já que os estudantes não conseguem se concentrar como deveriam nas tarefas por causa do constante fluxo de informações.

A boa notícia é que essas distrações podem ser grandes aliadas do ensino, basta saber como utilizá-las de maneira correta. Confira abaixo um lista dos sites que mais desviam a atenção dos estudantes e saiba como extrair o máximo potencial de todos eles.

Como usar as distrações online a seu favor
na hora de estudar

1- Netflix

Imagem de glaucialima.com
Com tantas séries e filmes é fácil se distrair. Afinal, muitas vezes você se sente tentado a assistir mais um episódio antes de estudar. E assim, acaba procrastinando as tarefas e não dá andamento nos seus projetos. Uma solução é estabelecer horários para assistir os filmes de entretenimento, mas também dá para usar o site como fonte de pesquisa assistindo filmes de caráter histórico que podem ajudar no aprendizado.

2- Facebook e Twitter

Imagem de www.techtudo.com.br

Essas são as duas redes sociais mais acessadas do mundo, mas elas não servem apenas para compartilhar fotos e memes. No Twitter, uma dica para otimizar seu uso e ainda aprimorar o conhecimento é seguir perfis de pessoas influentes na educação, como professores que possam compartilhar bons conteúdos, páginas de instituições de ensino e também de veículos jornalísticos, para se manter informado das manchetes do dia rapidamente, afinal, atualidades são muito importantes em vestibulares como o Enem.
O Facebook é útil para organizar trabalhos em grupos, já que nesses grupos é possível trocar arquivos e conversar com outros participantes trocando conhecimentos. Também pode funcionar como backup, pois os documentos ficam disponíveis e podem ser acessados em qualquer lugar.

3- YouTube
Imagem de commons.wikimedia.org

É o maior buscador de vídeos do mundo, conhecido por seus canais musicais, de comédia entre outros onde é fácil passar horas e horas assistindo e se divertindo. Mas, além desses, existem muitos canais com videoaulas sobre diversos temas específicos, voltadas para estudantes desde o ensino fundamental até aqueles que estão se preparando para o Enem e concursos públicos.

Aproveite a internet por completo, principalmente para estudar e use essas distrações online a seu favor na hora de estudar.

FONTE: 
http://canaldoensino.com.br/blog/como-usar-as-distracoes-online-a-seu-favor-na-hora-de-estudar