sexta-feira, 22 de maio de 2020

Saiba como substituir o álcool 70% na desinfecção de superfícies

Antes mesmo dos primeiros registros de casos confirmados do novo coronavírus, o Covid-19, no Brasil, a população correu às prateleiras em busca de produtos que fossem eficientes para evitar a disseminação do vírus, entre eles o álcool 70% e as máscaras descartáveis. Os itens chegaram a sumir dos estoques de farmácias e supermercados.

Obtenção do ácido paracético a partir do peróxido de hidrogênio

Diante do aumento da procura do álcool em gel, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) publicou a Nota Técnica 26/2020 com recomendações sobre produtos saneantes que podem substituir o álcool 70% na desinfecção de objetos e superfícies durante a pandemia da Covid-19.

“Os estudos demonstram que esses produtos podem desativar o coronavírus presente nas superfícies destruindo sua cobertura lipídica”, declara o professor do Programa de Pós-graduação em Biotecnologia Industrial da Universidade Tiradentes, Thiago Bjerk.
Hipoclorito de Sódio - Água Sanitária - NaClO - Química - InfoEscola
Hipoclorito de sódio
De acordo com a Nota, como os vírus envelopados são cercados por uma membrana celular lipídica, que não é robusta, é provável que o SARS-Cov-2 seja mais sensível aos processos de desinfecção por oxidantes do que muitos outros vírus. No entanto, apesar de ainda não possuir produtos registrados e testados contra a cepa do SARS-Cov-2, a Anvisa recomenda os produtos que já foram testados contra outros coronavírus e vírus envelopados, como preconizado pela Organização Mundial da Saúde.
Iodopovidona – Wikipédia, a enciclopédia livre
Iodopovidona
Entre esses produtos estão o hipoclorito de sódio a 0,5%, alvejantes contendo hipoclorito (de sódio, de cálcio) a 2-3,9%, iodopovidona (1%), peróxido de hidrogênio 0,5%, ácido peracético 0,5%, quaternários de amônio como cloreto de benzalcônio 0,05%, compostos fenólicos, desinfetantes de uso geral com ação contra vírus.

“Alguns desses produtos são encontrados em supermercados, farmácias e lojas específicas de produtos químicos para limpeza. No caso de alvejantes contendo hipoclorito, facilmente encontrados em supermercados, apresentam baixo custo e fácil acesso, porém necessitam maior tempo de contato para que seja eficiente, aproximadamente 10 minutos”, salienta o pesquisador.
Cloreto de benzalcônio – Wikipédia, a enciclopédia livre
Cloretos de Benzalcônios
“É importante destacar que esses produtos devem ser manuseados com cuidado e é indicado a leitura do rótulo para verificar como aplicar o produto de forma segura, o período de contato, bem como as superfícies que podem ser utilizadas”, acrescenta Thiago.

A recomendação para água sanitária e alvejante, ambos utilizados diluídos para desinfetar pisos e outras superfícies, é que devem ser usados imediatamente pois a solução é desativada pela luz. No caso da água sanitária, deve-se diluir um copo de 250 ml em um litro de água. Já o alvejante comum, deve-se diluir um copo de 200 ml de em um litro água.

A Nota técnica ressalta ainda a não utilização de materiais e equipamentos para desinfecção de superfícies e objetos como é o caso de vassouras e esfregões secos pois as partículas contaminadas podem ser veiculadas no ar e atingir outras superfícies, além de nebulizadores, termonebulizadores e frascos de spray com propelente. Neste último caso devem ser utilizados frascos de aperto simples.

____Ascom/Unit
FONTE: https://infonet.com.br/noticias/saude/saiba-como-substituir-o-alcool-70-na-desinfeccao-de-superficies/

sexta-feira, 15 de maio de 2020

Artigo: A educação em tempos de Covid-19

''Possivelmente, aqui no Brasil, a melhor solução para os alunos das redes públicas de ensino consistirá no uso de conteúdos transmitidos por meio dos celulares com internet.''
Por: Mozart Neves Ramos*
As escolas e universidades de todo o país estão fechadas e sem perspectiva de retorno. Estima-se que a paralisação durará de 2 a 3 meses – praticamente um semestre perdido. Estima-se, também, que em todo o mundo quase 1 bilhão de estudantes ficarão sem aula. O que fazer para reduzir ao máximo o prejuízo? A resposta, na larga maioria dos países, tem sido dada com o uso das novas tecnologias, seja por meio de plataformas on-line, nas quais os alunos podem acessar conteúdos e interagir entre si, seja mediante de aulas virtuais.

Os alunos de escolas particulares, especialmente de países desenvolvidos, estão fazendo o movimento de mudança de maneira a se adaptar aos novos tempos de Covid-19, ou seja, passando de aulas presenciais para aulas mediadas por diferentes tecnologias. Mesmo na educação infantil, cujo desafio é ainda maior, as escolas têm conseguido, na medida do possível, superar dificuldades inerentes a essa fase escolar. Notícias que vêm da Itália mostram que os professores se conectam diariamente com as crianças e, com a ajuda dos pais, vêm procurando manter uma agenda de atividades escolares.

Mas não é essa a situação em países com baixos níveis educacionais e de grandes desigualdades como o Brasil, seja do ponto de vista de acesso aos insumos tecnológicos, seja por questão de nível de escolaridade dos próprios pais, sem falar no difícil clima familiar que as famílias mais pobres estão começando a viver por causa do desemprego e da falta de dinheiro para a própria alimentação.

Possivelmente, aqui no Brasil, a melhor solução para os alunos das redes públicas de ensino consistirá no uso de conteúdos transmitidos por meio dos celulares com internet. Exemplo dessa situação vem do estado de São Paulo, no qual a Secretaria de Educação negocia com as operadoras o patrocínio para bancar a conexão de Wi-Fi dos alunos que tenham ao menos um smartphone. Esse período vai exigir dos gestores que pensem fora da caixa.

No meu ponto de vista, essa será oportunidade para repensar o papel da escola e dos pais na vida escolar dos estudantes. Os pais, sobrecarregados pelos diferentes afazeres, estão cada vez mais terceirizando para a escola o seu dever de educar, na contramão do que apregoa o art. 205 da Constituição Federal, que afirma que educar é um dever do Estado e das famílias. Em uma de suas homilias, o papa Francisco afirmou, em tom preocupado: “Chegou a hora de os pais e as mães voltarem do seu exílio e recuperarem a sua função educativa. Oremos para que o Senhor conceda aos pais esta graça: a de não se autoexilarem da educação dos filhos”. 

Outro aspecto que podemos tirar como lição: é preciso estudar como usar as novas tecnologias em harmonia com as aulas presenciais e como estabelecer um equilíbrio entre o ensino presencial e o ensino virtual. Hoje enfrentamos em nosso país árdua discussão sobre o uso do ensino mediado por tecnologias. Talvez esse período nos ensine que ambas as modalidades podem conviver em harmonia em prol de um projeto pedagógico que atenda às necessidades de uma educação voltada para o século 21. O não enfrentamento da questão talvez nos remeta à situação atual no que se refere às enormes desigualdades de acesso entre escolas públicas e particulares.

Outro ponto que podemos aprender com tudo isso se refere à oferta de uma educação plena para a vida, também como apregoa o art. 205 da Constituição Federal. Não basta oferecer qualquer educação. O país precisa de educação que promova o desenvolvimento de novas habilidades e competências para enfrentar os novos tempos, que não se restringem simplesmente a questões vinculadas às descontinuidades tecnológicas. 

Uma das grandes preocupações dos especialistas em educação é com o impacto de tudo isso na vida das crianças e dos jovens a partir de agora. Jamais em nossa história nos sentimos tão fragilizados. Esse vírus que simplesmente paralisou o planeta, expondo a nossa fragilidade, também mostrou aos governantes a necessidade de investir fortemente em ciência e tecnologia. Felizmente, muitos deles estão conduzindo as decisões com base em evidências científicas, e não em achismos, até porque muita informação vem circulando nesse espaço de tempo.

Tudo isso que estamos enfrentando nos remete a uma coisa: é hora de começarmos a assumir compromissos para o bem-estar de todos, relegando o eu a uma segunda dimensão de interesse.
* Titular da Cátedra Sérgio Henrique Ferreira, do Instituto de Estudos Avançados da USP-Ribeirão Preto 

FONTE: https://www.correiobraziliense.com.br/app/noticia/opiniao/2020/04/02/internas_opiniao,841850/artigo-a-educacao-em-tempos-de-covid-19.shtml

terça-feira, 12 de maio de 2020

Como o Remdesivir, remédio que é a nova esperança contra a Covid-19, foi ressuscitado 25 anos depois

Remdesivir foi criado para combater ebola, mas seu uso nunca foi liberado por falta de eficácia Foto: GILEAD SCIENCES/REUTERS / GILEAD SCIENCES/REUTERS
Remdesivir foi criado para combater ebola, mas seu uso nunca foi liberado por falta de eficácia Foto: GILEAD SCIENCES/REUTERS / GILEAD SCIENCES/REUTERS
O remdesivir, um medicamento antiviral projetado para tratar a hepatite e vírus respiratórios comuns, parecia destinado a se juntar a milhares de outros medicamentos com falhas após provar-se inútil contra essas doenças. A droga foi enviada para a pilha de sucata farmacêutica, quase esquecida pelos cientistas que uma vez a defenderam.

Mas na última sexta-feira, a Food and Drug Administration (FDA), o equivalente à Anvisa nos EUA, emitiu uma aprovação de emergência para o remdesivir como tratamento para pacientes graves com Covid-19, a doença causada pelo coronavírus.

A história do resgate e transformação do remdesivir testemunha o poderoso papel desempenhado pelo financiamento federal, que permitiu aos cientistas que trabalhavam longe dos holofotes perseguir pesquisas básicas sem benefícios financeiros óbvios. Esta pesquisa depende quase inteiramente de subsídios do governo.

Mark Denison, da Vanderbilt University, é um dos poucos pesquisadores que descobriram o potencial do remdesivir. Ele começou a estudar coronavírus há um quarto de século atrás, uma época em que poucos cientistas se importavam com eles; os que infectavam humanos causavam resfriados, ele lembrou, e os cientistas só queriam saber como eles funcionavam.

— Estávamos interessados da perspectiva biológica — lembra Denison. — Ninguém estava interessado do ponto de vista terapêutico.

Nem ele nem as dezenas de outros cientistas interessados em coronavírus previram que um novo vírus deste tipo desencadearia uma praga que matou quase um quarto de milhão de pessoas em todo o mundo. O FDA correu para aprovar o remdesivir sob provisões de uso emergencial após uma análise federal demonstrar melhorias modestas em pacientes gravemente doentes.

remdesivir | Ligand page | IUPHAR/BPS Guide to PHARMACOLOGY
Estrutura molecular do Remdesivir

O estudo, patrocinado pelo Instituto Nacional de Alergia e Doenças Infecciosas, incluiu mais de mil pacientes hospitalizados e descobriu que aqueles que receberam remdesivir se recuperaram mais rapidamente do que aqueles que receberam placebo: em 11 dias, contra 15 dias. Mas a droga não reduziu significativamente as taxas de mortalidade.

Anthony Fauci, diretor do Instituto Nacional de Alergia e Doenças Infecciosas, disse que os resultados foram "uma prova de conceito muito importante", mas não um "nocaute". O presidente Donald Trump saudou a droga na sexta-feira como "um tratamento importante" e "realmente promissor".

O remdesivir é aprovado apenas temporariamente para pacientes graves; a aprovação formal deve vir mais tarde. Ainda assim, alguns médicos que trabalham em unidades de terapia intensiva adotaram a droga como uma nova arma importante contra um vírus que está matando pacientes em todo o mundo.

— É um ótimo primeiro passo — disse Robert Finberg, presidente do departamento de medicina da Faculdade de Medicina da Universidade de Massachusetts.

Pouco sobre a história inicial do remdesivir, fabricado pela Gilead Sciences, sugeria as esperanças agora depositadas nele.

Os coronavírus possuem muito mais RNA do que os cientistas uma vez teorizaram que um vírus poderia ter. Muitos vírus que causam epidemias dependem desse tipo de material genético e quase todos sofrem mutações constantemente. É por isso que os vírus da gripe mudam de ano para ano.

No entanto, os coronavírus não mudaram muito; sua taxa de mutação é cerca de um vigésimo da taxa de outros vírus de RNA.

Em 2007, Denison descobriu que os coronavírus têm um poderoso sistema de "revisão". Se ocorrer um erro na cópia do RNA à medida que o coronavírus se replica, ele corrige o erro. Em experimentos de laboratório, os coronavírus que sofreram mutações foram mais fracos, superados por aqueles sem mutações.

Denison e outros especialistas se perguntaram se seria possível enganar o vírus com uma droga que desviasse o sistema de revisão e bloqueasse a crescente cadeia de RNA do vírus, fazendo com que ele terminasse prematuramente.

Conversando sobre esse problema com outro cientista em uma reunião, Denison descobriu que a Gilead Sciences tinha dezenas de medicamentos que poderiam fazer o truque. "Todos esses compostos foram arquivados por um motivo ou outro", disse Denison.

A maioria trabalhava em testes de laboratório para desativar os coronavírus, ele descobriu — alguns melhores que outros. Um dos melhores foi o GS-5734, agora conhecido como remdesivir.

— Eu gosto de chamá-lo de Terminator — disse Denison.

Denison descobriu que remdesivir era exatamente o que eles estavam procurando: uma droga que escapou do poderoso sistema do vírus para proteger o RNA, seu material genético. O remdesivir fez com que as cadeias crescentes do RNA viral terminassem prematuramente, matando o vírus.

O remdesivir matou todos os coronavírus conhecidos nos testes de Denison. Pesquisadores da Universidade da Carolina do Norte descobriram que a droga também matava os vírus em animais infectados.

Isso incluiu não apenas os coronavírus que causam o resfriado comum, mas também aqueles que causam Síndrome Respiratória Aguda Grave (Sars) e a Síndrome Respiratória do Oriente Médio (Mers).

Mas a droga falhou em vários testes da vida real — não apenas contra a hepatite, mas também contra o Ebola na África. A droga definhava, não aprovada para qualquer uso. Até que um novo coronavírus emergisse.

FONTES:

domingo, 3 de maio de 2020

Se sentindo mais cansado durante a quarentena? A ciência explica por quê.

Parece contraditório, mas ficar somente dentro de casa pode ser mais exaustivo do que parece. Descubra algumas dicas para evitar a exaustão.

(Muriel de Seze/Getty Images)
Desde que a quarentena começou, diversas pessoas vem usando as redes sociais para narrar mudanças inusitadas da vida em isolamento. Uma delas é a ocorrência maior de sonhos vívidos. Outro fenômeno que muitas pessoas estão relatando é um maior cansaço durante o período – mesmo que façam menos coisas e até tenham mais tempo para dormir, o que parece bem contraditório. Por que isso ocorre?

Para responder, precisamos entender de onde vem a exaustão. A origem mais óbvia é a atividade física – como quando você corre uma maratona (tudo bem, talvez uma pelada já baste) e seu corpo precisa descansar para repor as energias. Mas também existe cansaço mental. Sim, usar a cabeça em excesso é suficiente para te dar uma canseira de apagar na cama, mesmo. Diversos artigos científicos já mostraram que há bastante relação entre o estresse e o esgotamento em humanos e outros animais. 

Isso explica porque, mesmo trancados dentro de casa sem fazer muito esforço físico, podemos sentir o corpo dar aquela travada. Como nossa rotina muda radicalmente, o estresse é inevitável – calcula-se que o organismo humano pode demorar até três meses para se acostumar plenamente com mudanças abruptas de estilo de vida

Essa ansiedade toda atrapalha o sono. Nas redes sociais, muitas pessoas estão relatando noites desreguladas durante a quarentena – e há quem já acorde cansado, mesmo dormindo mais do que dormia antes do início da pandemia. O nome disso é “inércia do sono” – aquele estado em que permanecemos de olhos abertos e conscientes, mas extremamente lentos. Todo mundo sofre uma ligeira inércia quando acorda aos berros do despertador, principalmente se ele interrompe um ciclo de sono mais profundo. Mas ficamos “grogues” só por uns 15 ou 20 minutos, e não o dia todo. 

Para piorar, não temos mais contato com a luz solar como tínhamos quando estávamos na rua o tempo todo – as pessoas isoladas ficam com frequência em cômodos fechados, iluminados majoritariamente por luzes artificias, como lâmpadas, computadores e celulares. E o Sol tem um papel muito importante na regulação do nosso relógio biológico. Ele regula o hormônio melatonina, que por sua vez é responsável pela sensação de sono, e também na síntese de vitamina D. Um menor contato com o Sol pode desencadear uma bola de neve de desregulações. 

Há algumas coisas que podemos fazer para aliviar os sintomas. A primeira é tentar manter uma rotina regrada: estabelecer horas para acordar, trabalhar, comer, estudar, ter momentos de lazer, etc. Isso impede que haja grandes períodos de ócio, cenários perfeitos para a ansiedade atacar. Sabe aquela história de que mente vazia é oficina do diabo? Não é só crendice popular, ela também tem base científica. 

Outra medida é tentar se manter fisicamente ativo – mesmo que dentro de casa. É bem documentado que a atividade física traz benefícios não só para o corpo mas também para a mente, sendo um ótimo meio de aliviar o estresse. 

Dá também para variar um pouco nas horas livres da rotina. Como estamos quase sempre no mesmo ambiente, fazer sempre as mesmas coisas não é uma ideia muito boa para sua saúde mental. Você pode aproveitar o tempo para, por exemplo, estudar novos assuntos, ler textos, jogar novos jogos ou até assistir uma chuva de cometas brilhantes da sua janela.
Cortisol – Wikipédia, a enciclopédia livre
Estrutura do Cortisol
Também é importante ressaltar a química do cansaço mental, que é composta por hormônios e neurotransmissores como cortisol e noradrenalina. E essas substâncias sofrem uma queda durante períodos de estafa, "paradeiro", estresse, causando falta de atenção, dificuldade de memória, perda de concentração, desânimo e, é claro, cansaço — excessivo e constante.
Noradrenalina: o que é, função e adrenalina - Toda Matéria
Estrutura da Noradrenalina
E vale lembrar que, apesar do isolamento social ser o protocolo, é importante manter contato à distância com outros seres humanos para não pirar de vez. Isso ajuda a aliviar o estresse e também pode diminuir a ansiedade – afinal, estamos todos juntos nessa. Ainda que separados. 

FONTES:
https://super.abril.com.br/comportamento/se-sentindo-mais-cansado-durante-a-quarentena-a-ciencia-explica-por-que/
https://www.saolucascopacabana.com.br/noticias/cansaco-constante-pode-ser-sinal-de-problema-de-saude/

quinta-feira, 30 de abril de 2020

Maior buraco já registrado na camada de ozônio do Ártico acaba de se fechar

Maior buraco já registrado na camada de ozônio do Ártico acaba de ...
imagem de https://www.enigmasdouniverso.com/

Em fevereiro, cientistas descobriram um buraco na camada de ozônio sobre o Ártico que foi crescendo até atingir mais de um milhão de quilômetros quadrados. Era o maior já registrado, e agora acaba de se fechar.

O anúncio foi feito pelos pesquisadores do Serviço de Monitoramento Atmosférico Copernicus. Eles explicaram que a recuperação provavelmente não teve relação com a diminuição das emissões de poluentes devido à prática de isolamento social ao redor do mundo.

Esse buraco sequer foi consequência da poluição, e sim de um vórtice polar especialmente poderoso. Trata-se de um sistema de baixa pressão e ar frio que envolve ambos os polos. 

Quando esse fenômeno se dissipou pela presença de terra e montanhas na região, a camada de ozônio conseguiu se recuperar. Além da extensão impressionante, o buraco chegou a esgotar o ozônio encontrado em quase 18 quilômetros de estratosfera. 

A escassez de ozônio no Polo Sul, por outro lado, é causada pela ação humana: poluentes fazem com que substâncias como cloro e bromo cheguem à estratosfera, tornando mais fina a camada que protege a Terra da radiação ultravioleta.

Fonte: https://www.uol.com.br/tilt/noticias/redacao/2020/04/28/maior-buraco-ja-registrado-na-camada-de-ozonio-do-artico-acaba-de-se-fechar.htm

segunda-feira, 27 de abril de 2020

A Química do Sono (em tempos de quarentena/isolamento/distanciamento social...)

Bom sono é um remédio | CPB Educacional
imagem de https://educacional.cpb.com.br

Todos sabemos a importância de uma boa noite de sono. O que nem todos sabem é que alternância entre o dormir e estar acordado resulta da ação combinada de diversas substâncias químicas no nosso cérebro.

E entre as mais importantes estão a adenosina e a melatonina, duas substâncias com um papel muito ativo na regulação do sono.

A adenosina é um produto secundário do consumo de energia pelo corpo. Os cientistas pensam que a ela se vai acumulando no nosso corpo ao longo do dia, gerando a sensação de cansaço e sonolência que marca o início do processo do sono, sendo depois removida enquanto dormimos, para acordarmos frescos como alfaces! É por isso que adormecemos mais facilmente depois de um dia cansativo e porque nos sentimos cansados quando não dormimos o suficiente!
Adenosina – Wikipédia, a enciclopédia livre
Estrutura da Adenosina
Um dos mais fortes indícios deste papel da adenosina, é a sua competição com a cafeína. A cafeína liga-se aos mesmos recetores do cérebro que a adenosina, impedindo-a de atuar, o que explica porque é que a cafeína pode impedir-nos de adormecer. Imagine que colocamos pastilha elástica numa fechadura cuja chave é a adenosina; acabamos por conseguir abrir a porta, mas só depois de umas horas a limpar a fechadura.

A melatonina, por seu lado, é uma hormona  produzida pela glândula pineal, uma estrutura no interior do cérebro. A presença de melatonina no cérebro inibe o estado de alerta e contribui para que o sono se instale.
Melatonina – Wikipédia, a enciclopédia livre
Estrutura da Melatonina
A produção de melatonina é extremamente sensível à luz: é estimulada pelo aproximar da noite, mas é inibida logo que a retina deteta luz. A mais pequena luminosidade já reduz a produção de melatonina, o que explica porque começamos a acordar quando o sol nasce, ou porque há pessoas que só conseguem adormecer em completa escuridão.

Também veja o vídeo abaixo, muito legal!!


quarta-feira, 22 de abril de 2020

E a Nitazoxanida vem "à baila" no Brasil...

A recente publicação:


Segundo o ministro, medicamento (Anitta - Composto ativo Nitazoxanida) será testado em 500 pacientes e pode ser comprovado em algumas semanas. Cientistas brasileiros também trabalham em testes e vacina... e trouxe a baila um dos medicamentos mais vendidos no Brasil

Mas "quem/o que é" a 
Nitazoxanida?

É composto aromático de cadeia mista com diversas funções orgânicas identificadas tipo: éster, amida, amina terciária, tio-cetona, e é a base de um medicamento em comprimidos ou suspensão é indicado para o tratamento de gastroenterites virais, helmintíases, amebíase, giardíase, criptosporidíase, e no tratamento de de parasitoses como blastocistose, balantidíase e isosporíase, em adultos e crianças.

Estrutura química de Nitazoxanida

Nitazoxanida



Para o que vinha sendo usado, é normalmente ministrado em grande dosagens e em curtíssimo espaço de tempo, aparecendo alguns efeitos colaterais que podem incluir cólica abdominal, diarreia, náusea, vômito ou dor de cabeça.

No caso de tratamento de Covid-19, os protocolos devem ser diferentes, e estimam-se efeitos colaterais bem mais amenos.

Nos resta esperar e torcer que os testes in vivo, sejam tão ou mais eficazes que os testes in vitro.

FONTE: https://www.em.com.br/app/noticia/nacional/2020/04/15/interna_nacional,1138785/brasil-descobre-remedio-com-94-de-eficacia-no-combate-a-covid-19.shtml

https://www.bulario.com/annita/

quinta-feira, 16 de abril de 2020

Supercomputador da IBM descobre drogas que podem frear a covid-19

Imagem de: Supercomputador da IBM descobre drogas que podem frear a covid-19
imagem reprodução
supercomputador Summit, da IBM, é mais uma arma utilizada pelos cientistas na tentativa de frear a disseminação do novo coronavírus. E ele já deu a sua primeira grande contribuição: identificou dezenas de substâncias que podem conter o avanço do contágio do agente infeccioso pelo planeta.
Conforme os pesquisadores do Laboratório Nacional Oak Ridge, nos Estados Unidos, o supercomputador mais rápido do mundo realizou milhares de simulações com a finalidade de analisar quais compostos químicos poderiam atuar impedindo o vírus de se conectar às células humanas, infectando-as.
De uma lista com mais de 8 mil substâncias analisadas, a máquina que consegue realizar 200 quadrilhões de cálculos por segundo identificou 77 delas com capacidade para se ligar ao pico de material genético do novo coronavírus. Dessa forma, elas impediriam a infecção das células hospedeiras, contendo a disseminação.
O Summit faz 200 quadrilhões de cálculos por segundo.O Summit faz 200 quadrilhões de cálculos por segundo.Fonte:  Wikimedia Commons 
O trabalho realizado pelo Summit demorou entre 1 e 2 dias, enquanto um computador normal gastaria meses para fazer as mesmas simulações. Isso mostra como o supercomputador construído pela IBM e inaugurado em 2018 pode ser um grande aliado na luta contra a doença.

Os próximos passos

Após a identificação, esses 77 compostos foram classificados com base na sua probabilidade de vinculação ao pico. Agora, a equipe de pesquisa fará novas simulações utilizando o Summit, dessa vez com um modelo mais preciso do pico do coronavírus, publicado há poucos dias.
Na sequência, devem acontecer estudos experimentais realizados em laboratório por especialistas na área, para provar quais desses produtos funcionam melhor na contenção do vírus.
Apesar do sucesso no trabalho, o diretor da Universidade de Tennessee e do Centro de Biofísica Molecular do Laboratório Nacional de Oak Ridge Jeremy Smith faz uma ressalva importante: “Os resultados que obtivemos não significam que encontramos uma cura ou um tratamento para o novo coronavírus”, revela.
O uso do Summit tem como proposta fornecer um norte para os pesquisadores, abrindo os caminhos para a descoberta de novas possibilidades em relação ao coronavírus.

FONTE https://www.tecmundo.com.br/ciencia/151321-supercomputador-ibm-descobre-drogas-frear-covid-19.htm