domingo, 14 de julho de 2013

PANELA DE PRESSÃO! AFINAL, QUE MILAGRE É ESSE!

A panela de pressão permite que os nossos alimentos sejam cozidos em água muito mais rapidamente do que em panelas convencionais.

Uma panela de pressão é uma panela na qual os alimentos são cozidos a temperaturas acima do ponto de ebulição (100 graus Celsius) da água à pressão ambiente, possibilitando portanto um tempo de cozimento reduzido.

Estas panelas - inventadas pelo francês Denis Papin, a antiga "Marmita de Papin"- são providas de tampas que vedam hermeticamente o seu interior e de válvulas para que escape o vapor e permita a utilização segura. Normalmente existe uma válvula para controle da pressão e uma válvula de segurança, que se rompe abaixo da pressão máxima que a panela suporta.

Este tipo de panela também pode ser usado como esterilizador já que a alta temperatura sem dúvida ultrapassa os 100°C. Uma panela em estado normal, com válvula e borracha da tampa em perfeito estado, chega a 120 °C, gerando assim uma esterilização muito mais segura. É recomendada para pessoas que trabalham com instrumentos de manicure e também para instrumentos cirúrgicos.

Funcionamento da panela de pressão: Ao fechar a panela, ela já contém uma quantidade de ar que está com a pressão igual à atmosférica. Visto que nela há uma borracha que veda a panela, ao aquecermos, os vapores de água vão aumentando e seu escape fica impedido. Desse modo, a pressão do ar aprisionado se soma com a dos vapores, fazendo com que a pressão interna se torne ainda maior. Com uma alta pressão, o líquido demora mais para entrar em ebulição e cozinha mais rapidamente os alimentos.


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sexta-feira, 12 de julho de 2013

Quantos átomos morrem no teu corpo?

Desde que começaste a ler este artigo, já morreram mais de 40 000 átomos no teu corpo!!!
Mas vamos devagar… Como sabes, o corpo humano é feito de átomos, e estes por sua vez têm um núcleo muito pequeno no centro – de facto, ele é tão pequeno que se o átomo fosse a Terra inteira, o núcleo seria do tamanho de um campo de futebol – e eletrões à volta dele que ocupam o espaço quase todo. Acontece que alguns átomos têm núcleos suicidas (ou radioativos, como preferires). Estão absolutamente normais e, de um momento para o outro, o núcleo atira uma partícula para os vizinhos e morre, transformando-se noutro.
O físico Neozelandês Ernest Rutherford descobriu, no início do século XX, que a quantidade de átomos de um determinado tipo que morre em cada segundo é sempre proporcional ao número de átomos que existem
– o leitor mais atento notará que esta quantidade deve então seguir uma lei exponencial – e a constante de proporcionalidade é o inverso do tempo que os átomos vivem em média.
O corpo humano é feito de vários tipos de átomos (especialmente Hidrogénio, Oxigénio e Carbono) e al-guns deles são mais instáveis que outros. O Carbono-14 (C14) e o Potássio-40 (K40) são dois tipos de átomos particularmente malucos e aqueles que morrem mais frequentemente no teu corpo (ver tabela). Em cada se-gundo, há cerca de 3 mil átomos de C14 e 5 mil de K40 a morrer. Ou seja, desde que nasceste, já morreram dentro de ti vários biliões! Parece muito, mas corresponde a milhões de vezes menos do que o número total de átomos que existe num só cabelo.
Mas se achas que então saber isto não serve para nada, estás muito enganado! Conhecendo este processo, e olhando para ossos de antigos animais, se soubermos a quantidade de átomos radioativos que eles ainda têm, é possível descobrir… a sua idade! E é também desta forma que se descobriu que a Terra existe há cerca de 4 mil milhões de anos.
É verdade… saber o ritmo a que os átomos do corpo humano morrem permitiu determinar a idade da Terra, saber há quanto tempo viveram os dinossauros, quando se extinguiram, perceber a evolução das espécies e descobrir que os nossos antepassados viveram na água.. Nada mau, não é?
Isótopo
Quantidade
Tempo  médio
Actividade (Bq)
de Vida (s)
C-14
8,4 x 1014
2,6 x 1011
3,2 x 103
K-40
2,7 x 1020
5,7 x 1016
4,7 x 103
Tabela referente a uma pessoa de 70 kg (7 x 1027 átomos)
Fonte: Revista Horizon
A Horizon é uma revista criada pelos alunos do Departamento de Física (DF) da Faculdade de Ciências da Universidade de Lisboa (FCUL). 

Torneio Virtual de Química 2013 - UNICAMP



O TVQ tem como objetivo fomentar o interesse e o estudo da Química visando à aproximação na relação entre alunos e professores, o estudo de excelência, o trabalho em equipe e a capacidade de pesquisa dos alunos. Também se espera a aproximação entre ensino médio e ensino superior, de forma a auxiliar o participante em sua possível vida dentro da Universidade e desenvolver seu interesse pelo academicismo. Assim, se espera incentivar a entrada de alunos mais motivados nas Universidades.


quinta-feira, 11 de julho de 2013

Cientistas conseguem produzir gasolina usando ar da atmosfera


Em tempos de sustentabilidade e combate à emissão de gases poluentes, uma companhia britânica anunciou que já é capaz de produzir gasolina usando uma fórmula que, entre outras substâncias, utiliza o mesmo ar que respiramos como um dos “ingredientes”. 

O processo criado pela empresa Air Fuel Synthesis ignora o que você aprendeu na escola sobre a formação milenar do petróleo, mas também é cheio de etapas: para começar, hidróxido de sódio é misturado com o dióxido de carbono (CO2) capturado da atmosfera. O carbonato de sódio produzido é eletrolisado e forma um CO2 mais puro. 

Combinado com hidrogênio (resultado da captura de vapor de água por outro equipamento), ele se torna metanol – que passa por um reator combustível e vira a nossa gasolina. Se parece e cheira como o original, mas é bem menos danoso à natureza. 

Mas nem dá para se animar direito: desde agosto, a pequena usina da Air Fuel Synthesis foi capaz de produzir apenas cinco litros de gasolina feita a partir de ar. 
Entre os planos para o futuro, está a construção de uma usina muito maior que sintetizaria até uma tonelada de gasolina por dia – e o uso de outras energias renováveis para fazer todo o equipamento funcionar, em vez de gastar com eletricidade.

terça-feira, 9 de julho de 2013

Concreto moderno importa tecnologia da Roma Antiga

Enquanto o ambiente marinho corrói rapidamente o concreto moderno, amostras de concreto romano são coletadas intactas no fundo do mar. [Imagem: D. Bartoli photo, courtesy of J.P. Oleson]
Em uma época conhecida como Era do Conhecimento ou Era da Tecnologia, pode soar estranho o que fez uma equipe internacional de geólogos e engenheiros: eles foram procurar uma solução para um problema moderno no passado remoto. 
Trabalhando para tornar o concreto usado na construção civil mais durável e mais sustentável, Marie Jackson e seus colegas encontraram inspiração no concreto fabricado na Roma Antiga. 
Jackson foi orientada pelo brasileiro Paulo Monteiro, atualmente professor na Universidade de Berkeley, nos Estados Unidos.

Concreto romano 
O concreto romano, fabricado há mais de 2.000 anos, continua sustentando estruturas, sem sinal de deterioração, enquanto o concreto moderno mostra sinais claros de degradação apenas 50 anos depois de sua fabricação. 
Segundo a equipe, o segredo está em um composto altamente estável, conhecido como silicato hidratado de cálcio e alumínio. É esse composto que dá liga ao concreto romano, que foi usado para construir algumas das estruturas mais duráveis do mundo ocidental. 
O processo de fabricação do concreto romano também era muito menos danoso ao meio ambiente do que o atual. 
O processo de fabricação do cimento portland, o principal componente do concreto, usa combustíveis fósseis para queimar o carbonato de cálcio, ou calcário, e argilas a uma temperatura de 1.450ºC – 7% das emissões globais de CO2 vem da fabricação de cimento. 
A produção do concreto romano, por sua vez, exigia temperaturas equivalentes a dois terços da temperatura necessária para fabricar o cimento portland. O processo, descrito no ano 30 A.C. por Marcus Vitruvius Pollio, engenheiro do Imperador Augusto, emprega cinza vulcânica, que os romanos combinavam com cal para formar uma argamassa. 
Eles embalavam essa argamassa e pedaços de pedras em moldes de madeira e mergulhavam tudo na água do mar. 
Ou seja, em vez de lutar contra os elementos marinhos, os maiores inimigos do concreto moderno, os romanos aproveitavam a água salgada, tornando-a parte integrante do concreto. 
Essa combinação dá origem a um outro mineral, também descrito pela primeira vez pela equipe, a tobermorita de alumínio, que ajuda a explicar a resistência do concreto imperial.

Durável demais 
Os pesquisadores caracterizaram pela primeira
vez os complexos minerais que explicam a
durabilidade do concreto romano.
[Imagem: UC Berkeley]
"O concreto romano se mantém coerente e bem consolidada há 2.000 anos nos agressivos ambientes marítimos," comenta Marie Jackson. "É um dos materiais de construção mais duráveis do planeta, o que não é nenhum acidente – o transporte marítimo estava na base da estabilidade política, econômica e militar do Império Romano. Assim, construir portos que durassem era algo crítico." 
E por que as fábricas modernas não usam a tecnologia romana para fazer concreto durável? 
"Você pode argumentar que as estruturas originais romanas foram construídas tão bem que, uma vez no lugar, elas não precisavam ser substituídas," sinaliza a pesquisadora. 
Outra razão pode ser a pressa moderna: o concreto romano não endurecia tão rapidamente quanto o concreto moderno.

segunda-feira, 8 de julho de 2013

Não são sobre química... mas são vídeos didáticos de 1ª grandeza!!!

Esse post é pra homenagear e divulgar os belíssimos trabalhos feitos em vídeo por ex-alunos.
Muito boa produção, e conteúdo de 1ª linha!!!!!!!

SHOW DAS ESTUDIOSAS

SHOW DAS CALOROSAS

domingo, 7 de julho de 2013

Artigo científico: OXIGÊNIO (PARTE 1): poder e ambição

Oxigênio: uma abordagem filosófica visando discussões acerca da educação em ciências - parte 1: poder e ambição

Oxygen: a philosophical approach aiming at arguments about Science Education - part 1: power and ambition

Leonardo Maciel Moreira
Licenciatura em Química, Campus Macaé Professor Aloísio Teixeira, Universidade Federal do Rio de Janeiro. Rua Aloisio da Silva Gomes, 50, Granja dos Cavaleiros. Macaé, RJ, Brasil. 27.930-560. leoquimica@ufrj.br



RESUMO
A História e Filosofia da Ciência (HFC) tem se tornado um campo com significativas inserções no Ensino de Ciências. Este trabalho tem como objetivo geral apresentar uma análise do texto teatral Oxigênio visando à abordagem da HFC. Especificamente, será apresentada uma análise sobre a construção do conceito cientista, focalizando as temáticas poder e ambição. O texto teatral foi analisado utilizando-se a Análise do Discurso na perspectiva foucaultiana. A análise explicitou a problematização de questões com respeito a motivação, interesses, ética e trabalho científico. Esses aspectos estão inseridos no escopo das discussões abarcadas pela HFC no sentido de se atingir a alfabetização científica.
Palavras-chave: Educação em química. História da ciência. Filosofia da ciência. Peça teatral. Análise do discurso. Alfabetização científica.

ABSTRACT
The History and Philosophy of Science (HPS) has become a field with significant insertions in the teaching of Science. The general objective of this paper is to present an analysis of the theatrical text Oxygen aiming at approaching the HPS. Specifically, an analysis of the construction of the concept of the scientist will be presented, focusing on the themes of power and ambition. The theatrical text was analyzed using Discourse Analysis from a Foucauldian perspective. The analysis revealed questions with regard to motivation, interests, ethics and scientific work. Those aspects are inserted in the purpose of the arguments comprised by the HPS in the sense of reaching the scientific literacy.
Keywords: Chemical education. History of science. Philosophy of science. Theater play. Discourse analysis. Scientific literacy.

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