domingo, 7 de julho de 2013

Artigo científico: OXIGÊNIO (PARTE 1): poder e ambição

Oxigênio: uma abordagem filosófica visando discussões acerca da educação em ciências - parte 1: poder e ambição

Oxygen: a philosophical approach aiming at arguments about Science Education - part 1: power and ambition

Leonardo Maciel Moreira
Licenciatura em Química, Campus Macaé Professor Aloísio Teixeira, Universidade Federal do Rio de Janeiro. Rua Aloisio da Silva Gomes, 50, Granja dos Cavaleiros. Macaé, RJ, Brasil. 27.930-560. leoquimica@ufrj.br



RESUMO
A História e Filosofia da Ciência (HFC) tem se tornado um campo com significativas inserções no Ensino de Ciências. Este trabalho tem como objetivo geral apresentar uma análise do texto teatral Oxigênio visando à abordagem da HFC. Especificamente, será apresentada uma análise sobre a construção do conceito cientista, focalizando as temáticas poder e ambição. O texto teatral foi analisado utilizando-se a Análise do Discurso na perspectiva foucaultiana. A análise explicitou a problematização de questões com respeito a motivação, interesses, ética e trabalho científico. Esses aspectos estão inseridos no escopo das discussões abarcadas pela HFC no sentido de se atingir a alfabetização científica.
Palavras-chave: Educação em química. História da ciência. Filosofia da ciência. Peça teatral. Análise do discurso. Alfabetização científica.

ABSTRACT
The History and Philosophy of Science (HPS) has become a field with significant insertions in the teaching of Science. The general objective of this paper is to present an analysis of the theatrical text Oxygen aiming at approaching the HPS. Specifically, an analysis of the construction of the concept of the scientist will be presented, focusing on the themes of power and ambition. The theatrical text was analyzed using Discourse Analysis from a Foucauldian perspective. The analysis revealed questions with regard to motivation, interests, ethics and scientific work. Those aspects are inserted in the purpose of the arguments comprised by the HPS in the sense of reaching the scientific literacy.
Keywords: Chemical education. History of science. Philosophy of science. Theater play. Discourse analysis. Scientific literacy.

 Artigo disponível no link:

Químico transforma ciência em piada na internet

O químico Luis Roberto Brudna Hölzle, 35, acha ciência uma coisa engraçada. Foi justamente a curiosidade "pelo maluco e pelo estranho" que o atraiu para a área.

Com pós-doutorado em eletroquímica pela Universidade de Paris 11, o professor e pesquisador da Universidade Federal do Pampa (RS) coleta "piadas científicas" desde 1999 e é pai do site Humor na Ciência, com cerca de 1.500 visitas por dia.
Arquivo pessoal
O químico Luis Roberto Brudna Hölzle, 35, autor do site "Humor na Ciência"; desde 1999, coleta "materiais engraçados" pela internet
O químico Luis Roberto Brudna Hölzle, 35, autor do site "Humor na Ciência"; desde 1999, coleta "materiais engraçados" pela internet
O físico norte-americano Richard Feynman (1918-1988), pioneiro da eletrodinâmica quântica e Nobel de Física em 1965, é a principal referência de Brudna.
O Nobel em Física chegou a publicar até um livro contando histórias engraçadas de sua vida ("O Senhor Está Brincando, Sr. Feynman?", edição brasileira em 2006).
"Tento praticar uma vida alegre e divertida inspirado nele", diz o químico blogueiro. "O humor é a forma mais eficiente de se levar conceitos básicos para a população".
Para quem quer dar risada com o mundo da ciência, Brudna indica os famosos prêmios anuais Ig Nobel, sobre pesquisas estúpidas, organizados pelo site Improbable Research.
Divulgação
Richard Feynman, ganhador do prêmio Nobel de Física em 1965
Richard Feynman, ganhador do prêmio Nobel de Física em 1965
Há ainda o site brasileiro Efeito Ázaron e o Science Jokes, em inglês, organizado pelo holandês Joachim Verhagen. A página estrangeira afirma ter coletado mais de 2.500 piadas científicas desde 1979, quando o compartilhamento ainda era feito pela rede de mensagens Usenet.
Os últimos posts no blog de Brudna abordam temas comuns ao dia-a-dia de quem acompanha o noticiário. Em um deles, comenta a novela das sete "Tempos Modernos", exibida na TV Globo, que mostra o "primeiro modelo de computador com o fenomenal conceito de Burrice Artificial.
O outro post recente do químico refere-se à reportagem "Amor em Londres é tão raro quanto encontrar aliens". Brudna conclui: "Acho que é melhor não exigir demais".
Uma das piadas que Brudna mantém no site é sobre umaversão da história dos três porquinhos em estilo de exercício de matemática. Nela, o lobo mau até ameaça denunciar um porquinho por crime ambiental, e o porquinho mais esperto constrói um dispositivo com sensor térmico para detectar o vilão.
Há também uma receita para se construir uma máquina do tempo com um buraco negro. "É bom avisar os vizinhos para que não se assustem com a explosão", adverte.
Reprodução
"Nano vaso sanitário"
Nano vaso sanitário; ampliação em 15.000 x, de Takahashi Kaito, SII Nanotechnology Inc.
Veja outras piadas curtas que ele selecionou:
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Guia prático para a ciência moderna:
-Se se mexe, pertence à biologia
-Se fede, pertence à química
-Se não funciona, pertence à física
-Se ninguém entende, é matemática
-Se não faz sentido, é psicologia
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Reprodução
Imagem de nanotubos em formato "Playboy"
Nanotubos de carbono em formato "Playboy", produzido por John Hart e colaboradores
Foi comprovado que pesquisa causa câncer em ratos.
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Você soube que um biólogo teve gêmeos?
Ele batizou um e manteve o outro para controle.
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Preciso arranjar 1/2 de levar-te a 1/4 e fazer de teu pai 1/9...
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Estatísticas são iguais a biquínis; o que elas revelam é sugestivo, mas o que elas escondem é essencial.
Reprodução


































"NanoPutianos", síntese de moléculas antropomórficas, "inúteis mas divertidos", segundo Brudna
"NanoPutianos", síntese de moléculas antropomórficas, "inúteis mas divertidas", segundo Brudna

FONTE: http://www1.folha.uol.com.br/folha/ciencia/ult306u690028.shtml

sábado, 6 de julho de 2013

Arsênio é o elemento mais crítico para tecnologia moderna

Em tempos de preocupações com minerais de terras raras e metais ameaçados de extinção, você se arriscaria a apostar no elemento mais crítico para a moderna tecnologia? 
Lítio, silício, germânio, platina são os mais conhecidos do público. Mas estará entre eles aquele cuja falta mais ameaçaria a aparentemente tão autossuficiente era da tecnologia? 
Definitivamente não, afirma uma equipe de pesquisadores da Universidade de Yale, nos Estados Unidos. 
E a resposta está no arsênio, o As da tabela periódica, com seu número atômico 33 e massa atômica 75 – um elemento altamente tóxico para o ser humano. 

Mas por quê? 
A estrutura atômica e um cristal de GaAs - o arseneto de gálio.[Imagem: Benjah-bmm27/W.Oelen/Wikipedia]

V. Ex.a, GaAs 
Nedal Nassar e seus colegas respondem que é por causa do papel crítico que o arsênio desempenha na fabricação dos processadores de computador, mais especificamente, da tecnologia dos semicondutores à base de arseneto de gálio – uma liga do arsênio com o gálio, ou GaAs. 
O grupo explica que os cinco finalistas nesse jogo das ameaças à tecnologia são ouro, prata, arsênio, selênio e telúrio, a maioria deles explorado como subprodutos da mineração do cobre. 
O cobre é bem tradicional, e é usado para transportar eletricidade. Mas o transporte de eletricidade com a precisão e a eficiência necessária aos circuitos eletrônicos integrados é feito pela prata e pelo ouro, como acontece nos contatos das memórias de computador. 
Os fabricantes de painéis solares, por sua vez, precisam de selênio e telúrio, enquanto, finalmente, os fabricantes de chips para computadores dependem muito do arsênio. 
O grupo salienta que, ainda que um problema de suprimento de qualquer um desses metais afete um grande número de indústrias de alta tecnologia, o arsênio é o mais crítico de todos. 
Tente, por exemplo, voltar na cadeia produtiva, da mais alta tecnologia para a menos intensiva em tecnologia, retirando os computadores de qualquer atividade humana, e se poderá pesar adequadamente sua importância. 
Na verdade, o composto GaAs é importante também para a fabricação de raios laser, LEDs e diversos circuitos para transmissão de dados, além de alguns tipos de células solares. 

Criticalidade 
Não existe um padrão para avaliação do risco de suprimento de minerais e metais, que inclua a disponibilidade de reservas, fatores ambientais, fatores políticos, vulnerabilidades da cadeia de suprimentos etc. 
Por isso a equipe usou o critério da "criticalidade", um conceito que leva em conta o risco da escassez futura e dos potenciais danos à economia gerados por essa escassez. 
O arsênio teve a maior criticalidade, seguido de perto pela prata e pelo selênio. 
A equipe afirma que seu ranking é dinâmico, e terá que ser avaliado ao longo do tempo, certamente apresentando mudanças conforme variem tanto a oferta quanto a demanda, assim como o desenvolvimento de substitutos e a criação de tecnologias alternativas.

sexta-feira, 5 de julho de 2013

Ciência Maluca: Ar da Itália contém cocaína (como pode isso gente!?)


Cientistas italianos constataram que o ar das cidades de Turim, Roma, Bolonha, Florença, Palermo, Milão, Verona e Nápoles contém a droga - mas numa concentração de 0,02 a 0,26 nanogramas de cocaína por m3, que não produz qualquer efeito. 
Em Florença e Bolonha também há resíduos de canabinoides (princípio ativo da maconha) no ar.
Fórmulas estruturais de alguns carbinóides

Fontes Airborne psychotropic substances in eight italian cities:burdens and behaviours. Angelo Cecinatto e outros, CNR-IIA

quinta-feira, 4 de julho de 2013

De onde vem a parte mais importante da bateria do seu celular?

O lítio é um grande negócio. Ele alimenta tudo, nossos gadgets, nossos carros – praticamente todo o mundo moderno. E isso não vai mudar tão cedo; alguns analistas estimam que a demanda por lítio deve aumentar em 25% nos próximos anos. Mas como aproveitar o poder deste metal que explode a cada vez que se molha? Como ele é tirado do chão?

O que é Lítio?

Lítio (vem de lithos, a palavra grega para “pedra”) é o terceiro elemento da tabela periódica, um metal alcalino branco-prateado que é macio o suficiente para ser cortado com uma faca. Ele também é o metal mais leve da Terra, assim como o elemento sólido menos denso. Ele tem a densidade equivalente a uma tábua de madeira de pinho, e metade em comparação à da água. Ele flutua no óleo (e na água também, mas isso não dá muito certo, já que ele explode na água), e já que reage à umidade do ar, o lítio puro é armazenado em condições anaeróbicas e coberto com óleo mineral, vaselina ou algum outro líquido não-reativo.
Você não pode cavar um buraco e colocar o lítio lá dentro. Não, ele é corrosivo e reativo demais para isso; na verdade, o lítio nunca ocorre livremente na natureza. Ele sempre é encontrado em compostos, frequentemente em minerais pegmatíticos, ou na água do mar, salmoura e argila. O problema é, mesmo que o lítio seja relativamente abundante – ele é o 33º elemento mais comum – ele é muito difuso na natureza, o que significa que coletá-lo e concentrá-lo em uma forma viável comercialmente é bem difícil.
litio

Como ele foi descoberto?

Johan August Arfwedson isolou o lítio da petalita, uma substância cristalina, em 1817. Nas décadas seguintes, diversos pesquisadores estudaram as condições físicas básicas do metal. Em 1855, os químicos Robert Bunsen e Augustun Matthiessen descobriram uma forma de precipitar grandes quantidades de lítio do cloreto de lítio através de eletrólise, o que levou a uma produção em pequena escala a partir de 1916 e a uma escala comercial de produção de lítio em 1923.
Lítio foi usado na Segunda Guerra Mundial como uma graxa de alta temperatura para motores de aeronaves, graças ao seu alto ponto de fusão e ao fato de ser significativamente menos corrosivo que as pastilhas de cálcio usadas anteriormente. Ele também teve papel importante na Guerra Fria. Os íons lítio-6 e lítio-7 foram usados para criar o trítio, um composto usado para aumentar a eficiência e rendimento das bombas de hidrogênio, bem como um combustível sólido de fusão.
ku-xlarge

Entre o fim dos anos 1950 e o meio dos anos 1980, os EUA foram o principal produtor global de lítio. Durante quase um quarto de século, os EUA acumulou um estoque de 42 mil toneladas de hidróxido de lítio a partir de locais de produção nos estados de Nevada e Carolina do Norte. Os Estados Unidos foram responsáveis por suprir 80% da demanda global por lítio em 1976, e continuaram o domínio até 1984, quando um dos maiores depósitos do planeta foi descoberto no Chile (e novamente em 1997, quando a mineração começou em outro grande depósito na Argentina).

Então, o que fazemos quando encontramos o lítio?

Os Estados Unidos têm apenas uma parte dos enormes depósitos de lítio no Chile e na Argentina. Eles são os dois principais produtores, exatamente nessa ordem, sendo responsáveis por 60% do lítio produzido anualmente no mundo. A Austrália e a China, juntas, têm mais 30%. Os 10% restantes são divididos em produtores menores como Estados Unidos e Rússia. Estimativas do US Geological Survey dizem que a reserva mundial de lítio é de 13 milhões de toneladas. Metade desse suprimento acredita-se estar na Bolívia, e na parte oeste dos Andes. No geral, a USGS estima que exista 5.4 milhões de toneladas de Lítio nas montanhas bolivianas.
original (3)
Historicamente, o lítio foi ou extraído de salmouras ou minerado de rochas duras. A mineração de lítio em rochas duras é como qualquer outra operação tradicional de mineração: cave um grande buraco, jogue as pedras, e envie para processamento. O problema de aplicar isso ao lítio é que extrair a substância de rochas sólidas exige tempo, energia e custo alto. Como o lítio é tão difuso, você precisa de muita pedra para conseguir um pouco do que quer.
Uma forma mais eficiente economicamente é usar métodos de extração à base de solução salina. Tanto Chile quanto Argentina (e também China, Rússia, e os EUA, em partes) usam esse método. A salmoura em si é, como o Western Lithium explica:
As salmouras, de origem vulcânica, estão presentes em áreas desertas e ocorrem em locais onde o lítio foi concentrado por evaporação solar. Nas bacias salinas (desertos salinos, por vezes conhecidos como lagos de sal ou salinas), a solução está contida em ou abaixo da superfície, e é bombardeada para dentro de grandes tanques de evaporação solar para a concentração antes do processamento. Quando as superfícies da bacia são predominantemente compostas por siltes e argilas com alguma incrustação de sal, elas são chamadas de playas. Se a superfície é predominantemente sal, são chamadas de salar. Embora o caráter fundamental dos depósitos seja semelhante, há uma grande variedade de tamanho, de caráter superficial, estratigrafia, estrutura química, infraestrutura e taxas de evaporação solar.
Bolivia Uyuni Salt Flat
A maior dessas piscinas de salmoura está na maior planície salina do mundo, Salar de Uyuni, na Bolívia.
A empresa Foote Mineral costumava operar uma dessas piscinas de salmoura em Silver Peak, Nevada, e dá uma explicação mais profunda de como o lítio é extraído:
A Foote Mineral Company está recuperando lítio de salmouras evaporadas em Silver Peak. As salmouras são bombardeadas a partir de baixo de uma playa dentro de uma bacia fechada. Os depósitos playa consistem em misturas de argila, siltes, areias e evaporito, muitos dos quais são saturados com salmoura salina até profundidades que chegam a 180 metros. Mas as salmouras provavelmente está presentes abaixo dessa profundidade, e estudos de gravidade indicam que sedimentos não consolidados atingem profundidades de 450 metros. A gênese do depósito de Silver Peak aparentemente está relacionada com a atividade vulcânica e a área é caracterizada por nascentes de água quente, cones de concreto e depósitos de lava. A salmoura bombeada das fontes contêm 300 ppm (partes por milhão) de lítio e 10-15% de outros sólidos dissolvidos. A superfície da playa é adequada para evaporação solar. As salmouras são bombeadas em uma série de tanques de evaporação solar e após atingirem a saturação, uma série de sais são precipitados. A sequência desses sais precipitados é NaCL, uma mistura de NaC1 com glaserite (KNa(So4)2), e então esses dois mais Ka. Como consequência da evaporação, a concentração de lítio é aumentada para cerca de 5000 ppm. A temporada de evaporação em Silver Peak começa em abril e tradicionalmente continua até outubro. É necessário acumular salmoura o suficiente até outubro para operar a fábrica de processamento durante os meses de inverno. O lítio é recuperado da salmoura ao precipitar carboneto de lítio.
Apenas quatro empresas - Talison Lithium, Rockwood Holdings, Sociedad Quimica y Minera de Chile, e FMC - representam quase 95% da produção mundial de lítio e todas usam o método padronizado da indústria de precipitar lítio puro a partir de cloreto de lítio fundido (LiCL) usando eletrólise. Este processo evidentemente é feito em um ambiente isento de água e ar para evitar uma reação.

De onde vêm as baterias?

No vídeo acima, a Leyden Energy mostra por dentro de uma fábrica de baterias íon-lítio e os bastidores da sua unidade de produção.
A série How It’s Made do Science Channel nos dá uma explicação geral da produção de bateria no vídeo acima.

Atingindo a demanda

Existem cerca de 900 milhões de veículos nas ruas ao redor do mundo, e não há reservas de lítio o suficiente para substituir muitos deles por alternativas movidas a bateria. “Como uma bateria de veículo exige 100 vezes mais carbonato de lítio do que uma bateria de laptop, a revolução dos carros verdes pode tornar o lítio uma das commodities mais estratégicas do planeta”, diz Mary Ann Wright, da Johson Controls-Daft, uma produtora de baterias de lítio.
“Para fazer apenas 60 milhões de veículos híbridos por ano contendo uma pequena bateria de íon-lítio, precisaríamos de 420.000 toneladas de carbonato de lítio anualmente – ou seis vezes a produção global atual”, Willian Tahil, diretor de pesquisa da Meridian International Research, explica. “Mas você quer baterias de tamanho decente, então é mais provável que você teria que aumentar a produção global em dez vezes. E isto exclui a demanda por lítio em aparelhos eletrônicos portáteis.”
Para evitar esse desabastecimento, diversas fontes alternativas ao lítio são exploradas. Um sistema promissor é fazer a salmoura ser puxada para a superfície a partir de bombas geotérmicas. Um grupo de sete usinas geotérmicas no Salton Sea conseguem puxar cerca de 16.000 toneladas de lítio (e uma grande quantidade de zinco) anualmente. É uma questão de filtrar os minerais dissolvidos da água.

quarta-feira, 3 de julho de 2013

Livro: JOGOS E ATIVIDADES LÚDICAS PARA O ENSINO DE QUÍMICA

JOGOS E ATIVIDADES LÚDICAS PARA O ENSINO DE QUÍMICA
AUTOR: MÁRLON HERBERT FLORA BARBOSA SOARES
A ideia desse livro é apresentar e discutir alguns referenciais teóricos da seara do lúdico em relação às suas caracterizações filosóficas e pedagógicas. A partir disso, busca debater aspectos metodológicos da utilização do lúdico no contexto do ensino de química. São apresentados alguns jogos e atividades lúdicas que possibilitam a discussão de conceitos químicos diversos sem perder de vista que não são jogos prontos e acabados, o que possibilita ao professor a oportunidade de desenvolver seus próprios materiais lúdicos. Este livro não se destina somente aos professores de química que já atuam em nível básico, mas também pode ser um suporte teórico para todos os licenciandos em química que se interessem pela temática.

Quer comprar?
Acessem: http://www.lequal.quimica.ufg.br/pages/42057
Algumas publicações do mesmo autor:
Tese de Doutorado:

O Futuro (o passado e o presente também) é do Carbono


Carbono é uma palavra suja. Nós o queimamos demais, produzindo milhares de toneladas de dióxido de carbono que ameaçam destruir o clima de nosso planeta para as gerações vindouras. Antes disso, ele já era o vilão disfarçado de fuligem que saía das chaminés de fábricas e tornava as cidades escuras. É uma reputação e tanto para carregar.

Mas agora nosso inimigo de longa data pode estar prestes a se tornar nosso melhor amigo high-tech. À medida que aprendemos a modelar o carbono em nanoescala – em tubos e folhas; esferas e fitas -, horizontes totalmente novos e inesperados se abrem para nós. Os átomos de carbono que foram criados na fornalha das estrelas do universo podem ser combinados em materiais capazes de nos ajudar a obter energia a partir de nossa própria estrela. Materiais similares prometem fazer nosso mundo eletrônico funcionar com uma eficiência sem precedentes, e podem até guardar o segredo para fazer nossas preciosas reservas de petróleo durar mais.

O potencial de carbono vem do fato de ele ser multiuso. Grupos de átomos de carbono unem-se de boa vontade em múltipla variedade de estruturas, de diamante a grafite, mas essas formas familiares são apenas o começo. Nas últimas décadas, aprendemos sobre as estruturas em forma de bola de futebol chamadas "buckyballs", logo seguidas pelos microscópicos "rolos de arame", que conhecemos como nanotubos de carbono. Juntou-se a eles mais recentemente o grafeno – folha de carbono que tem apenas um átomo de espessura.

Dessas intrigantes estruturas, o grafeno é a que está causando o maior alvoroço. Isto se deve, em parte, à sua combinação incomum de propriedades: sua malha bidimensional no formato de uma colmeia de átomos de carbono oferece, ao mesmo tempo, fantástica condutividade elétrica e dez vezes a força do aço, num material que é transparente à luz visível. E o melhor de tudo é que finalmente aprendemos como fazê-lo.

Esta última descoberta aconteceu em 2004, quando Andre Geim e Kostya Novoselov, da Universidade de Manchester, no Reino Unido, descobriram que podiam produzir folhas de grafeno a partir de uma mancha de grafite, simplesmente removendo camadas com um pedaço de fita adesiva. O truque foi seguido por uma enxurrada de métodos aprimorados. Depois de apenas cinco anos de desenvolvimento, produzir grafeno é mais simples do que se imaginava, e a fabricação em escala industrial é apenas uma questão de demanda.

Nos gadgets
Após Geim ter isolado os primeiros flocos, ficou rapidamente claro para os teóricos que esse material devia ter algumas propriedades muito especiais.

Na época havia pouco material disponível para experiências. "Agora é muito diferente", diz Vítor Pereira, da Universidade de Boston. "Há mais experimentos que trabalhos teóricos … Isso é realmente animador, porque é a partir dos resultados experimentais que os verdadeiros avanços acontecem."

A grande inovação em que todo mundo está de olho é o potencial do grafeno para revolucionar os nossos gadgets, já que os elétrons viajam pelo material de uma forma particularmente eficaz, Em condutores e semicondutores convencionais, tais como o cobre e o silício, os elétrons colidem com os átomos e dissipam sua energia na forma de calor, um chip de computador típico desperdiça de 70% a 80% da sua energia elétrica dessa forma. Isso significa que às vezes os materiais podem esquentar o bastante para distorcer ou até mesmo destruir os circuitos. Mas o grafeno é diferente. "A energia dos elétrons não é dissipada", diz Pereira. "Isso dá a ele características fantásticas para a eletrônica."

O material é particularmente útil para circuitos de alta frequência – que vêm a ser justamente para onde a indústria de eletrônicos está caminhando.

Dispositivos como telefones celulares exigem cada vez mais frequência, à medida que os engenheiros tentam empilhar mais informações no sinal – e quanto maior a frequência, maior será o efeito de aquecimento, "No momento, o grafeno parece o caminho mais promissor para o futuro", diz Novoselov.

Vale do Carbono
Um mercado ainda maior para o grafeno poderia ser a fabricação dos sensores de fóton que detectam informação transportada em fibras ópticas de telecomunicações, avalia Novoselov.
No momento, a tarefa é cumprida pelo silício, mas seus dias podem estar contados. Em outubro, o grupo de Phaedon Avouris no Centro de Pesquisa Thomas J. Watson da IBM, em Nova York, apresentou o primeiro fotodetector de grafeno. Na prancheta de projeto também estão células solares feitas de grafeno e telas LCD.

Mais importante ainda, o grafeno pode se comportar como um semicondutor, permitindo o fluxo de informação eletrônica pela alternância entre os estados de condução e isolamento. Esta mudança de comportamento – fenômeno que está na base de transistores e, portanto, de toda a indústria de computação – baseia-se em materiais cujos elétrons estão organizados em estados de energia que têm o chamado gap de energia. É a capacidade de controlar os gaps de energia do silício que o tornou o semicondutor preferido. Como o grafeno não tem esse gap, durante muito tempo parecia que não era possível existir um "Vale do Carbono" para competir com o "Vale do Silício", mas isso mudou em 2008 com a descoberta das "nanofitas" de carbono.

Semicondutor
Quando o grafeno é cortado em fitas de menos de 10 nanômetros de largura, suas propriedades eletrônicas sofrem uma mudança dramática. Devido à forma como os elétrons são forçados a se mover através das tiras estreitas, a nanofita de grafeno passa a ter gap de energia. Isso o transforma em um semicondutor pronto para desafiar o silício no seu próprio jogo.

A fabricação de nanofitas ainda é um problema. Inicialmente só era possível produzi-las quebrando uma folha de grafeno. Isto era feito por meio de produtos químicos que rompem algumas das ligações carbono-carbono, por ultrassom, ou com um microscópio de varredura por tunelamento que serra os átomos, Com todas essas técnicas, no entanto, as quantidades produzidas foram mínimas. Então, em junho do ano passado, Pablo Herrero-Jarillo, do MIT, mostrou como as nanopartículas de níquel podem ser usadas para recortar nanofitas em folhas de grafeno. O método permite cortes tão perfeitos que poderia ser usado para criar nanocircuitos de grafeno.

Feixe de plasma
Ainda no ano passado, Hongjie Dai, da Universidade de Stanford, em Palo Alto, Califórnia, fatiou nanotubos de carbono em fitas com um feixe de plasma de argônio. Como os nanotubos já são produzidos em massa – a Mitsubishi, por exemplo, faz toneladas por ano -, essa é uma rota promissora para a nanofita. Com o método Dai, "a possibilidade de fazer toneladas de fitas também está aqui", diz Mauricio Terrones, do Instituto de Pesquisa Científica e Tecnológica em San Luis Potosí, México.

Há, no entanto, formas mais sutis de transformar o grafeno em semicondutor, e elas podem tornar as nanofitas ultrapassadas antes mesmo de chegarem à linha de produção. "Você pode gerar uma fita sem ter de cortar a fita", diz Pereira. Uma maneira de fazer isso é colocar o grafeno sobre uma estrutura pré-moldada. A tensão induzida em cada curva e dobra dará à folha uma variedade de propriedades eletrônicas. Resta saber se tais promessas se cumprirão além das paredes do laboratório. Como Avouris aponta, muitas das experiências até agora têm sido realizadas em condições bastante favoráveis – a baixas temperaturas, que mantêm o ruído eletrônico no mínimo, por exemplo. "A física e a engenharia básicas já foram feitas, e tudo é muito promissor", diz ele, "mas as pessoas esquecem que isso ocorre em condições idealizadas." Segundo Geim, é cedo demais para dizer se o grafeno vai desbancar o silício.

Mas não se pode descartá-lo, diz ele. Como o grafeno não é nada mais que uma camada de átomos de carbono, as combinações com outros elementos vão alterar radicalmente sua resposta ao calor, luz e outros estímulos. Na prática, a revolução dos eletrônicos baseados em carbono já começou, e Geim prevê muitas outras aplicações. "Quanto às propriedades magnéticas, supercondutoras ou mecânicas, ou mesmo à química básica, nem sequer começamos a brincar", diz ele.

FONTE:http://info.abril.com.br/noticias/ciencia/o-futuro-e-do-carbono-29042010-4.shl

Qual a diferença entre os fermentos biológico e químico?

O fermento biológico é composto por fungos microscópicos vivos, enquanto o químico (ou em pó) é feito à base de bicarbonato de potássio. A forma como eles agem é bastante distinta. 

Os fungos do fermento vivo se alimentam da glicose da farinha de trigo: sua digestão produz, entre outras substâncias, as bolhas de gás carbônico (ou dióxido de carbono ou CO2) que fazem a massa crescer. 

Já no fermento químico, o mesmo gás é obtido em reações do bicarbonato de sódio com algum ácido. Na fabricação do fermento em pó, o bicarbonato é misturado a substâncias que se tornam ácidas ao entrar em contato com líquidos ou quando são aquecidas. 

O pó já começa a reagir na hora de bater o bolo e, na maioria das vezes, continua a fazê-lo enquanto o bolo está no forno. Já os fungos do fermento biológico demoram um pouco a fazer seu trabalho e morrem no calor do forno. Assim, em receitas com fermentação biológica, como pães e pizzas, é necessário esperar a massa crescer antes de começar a assá-la.


Veja também uma...

Experiência: Fermento Biológico e Químico

Clique aqui:

terça-feira, 2 de julho de 2013

Qual o lado correto de usar o papel alumínio?

O papel alumínio é largamente utilizado na gastronomia, mas na grande maioria das vezes isto acontece da forma incorreta. Vejo pessoas usando-o direto nas mais variadas mídias e também em seu dia-a-dia.

É que os usuários tendem a colocar o lado brilhante virado para fora pois deixa o visual do prato mais bonito.

O lado mais brilhante é assim porque recebe  um polimento para criar uma barreira ao contato direto do alumínio com o alimento e por conseguinte a liberação do alumínio para a nossa receita. Tínhamos que chamar o prato assim por exemplo: ´Picanha com alumínio´, pois o alumínio entrará como um algoz invisível na receita.

Esta proteção, o polimento, só não acontece dos dois lados pois é um processo caro que inviabilizaria a comercialização do mesmo. 

O alumínio é altamente tóxico e é comprovadamente o responsável por complicações gerais no funcionamento do nosso organismo e um grande alavancador do Mal de Alzheimer, inclusive fomentando sua aparição precoce.

Como usá-lo?

Além de usá-lo com o lado brilhante voltado para o alimento, deve-se evitar dar mais de uma volta no alimento, pois na segunda volta em diante os líquidos que gravitarem entre as camadas serão poluídos com o alumínio e voltarão impiedosamente para a nossa receita. Assim é importante fazer a finalização em forma de trouxa que deve ficar situada na parte superior, para evitar esta comunicação dos caldos do alimento com a parte ruim do papel-alumínio.

Sobre as panelas de alumínio:

Na minha cozinha é expressamente proibida a areação de panelas na parte de dentro, pois quando isto acontece, toda vez que cozinhamos algo estamos também incorporando o temível alumínio à nossa receita.

Quando isto acontece por alguma pessoa desavisada ou quando a panela ou caneca é nova, fervo algumas cascas de ovo na panela cheia de água, para elas liberarem o carbonato de cálcio, que vão impermeabilizar nossa panela, dando a segurança que necessitamos para nós mesmos e para as pessoas que mais amamos, nossa família e nossos amigos.

 Ricardo Penna/Penninha, escritor e consultor gastronômico, 11/2012
Veja também:

segunda-feira, 1 de julho de 2013

Embalagem muda de cor com comida estragada - química puraaa

O professor Andrew Mills com seu protótipo do "Plástico inteligente"
Seu objetivo é criar um novo tipo de indicador plástico inteligente que mude de cor e avise quando a comida deixou de ser fresca e já estragou. A ideia é não só aumentar a segurança dos alimentos mas também diminuir desperdício – especialmente em países como os Estados Unidos,  no qual, de acordo com a Organização das Nações Unidas,  50% dos alimentos produzidos acabam no lixo.

O indicador fará parte de uma embalagem especial com sistema de “atmosfera modificada”. Ele mantém a comida em condições especiais que prolongam sua vida, selando os alimentos com níveis menores de oxigênio, usando nitrogênio ou CO2 no lugar.


Quando os níveis de oxigênio sobem, ou quando reações químicas que indicam perigo começam a ocorrer na embalagem, o plástico muda de cor. O alerta é dado quando há problemas no selamento, quando o produto passa da data de validade ou quando não é refrigerado corretamente.

O sistema ainda está em fase de testes.