segunda-feira, 20 de junho de 2016

Olha que legal esse estudo: "Ver fotos de bichinhos fofos aumenta concentração"


Observar esse tipo de imagem desperta instinto protetor e deixa as pessoas mais cuidadosas
Imagem de Liliya Kulianionak/Shutterstock

A maioria dos usuários de internet já recebeu em sua caixa de e-mail fotografias de filhotes de cão ou gato flagrados com alguma expressão divertida, fantasiados com roupas de humanos ou em posições engraçadinhas. Pesquisadores japoneses decidiram estudar o efeito dessas imagens sobre a cognição e descobriram que observar fotos de animais kawaii – “fofo”, em japonês – pode ajudar a melhorar a concentração.  


Em um estudo publicado na PloS One, cientistas da Universidade de Hiroshima pediram que cerca de 50 estudantes participassem de tarefas que exigiam atenção, como um popular jogo infantil japonês que consiste em movimentar pequenos objetos com uma pinça sem deixá-los cair.  Antes das atividades, porém, metade dos voluntários viu fotos de bichinhos mostradas pelos pesquisadores, que observaram que esse grupo demonstrou muito mais foco e minúcia. Segundo os autores, mais que provocar emoções positivas, essas imagens despertam uma espécie de instinto protetor, o que deixa as pessoas mais atenciosas e cuidadosas. “É possível que o aumento da sensibilidade estimule movimentos mais suaves e precisos”, diz o coordenador da pesquisa, Hiroshi Nittono.

Então aí vai nossa contribuição para sua concentração:
Imagem de www.verfotos.net
iamgem de espelhoestilista.blogspot.com
imagem de focusfoto.com.br
imagem de www.ideafixa.com
FONTE: http://www2.uol.com.br/vivermente/noticias/ver_fotos_de_bichinhos_fofos_aumenta_concentracao.html

quarta-feira, 15 de junho de 2016

Como estudar: Ensine seu cérebro a se concentrar

imagem de creationsciencenews.wordpress.com
Deixar o celular longe, reunir o material de estudo de forma organizada, desligar a TV, sair da Internet, deixar água e algum lanche por perto, ficar sozinho e seguir um bom planejamento ajudam a melhorar o rendimento quando você precisa estudar, mas… cadê a concentração?
Se mesmo com toda a preparação do mundo seus pensamentos continuam bem longe da matéria que você precisa estudar e está difícil focar no mesmo texto ou exercício, dê uma olhada nestas três técnicas. Você pode usá-las separadamente, ou fazer um combinado para ajudar seu cérebro a se concentrar. Sim, é possível treinar o cérebro para focar numa única tarefa por mais tempo, do mesmo jeito que se pode treinar o corpo para fazer musculação, aprender capoeira, dançar ou correr uma maratona.
Técnica do Intervalo
Se está difícil de se concentrar, forçar a barra para passar horas e horas diante dos livros não ajuda em nada. Se a ideia é começar a treinar seu cérebro para tirar o melhor proveito das suas horas de estudo, vale começar aos poucos.
A Técnica Pomodoro, inventada em 1980 por Francesco Cirillo, é um método de gerenciamento do tempo. A ideia é simples: usar um timer para marcar pequenos períodos de produtividade. Você pode usar um daqueles timers de cozinha, qualquer relógio ou mesmo o seu celular. O método recomenda 25 minutos de concentração, mas você pode chegar lá aos poucos.
Antes de iniciar sua tarefa, lista de exercícios ou leitura, programe o alarme para um tempo curto, digamos, 10 minutos. Ao fim desse intervalo, faça uma pausa de dois minutos. Repita até completar quatro ciclos e faça uma pausa maior. Vá aumentando o tempo de concentração aos poucos, de cinco em cinco minutos, até alcançar o período ideal para você.
Só mais cinco…
Não, não são aqueles “só mais cinco minutinhos” quando o despertador toca de manhã cedo. É uma técnica para resistir à vontade de largar tudo que bate diante de uma tarefa extensa ou aborrecida demais. É uma boa maneira de lidar com o desânimo que dá, por exemplo, quando aqueles 20 exercícios de Química parecem uma barreira intransponível, ou quando o livro não está nem na metade e você já pensa em desistir.
O objetivo aqui, em vez de largar tudo e sair correndo, é dizer a si mesmo que você vai fazer só mais cinco coisas antes de desistir. Podem ser mais cinco exercícios, cinco questões daquela prova do vestibular anterior, cinco páginas do texto, cinco parágrafos do livro obrigatório, ou mesmo cinco linhas! Quando acabar, do mesmo jeito que você aperta o botão do despertador pra dormir mais cinco minutinhos, fale pra si mesmo: “só mais cinco”.
Ao quebrar a tarefa “de cinco em cinco”, você vai aguentá-la por mais tempo e, quem sabe, até cumprir o objetivo sem muito sofrimento.
Meditação Instantânea
Às vezes, o que atrapalha é a ansiedade (“Tem muita matéria pra estudar, não vou dar conta!”), ou um problema qualquer que não tem nada a ver com o estudo. Nesses momentos, é importante deixar a mente livre de preocupações para que o tempo de estudo que você separou seja o mais produtivo possível.
Esta técnica de meditação pode ser aplicada em qualquer hora, em qualquer lugar. Vale para quando você precisa se concentrar nos estudos, mas também ajuda a baixar a ansiedade hora da prova.
O passo a passo é muito simples, está explicado num vídeo de mais ou menos cinco minutos e está em inglês, mas tem legendas em português.
ou veja aqui

FONTE: http://canaldoensino.com.br/blog/como-estudar-ensine-seu-cerebro-a-se-concentrar

segunda-feira, 13 de junho de 2016

Novos elementos da tabela periódica recebem propostas de nomes

Os quatro elementos que faltavam para completar a sétima linha horizontal da tabela periódica e que foram anunciados no início deste ano agora receberam nomes.
Imagem reprodução folha.com
São eles nihonium (número atômico 113), moscouvium (115), tennessine (117) e oganesson (118).
Os grupos responsáveis pela descoberta foram convidados a submeter nomes que seguem as regras para batizar os elementos. Esses nomes então foram revisados pela divisão de química inorgânica da Iupac (União Internacional de Química Pura e Aplicada, na sigla em inglês), que recomendou sua aceitação. Depois de um período de consulta pública, os nomes serão aprovados e o resultado será publicado.

O elemento 113 foi batizado de nihonium em homenagem a um dos nomes para o Japão, Nihon (a terra do sol nascente). A descoberta foi feita no país. Já o elemento 115, moscovium, recebeu este nome por causa de Moscou, local do centro de pesquisa nuclear.O elemento 117, tennessine, foi batizado em homenagem ao Tennessee. O nome reconhece a contribuição do Oak Ridge National Laboratory e da Universidade Vanderbilt, que ficam no Estado americano. Já o elemento 118, organesson, homenageia o professor de física nuclear Yuri Oganessian. Ele liderou as pesquisas que levaram à sua descoberta.



FONTE: 
http://m.folha.uol.com.br/ciencia/2016/06/1779580-novos-elementos-da-tabela-periodica-recebem-propostas-de-nomes.shtml

sexta-feira, 10 de junho de 2016

Micróbios “devoradores” de metais pesados

microbios
Imagem da fonte citada abaixo
Encontrar micróbios eficazes para a obtenção de metais, nomeadamente Tungsténio, Telúrio e Gálio, que possam vir a ser utilizados em resíduos mineiros, transformando os resíduos num recurso valioso, é o objectivo do projecto internacional BioCriticalMetals, que junta 28 investigadores e indústria mineira de vários países.
O projecto, que envolve a recolha de micróbios em várias minas de Portugal e Argentina, é lançado na próxima segunda-feira, dia 6 de Junho, em Coimbra, numa reunião a decorrer no Auditório do Edifício Central da Faculdade de Ciências e Tecnologia da Universidade de Coimbra (FCTUC), com a presença de todos os parceiros do consórcio.
Paula Morais, coordenadora do projecto, explica que o BioCriticalMetals foca-se em “encontrar alternativas aos processos químicos de obtenção de metais, desenvolvendo processos “verdes” baseados na actividade biológica, ou seja, utilizar microrganismos eficazes para a captação de metais pesados”.
A investigadora da FCTUC adianta que a equipa de cientistas já identificou um conjunto de micróbios com “potencial, mas queremos recolher e explorar mais espécies, com o objectivo de desenvolver biossensores para detectar e biofiltros para obter/recuperar metais críticos, tema que se enquadra dentro de um dos pilares europeus de desenvolvimento de estratégias alternativas para as matérias-primas”.
Esta abordagem biotecnológica, proposta pela equipa que integra a EDM – Empresa de Desenvolvimento Mineiro, a Beralt Tin e a Geoplano, é “relativamente barata e de simples aplicação” afirma Paula Morais, que descreve ainda como vai decorrer a investigação, com a duração de três anos: “a partir de organismos microbianos recolhidos em resíduos de minas, vamos isolar os que se apresentem com mais interesse, estudar os seus mecanismos genéticos e, se necessário, modifica-los para o desenvolvimento de bioferramentas (micro-mineiros) que serão depois testadas em ambientes diversificados”.
O programa da reunião de lançamento do projecto BioCriticalMetals, também disponível em: http://www.uc.pt/en/org/biocriticalmetals/activities/wokshop
FONTE: http://aurinegra.pt/microbios-devoradores-de-metais-pesados/

segunda-feira, 6 de junho de 2016

Professor está sobrecarregado com tarefas que são dos pais, diz educador

A relação entre família, sociedade e escola é o tema da edição deste ano da Feira Educar Educador, que começa nesta quarta-feira (16/06/2016), no Centro de Exposições Imigrantes, na Zona Sul de São Paulo. O mestre em educação Marcos Meier vai dar a palestra que sintetiza o evento: "Família, sociedade e escola: onde pretendemos chegar?". Para ele, o professor tem sido obrigado a assumir uma tarefa que é relativa aos pais na educação de crianças e adolescentes.
Ao viajar o Brasil dando palestras para professores, o mestre em educação Marcos Meier, que já foi ele mesmo professor de matemática no Paraná, se deparou com uma tendência preocupante a partir dos depoimentos dos docentes. "O professor, que antigamente tinha tempo para ensinar o currículo, hoje tem que gastar 20 minutos corrigindo a indisciplina do aluno, fazendo-o sentar, pegar o caderno... Um monte de coisas da área da educação básica das famílias não está pronta, e o professor precisa dar conta disso", afirmou.
Segundo o especialista, o acesso à informação e tecnologia nos últimos anos tem feito com que as relações se modifiquem e os adolescentes de hoje, vivendo em famílias cada vez mais ocupadas e passando horas excessivas do dia com o telefone, o computador e o videogame, não desenvolva os mecanismos de socialização necessários para o convívio pessoal.
As famílias, para Meier, não devem ser divididas em "estruturadas" e "desestruturadas" por causa de sua formação, já que o aumento no número de divórcios tem criado novas relações. Ele defende o enfoque na funcionalidade da família. "Existem famílias com papai, mamãe e filhos que sãp desfuncionais, porque os pais não dão atenção às crianças, e famílias sem o pai, mas em que a mãe faz um trabalho maravilhoso, ou os avós e tios também ajudam", explicou.
A falta de tempo dos pais, também cada vez mais conectados às tecnologias, faz com que os poucos momentos com os filhos sejam de interação, com brincadeiras, jogos e diversão, e provoca a escassez momentos de intimidade necessários para construir uma relação de qualidade entre eles. O resultado é que as crianças hoje em dia chegam às escolas cada vez mais indisciplinadas, aumentando assim a exigência dos professores para manter a autoridade.
A 19ª Feira Educar/Educador mistura um amplo congresso com educadores com feira de negócios - são mais de 150 empresas expositoras e cerca de 230 palestrantes nacionais e internacionais. A feira vai até sábado (19). Leia a íntegra da entrevista de Meier ao G1.
Feira Educar 2011 (Foto: Divulgação)Feira Educar 2011 (Foto: Divulgação)
Do que se trata o tema geral da Educar 2012?
Eu farei a palestra-tema do evento, "Família, sociedade e escola: onde pretendemos chegar?". A nossa sociedade hoje está sofrendo transformações muito grandes em termos de acesso à informação e tecnologia, que faz com que as relações se modifiquem. Os adolescentes antigamente se reuniam e ficavam horas dançando ou batendo papo, fazendo festas de garagem. Então eles eram obrigados a aprender a lidar com o cara chato, com o sarna, aquele que incomoda. O adolescente tem a característica de corrigir um ao outro, pegar no pé, isso é muito saudável para desenvolver mecanismos de socialização, a pedir com licença, por favor, desculpa.

E qual a diferença hoje?
Com a tecnologia, ele não tem mais a oportunidade do olho no olho, se não gostou de um cara, ele bloqueia no MSN [mensageiro instantâneo], na sala de bate-papo. O adolescente não está mais acostumado a aceitar crítica, ele fica frágil, não suporta as críticas. Isso faz também com que, na escola, o professor que exija um pouco mais é mal visto. O adolescente reclama, acha ruim, não está acostumado a receber esse tipo de cobrança do professor que pega no pé.

Como a família influencia esse comportamento?
A indisciplina tem aumentado bastante justamente por causa do tempo. As crianças estão cada vez menos sob orientação de um adulto. O pai dificilmente tem tempo para ficar com os filhos, a mãe trabalhando fora ainda tem todas as atividades da casa. Então ela tem momentos de interação, mas não tem momentos de intimidade. Tem aquela hora de fazer bagunça, e eles deixam regras de lado, ninguém quer pegar no pé do filho porque são tão poucos minutos para ficarem juntos. Então não tem qualidade essa relação. E esse estilo cada vez mais descomprometido tem efeitos na escola também.

Que efeitos?
As crianças, que deveriam estar aprendendo a ter educação com os pais, acabam chegando na escola totalmente indisciplinadas, batendo e xingando em vez de conversarem. O professor, que antigamente tinha tempo para ensinar o currículo, hoje tem que gastar 20 minutos corrigindo a indisciplina do aluno, fazendo-o sentar, pegar o caderno... Um monte de coisas da área da educação básica das famílias não está pronta, e o professor precisa dar conta disso. De uma aula de 40 ou 50 minutos que poderia estar sendo muito bem aproveitada com conteúdo, 20 minutos com certeza estão sendo jogados no lixo. Isso vai irritando tanto o professor, que depois não tem paciência na hora de explicar o assunto. Ele está sendo exigido além da conta, o professor foi preparado para ensinar currículos escolares, não para dar a educação que a família antigamente ensinava.

A falta de interesse dos alunos na escola também não têm a ver com o abismo de gerações, já que os professores são muito menos adeptos das novas tecnologias?
É bom que professores aprendam a usar as novas tecnologias, mas temos um mito que é o seguinte: a gente acha que o aluno que usa computador e internet está aprendendo mais, mas quando passa um trabalho ou pesquisa para ele, o aluno não sabe filtrar informação na internet, o que aparecer no google eles colocam no trabalho deles. Não viram se era pegadinha, se o site tem autoridade. Eles acham que fizeram a pesquisa por colocar informações numa página, às vezes nem leram com atenção.

Esse é um problema generalizado?
Tem o outro lado, temos sim escolas com nível de educação de primeiro mundo, temos pesquisas na área da educação, da relação professor-aluno, suficientes para poder dar palestra a professores da Europa sobre como dar aula. O problema é que esse conhecimento que as boas escolas têm não chega a todas as escolas. Enquanto algumas escolas do Sul estão discutindo se usam lousa digital de uma ou outra marca, outras estão emendando quadro negro com cartolina porque ele está rachado.

Absorver a tecnologia é inevitável para a escola?
Tem escola hoje que proíbe que professores tenham Facebook porque alunos falam mal do professor e da escola lá. Por outro lado, tem escola incentivando que o professor tenha Facebook, que coloque os alunos como amigos para trocar informações e tirar dúvidas. Você pode usar a tecnologia a favor da aprendizagem ou vê-la como uma ameaça à escola. Mas esse tipo de visão retrógrada vai ter que desaparecer.

O que falta para isso acontecer?
Hoje temos uma problema que é a falta de softwares de qualidade para a escola. Tem software que o aluno dá um clique, vira uma página, dá outro clique, vira outra página. Aquilo nada mais é do que um livro em formato digital, mas o grau de interatividade é zero. Tem que tomar muito cuidado ao levar o aluno para o laboratório de informática. Às vezes é perder tempo com o computador, é melhor pegar um professor apaixonado por aquilo que ensina do que usar um software com baixo grau de interatividade. Isso em psicologia a gente chama de postura passivo-aceitante, é como a criança na frente da televisão, só recebe informação. Tem muito professor que coloca o aluno nessa postura, e também tem muito software que segue o mesmo caminho. A chave é a interação do aluno com o conhecimento. Pode ser no computador, sozinho ou com o professor em sala de aula. Desde que haja espaço para interagir com o conhecimento, é isso que precisa acontecer para o aluno aprender.

FONTE: http://g1.globo.com/educacao/noticia/2012/05/professor-esta-sobrecarregado-com-tarefas-que-sao-dos-pais-diz-educador.html

sexta-feira, 3 de junho de 2016

Jogo Didático Investigativo: Uma Ferramenta para o Ensino de Química Inorgânica

Imagem reprodução

Bruna da Silva
Márcia Regina Cordeiro
Keila Bossolani Kiill

Muitos trabalhos na área educacional destacam a contribuição do uso de jogos para o processo de ensino-aprendizagem. No ensino de química, esses recursos podem constituir ferramentas auxiliares para o professor, uma vez que buscam despertar o interesse dos alunos, promover a interação em sala de aula e facilitar a compreensão de conteúdos tratados nessa disciplina. O presente estudo aborda o desenvolvimento, a avaliação e a aplicação de um jogo didático com caráter investigativo para o ensino de química inorgânica em nível médio, em que os conteúdos da tabela periódica e das funções inorgânicas (ácidos, bases e sais) são trabalhados por meio de casos que requerem dos alunos uma solução. Os dados obtidos acerca da aplicação desse recurso didático em uma turma do 2º ano do ensino médio de uma escola pública da cidade de Alfenas foram analisados, considerando as concepções de Vigotski sobre a aprendizagem e a interação. Os resultados mostraram que o material didático pode auxiliar o processo de ensino-aprendizagem dos alunos e proporcionar o diálogo em sala de aula.

Leia artigo completo aqui: http://qnesc.sbq.org.br/online/qnesc37_1/06-RSA-12-13.pdf

quarta-feira, 1 de junho de 2016

Curso gratuito online de Química Orgânica

A química orgânica, nada mais é do que o estudo dos compostos do carbono, elemento essencial para a vida.
Até as primeiras décadas do século XIX, muitos cientistas acreditavam que oscompostos orgânicos eram obtidos a partir de organismos, como vegetais e animais. Eles acreditavam nisso porque desde a Antiguidade, as civilizações retiravam corantes de plantas para tingir vestimentas ou para preparar bebidas a partir da fermentação de uvas.
Antes de sabermos em que consiste a parte orgânica da química, primeiro vamos saber qual a diferença básica entre a Química Orgânica e a Química Inorgânica. Substâncias presentes nos organismos vivos são chamadas de compostos orgânicos e as presentes no reino mineral são compostos inorgânicos.
Acreditava-se que só era possível sintetizar substancias químicas por meio de organismos vivos, mas logo descobriu-se que era absolutamente viável realizar estas operações em laboratório. Vale lembrar que apesar de todo composto orgânicoterem em sua composição o elemento carbono, nem todos são considerados compostos orgânicos ou de carbono.
No geral, a química orgânica é o ramo da ciência que estuda o comportamento dos compostos do elemento carbono, como o petróleo, bioquímica, medicamentos, plásticos dentre diversos outros.

Videoaulas de Química Orgânica:



FONTE:http://canaldoensino.com.br/blog/curso-gratuito-online-de-quimica-organica#comments

segunda-feira, 30 de maio de 2016

ENSINO DE QUÍMICA: UMA PROPOSTA DIDÁTICA MEDIADA PELAS TICS

imagem de quimicaludicaeliana.blogspot.co

por Marcelo Prado Amaral Rosa, Eliane Maria Balcevicz Grotto
Resumo

A metodologia de pesquisa que orienta este estudo inscreve-se numa abordagem qualitativa de cunho etnográfico. Os instrumentos utlilizados nesse estudo foi a análise de documentos, entrevistas e observação da prática dos professores que trabalham em cinco municípios da região do Médio Alto Uruguai, no estado do Rio Grande do Sul. A pesquisa revela que, apesar de se vivenciar um novo paradigma, a era digital, a realidade atual nas escolas é outra, ou seja, a escola continua primando pela memorização e transmissão deconteúdos. Percebe-se que, apesar de se passarem três décadas de existência de programas que visam à capacitação de professores e a implementação de laboratórios, pouco se avançou ou quase nada, em se tratando de inclusão das novas tecnologias de informação e comunicação no ensino. Historicamente, as mudanças de metodologias, seja no âmbito da Universidade ou da Escola, são lentas. Mas, nesse momento específico, a mudança deve ser mais rápida. Sem dúvida, a formação de professores representa um grande desafio no contexto atual.

Palavras-chave: Ensino, Tecnologia, Química.

sábado, 28 de maio de 2016

Dominar conteúdo é base para ensinar competências (sobre não existir disciplinas no ensino médio)

Especialistas afirmam que investir na formação de professores é a melhor lição que podemos tirar das mudanças na Finlândia
por Fernanda Kalena 

Desde o final de março/2015, quando a Finlândia anunciou o redesenho de seu sistema educacional, que coloca projetos transversais à frente de disciplinas, o debate sobre o espaço que conteúdos e competências devem ocupar na grade escolar está a todo vapor. Para trazer essa discussão ao cenário brasileiro, o Porvir conversou com especialistas em educação para entender quais são as lições e inspirações que podem ser tiradas das mudanças finlandesas.
imagem de www.advicesystem.com.br
Um ponto ressaltado por Marjo Kyllönen, secretária de educação da cidade de Helsinque, foi o preparo dos educadores para lidar com o novo modelo (leia aqui a entrevista completa). E não coincidentemente, a necessidade de reforçar a formação docente aparece como consenso quando se olha para o Brasil.

“Se o professor não souber trabalhar bem na sua disciplina ele não vai conseguir trabalhar com as competências transversais. Isso exige uma formação docente que não se tem aqui”, argumenta a educadora Guiomar Namo de Mello, presidente do Conselho Estadual de Educação de São Paulo. “Por isso que a proposta da Finlândia não elimina as disciplinas, diz que as competências devem ser vistas em cada disciplina de uma forma diferente. É aí que a questão da competência geral se encontra com a específica”, aponta.

A diretora do Cadec (Consultores Associados de Educação), Ana Cristina Canettieri, que frequentemente viaja para conhecer boas práticas de redes de ensino pelo mundo, concorda que a Finlândia só consegue fazer essas mudanças por ter um corpo docente muito bem preparado, uma formação inicial consistente e professores que trabalham com muita autonomia. “As transformações acontecem pois os docentes são muito valorizados e têm um amplo domínio de como ensinar e como se aprende”.


"Quanto mais você conhece a disciplina que leciona, mais sabe os limites e as fronteiras dela com a realidade"


Segundo Guiomar, as competências transversais devem ser desenvolvidas em cada disciplina respeitando as especificidades de cada campo do conhecimento. A educadora ilustra: “Ao pensar em um projeto que aborda a poluição de um rio e suas implicações, por exemplo, o objeto de estudo afeta a cidade, a população e o prefeito. Contém componentes químicos e é influenciado por um conjunto de fatores do entorno, do meio ambiente físico. Esse projeto vai desenvolver conteúdos de geografia, química, história, ciências políticas, todos voltados para diminuir a poluição do rio. Só que a solução em química se expressa de um jeito e em geografia, de outro, mas todas resultam em uma habilidade geral, de resolução de problema”. Para ela, os professores especialistas tem que ter um sólido conhecimento e preparo em suas áreas para se sentirem confiantes em trabalhar de forma interdisciplinar. “A disciplina, nesse caso, é mais importante do que nunca”, ressalta a educadora.

Ao mesmo tempo, aponta que a realidade é multidisciplinar. Para ela, estimular nos alunos as habilidades socioemocionais e desenvolver neles a capacidade de resolver problemas não é um trabalho restrito a uma única disciplina ou a um campo de conhecimento e pode ser viabilizado através do ensino baseado em projetos (PBL). “É disso que se trata a Finlândia. Estão colocando professores para desenvolver um trabalho integrado, pensando na possibilidade dos alunos constituírem um conjunto comum de competências”.


"O primeiro passo para um trabalho colaborativo é garantir o aprendizado dos conceitos básicos"


Mas para isso, a educadora volta ao ponto da necessidade de uma formação inicial docente de qualidade, pois assim além de os educadores estarem mais preparados para formar seus alunos para o século 21, não seriam resistentes a mudança que os beneficiassem. “Quanto mais você conhece a disciplina que leciona, mais sabe os limites e as fronteiras dela com a realidade”, completa.

Já Paula Louzano, doutora em política educacional pela Universidade de Harvard, alerta que a existência ou não de um conjunto de disciplinas não deve ser algo que engessa, que limita a correlação de conteúdos e acarreta uma educação de baixa qualidade. “Isso está mais associado aos métodos de ensino, voltados para a memorização de datas e conceitos do que com a própria existência de disciplinas. Para integrar os conteúdos é preciso ter um sólido conhecimento dele e no Brasil ainda temos dificuldade em ensinar os fundamentos de cada disciplina. O primeiro passo para um trabalho colaborativo é garantir o aprendizado dos conceitos básicos”, diz Louzano.

FONTE: http://porvir.org/dominar-conteudo-e-base-para-ensinar-competencias/