domingo, 14 de maio de 2017

Dicas simples para fixar o conteúdo estudado

Se tem algo pelo qual a maioria dos estudantes passa, é a dificuldade em lembrar tudo o que é lido. Só que isso não precisa ser um problema se forem seguidas estas dicas de estudos simples para fixar o conteúdo estudado.
O que acontece é que não é a quantidade de estudo que fará você passar em uma prova ou concurso público, mas sim a qualidade do seu estudo. Ou seja, é melhor você estudar 1 hora por dia de uma maneira bem eficiente do que estudar o dia inteiro sem absorver nada.
Como muitas pessoas possuem essa dificuldade de fixar o que estudou, separamos este verdadeiro guia para orientar sobre como resolver essa questão de uma vez. A questão “como estudar para concurso?” ou “como estudar para o Enem?” será logo respondida.

4 regras para melhorar a concentração nos estudos

Antes de mais nada, certifique-se de que você está estudando mesmo e não só folheando os livros. Se você não está em um momento, ambiente ideal ou sem foco, mesmo que esteja lendo ou assistindo uma aula, o seu cérebro estará em outro lugar e você não estará nem mesmo recebendo essas informações.
Para isso, você precisa se concentrar nos estudos, então vamos lá:
1 – Ambiente
O ambiente exerce uma influência muito forte no comportamento das pessoas, então prepare o local ideal para os seus estudos.

  • Deve ser bem iluminado, quanto mais claro melhor, se tiver luz solar é melhor ainda.
  • Elimine todos os barulhos e ruídos possíveis, e, se não te incomodar, coloque protetores auriculares nos ouvidos (vendidos baratinhos nas farmácias) ou até mesmo um fone de ouvido.
  • Procure estudar em um local limpo e organizado. Ambiente sujo ou desorganizado, tiram a sua concentração sem que você se dê conta.
  • Lugar ideal para estudar é em uma mesa, escrivaninha ou balcão e ponto final. Nada de sofá ou cama, só em último caso mesmo.

2 – Rotina
Aqui vale aquela máxima de criar uma rotina de estudos para “programar” seu corpo que naquele determinado dia e horário ele vai precisar de concentração.
Um plano de estudos é uma das melhores ferramentas para organizar e disciplinar os estudos. Outra dica é procurar sempre estudar no mesmo local, ou seja, cada vez que você sentar lá, seu cérebro saberá que é hora do estudo e ficará mais focado nisso.
3 – Cérebro
Não adianta nada todas as dicas para estudar se você não está a fim de estudar, então você precisa se convencer disso primeiro. Comece desligando o celular e todas as outras coisas que possam te distrair. Se estiver estudando no computador feche facebook, skype e tudo que possa tirar sua atenção nesse momento.
Sabia que você é seu maior vilão? Na maioria das vezes, se vai estudar pensando que isso é algo chato, seu corpo vai tentar te defender deste mal fazendo com que você boceje e tente de tudo para encerrar esse momento que você não gosta.
Então procure pensar que é algo bom para você, que você vai aprender algo novo, que vai ser muito útil na sua vida e vai te possibilitar alcançar seus sonhos.
Outra sugestão é tentar se desligar das preocupações. Para ajudar, use algum gerenciador de tarefas para definir as prioridades e quando cada coisa deve ser feita. Assim você não vai ter que ficar lembrando que amanhã tem que resolver isto e aquilo, visto que está tudo anotado no gerenciador e ele vai te lembrar o que você deve fazer.
4 – Corpo
  • Cuide da sua saúde. Se você não estiver bem, o melhor a fazer é se cuidar, se recuperar bem e voltar melhor, senão não rende. A saúde vem em primeiro lugar.
  • Fazer exercícios físicos ou uma simples caminhada fazem com que sua circulação sanguínea acelere, te dando mais disposição, mais concentração, menos sono e fadiga na hora em que estiver estudando.
  • Procure estudar na postura correta na cadeira: não pode ser confortável demais porque será um convite para o cochilo e também não pode ser de um modo que te cause desconforto.
  • Alimentação adequada também ajuda e muito na absorção do conteúdo estudado. Procure ingerir alimentos naturais ricos em nutrientes como o fósforo que é muito bom para a memória. Não estude com fome, tenha sempre alguma barrinha de cereal ou até chocolate por perto para dar aquela impulsionada na glicose e, por consequência, mais disposição.
  • Uma boa noite de sono é fundamental.

Se você seguir esses passos, você conseguirá absorver muito melhor o conteúdo estudado, mas ainda não é o suficiente. Confira abaixo.

5 técnicas para memorizar o conteúdo estudado

1 – Resumos
Fazer resumos é de longe a melhor maneira de gravar o conteúdo, pois você recebe a informação e é obrigado a processar essa informação no cérebro para elaborar uma simplificação dessa informação. Dessa forma você compreende primeiro, gera o conhecimento sobre o assunto e repassa isso para outro meio.
Mas não adianta copiar e transcrever alguns trechos inteiros, o que deve ser feito é dar o seu entendimento sobre o assunto. A dica é utilizar mapas mentais, que são, basicamente, resumos em formato de diagramas com desenhos e informações ligadas em tópicos.
2 – Simulados
Testar o cérebro com simulados é outra boa forma de fixar o conteúdo. Intercale exercícios sempre que estiver estudando e seu cérebro entenderá que vai precisar acessar essas informações que estão sendo adquiridas. Então ele vai deixá-las em um lugar fácil de serem acessadas, ou seja, você vai se lembrar do que estudou com mais facilidade.
3 – Associações e Vínculos
Fazer associações e vínculos também é útil para decorar listas, números e assuntos com muitos detalhes que são necessários serem decorados.
Por exemplo:
Quantos membros compõem o Tribunal Superior de Justiça? Resposta: 33.
A sigla do Tribunal Superior de Justiça é TSJ e 33 é a idade de cristo, então você pode associar o TSJ com o J de Jesus e lembrar da idade dele. Assim se cair na prova você irá se lembrar facilmente do número 33.
4 – Acrônimos
Acrônimos são siglas que você inventa para gravar assuntos que não exigem apenas entendimento do assunto, mas também uma decoreba básica. Veja este exemplo:
Os princípios do direito administrativo são Legalidade, Impessoalidade, Moralidade, Publicidade e Eficiência. Além de entender, o estudante tem que decorar mesmo, então, utilizando a técnica dos acrônimos, separe as primeiras letras de cada palavra e perceba como fica mais fácil:
Legalidade
Impessoalidade
Moralidade
Publicidade
Eficiência
L I M P E
É só lembrar do acrônimo LIMPE e fazer a associação depois, fica bem mais fácil decorar a resposta.
5 – Autoexplicação
A autoexplicação é a ação de tirar o cérebro da inércia da leitura e fazê-lo processar as informações estudadas e transformá-las em conhecimento.
Basicamente consiste em explicar pra você mesmo em voz alta aquilo que acabou de entender. Mas, atenção: não é ler em voz alta, é explicar o que acabou de entender, como se tivesse explicando para outra pessoa.

3 mitos sobre memorização


  • Ler várias vezes até gravar: estudos comprovaram que quando se trata de grandes quantidades de conhecimento, apenas ler por ler não funciona. O melhor mesmo é estudar do jeito certo, ao invés de ficar lendo várias vezes sem a concentração ideal e sem as técnicas corretas.
  • Grifar ou sublinhar trechos: mesmo que você volte e releia os termos grifados, não significa que você processou essa informação e gravou na sua memória.
  • Escutar ou ver alguém explicando: na verdade não importa se a informação veio de um livro, videoaula ou pessoalmente, o que importa é como estava o seu nível de concentração e como você processou essas informações.

Transforme seu jeito de estudar e, consequentemente, seu aprendizado com estasdicas para estudar e fixar o conteúdo estudado.
Estamos torcendo por você!

FONTE: http://canaldoensino.com.br/blog/dicas-simples-para-fixar-o-conteudo-estudado

terça-feira, 9 de maio de 2017

Usando mitos da internet como temas para problematização

“No ensino de Ciências, em especial de Química, comumente utiliza-se uma metodologia tradicional, em que prevalece a exposição oral por parte dos professores, com o uso de recursos didáticos limitados, e com pouca ou nenhuma interação com os alunos, ocasionando uma aprendizagem mecânica e sem motivação” (Costa e col., 202).1
Não se pode negar, essa é uma frequente realidade em nossas salas de aula. Mas como inovar e sair do lugar-comum? Que tal uma interessante atividade baseada em desvendar mitos da internet, como o do carro que supostamente andaria 1 mil quilômetros com 1 litro de água?
Assista abaixo ao polêmico vídeo:
O mito, famoso, até já gerou cópias, como o da moto que faria 500 km com 1 litro de água. O compartilhamento desses mitos nas redes sociais, como se fossem verdadeiros, evidencia uma característica preocupante: o alto índice de analfabetismo científico na população brasileira, até mesmo nas camadas mais instruídas. No entanto, esse vídeo configura um excelente tema para o uso da Metodologia da Problematização. Para tal, segundo Berbel (1998), deve-se preparar uma atividade em cinco passos:







1) Observação da Realidade

Os alunos devem analisar o fato, registrar suas observações e elaborar algumas questões prévias. Exemplo: A água pode realmente funcionar como combustível? De que modo?

2) Identificação dos pontos-chave

Uma discussão em grupo deve ser orientada de modo que os alunos identifiquem as perguntas cruciais para as quais deverão propor respostas. Exemplos: Por que ninguém descobriu isso antes? A eletrólise de um litro de água pode realmente gerar energia para uma moto percorrer 500 km?
“Neste momento os alunos, com as informações que dispõem, passam a perceber que os problemas de ordem social […] são complexos e geralmente multideterminados” (Berbel, 1998).

3) Teorização

Momento da investigação, em que os alunos consultam fontes de informação sobre o problema. O professor pode e deve auxiliar na escolha de fontes confiáveis. Importante: note que nessa atividade os professores deixam de ser os fornecedores de conhecimento e os estudantes deixam de desempenhar papeis passivos de meros receptores de informação.

4) Hipóteses de Solução

A investigação deve abastecer os alunos de maneira que eles elaborem uma argumentação consistente para suas conclusões. Observe que, naturalmente, haverá um envolvimento com tópicos essenciais de fundamentos da Química.
Imagem reprodução do site
Note que não se espera que os alunos cheguem a respostas “corretas”, mas que levantem hipóteses; eles devem expressar livremente suas ideias e hipóteses de solução com base em conhecimentos anteriores e em novos saberes agregados em sua investigação. Nessa proposta, o professor deve atuar como mediador da discussão, configurando-se um trabalho colaborativo entre o professor e o estudante e entre os próprios estudantes.

5) Aplicação à Realidade

“Do meio observaram os problemas e para o meio levarão uma resposta de seus estudos, visando transformá-lo em algum grau”(Berbel, 1998). Uma possibilidade para tal, seria a criação de um blog em que os alunos registrassem seus argumentos derrubando o mito. Assim, os estudantes são confrontados com seu papel de cidadão frente à modificação da realidade social, em especial daquela à sua volta.
Em uma atividade como essa se tem muito a ganhar:
(1) um natural aumento na motivação do aluno, que sai da passividade da aula expositiva, colocando-o em posição de protagonismo;
(2) desenvolvimento de espírito crítico frente a situações reais, verdadeiramente próximas de seu cotidiano.
Agora é com você: escolha um mito (são muitos!) e mãos à obra!

Escrito pelos autores Emiliano Chemello e Luís Fernando Pereira. Ambos são coautores, juntamente com Alberto Ciscato, da coleção QUÍMICA, da Editora Moderna.

FONTE:

quinta-feira, 4 de maio de 2017

QUÍMICA INOVADORA: METODOLOGIAS PARA UM ENSINO LÚDICO

Resultado de imagem para QUÍMICA INOVADORA: METODOLOGIAS PARA UM ENSINO LÚDICO
imagem de Química Lúdic

Alessandra Caroline Macedo, Marcos Felipe Detanico, Ariane dos Santos Macedo

Resumo


Este trabalho em andamento vinculado à linha de pesquisa: educação, cultura e políticas publicas, tem como objetivo analisar a eficácia dos métodos inovadores, onde servem como forma de auxiliar os alunos para que possam sair da monotonia do giz e da lousa e terem um melhor desempenho na disciplina e assim desconstruir os pré-conceitos por parte dos alunos, já que metodologias lúdicas são ferramentas importantes no ensino e aprendizagem de química.As disciplinas que corresponde a área das exatas, principalmente a química não é uma disciplina bem vista pelos alunos do ensino médio, a partir de pesquisas, bem como a partir de observações empíricas os quais definem a mesma como uma disciplina monótona e maçante, isso acaba sendo verdade na grande maioria das instituições básicas brasileiras, principalmente nas que não dispõem de muitos recursos físicos e tecnológicos, porém o principal responsável é o professor segundo observações empíricas, que muitas vezes já cansado e desanimado pela falta de motivação de seus alunos e de sua situação acaba corrompendo seu propósito de inovar e começa a transferir o conhecimento como depósitos em educação bancaria segundo Paulo Freire descreve no livro a pedagogia do oprimido..O lúdico é uma importante ferramenta de trabalho. Nossos instrumentos de pesquisa e coleta de dados terão embasamento nas teorias e conceitos de grandes revolucionários da educação, como por exemplo: Freire, Piaget, Vigotsky, Decroly,Elkonin, Huizinga e Freinet, proposta curricular de Santa Catarina entre outros onde mostram a importância que os métodos lúdicos proporcionam à educação, pois nos momentos de maior descontração e desinibição, facilitando a aprendizagem. O mediador, no caso do professor, deve oferecer possibilidades na construção do conhecimento, respeitando as diversas singularidades. Essas atividades oportunizam a interlocução de saberes, a socialização e o desenvolvimento pessoal, social, e cognitivo quando bem exploradas.É necessário, entretanto, ressaltar que este estudo tinha por objetivo de avaliar se as técnicas e metodologias para o ensino de química são eficazes levando em consideração a percepção que os alunos tem em relação a disciplina de química, além de entender a os métodos de ensino pela perspectiva dos dissentes de escola púbica, não tendo sido objetivo do estudo generalizar os resultados para todas as condições de instituições escolares e docentes.No que tange ao referencial teórico e metodológico da pesquisa se classifica como qualitativa, exploratória onde propomos desencadear um processo em relação às metodologias do ensino de química através de uma pesquisa bibliográfica, estudo de caso, saída a campo e analises de dados onde. A analise de dados será realizadaa partir de uma concepção histórica critica junto com proporções estatísticas encima do referencial teórico e os dados obtidos.Decidimos seguir este projeto de pesquisa para provar que mesmo com poucos recursos, os docentes têm condições de fornecer uma aula lúdica e atrativa para seus alunos.Nesse sentido, a comprovação dos métodos de ensino e aprendizagem ainda é um campo fértil de investigação e merece atenção por parte dos pesquisadores.



FONTE: http://revista.uniplac.net/ojs/index.php/uniplac/article/view/2357

quinta-feira, 13 de abril de 2017

YouTube/Edu, um canal dedicado a vídeos educacionais

Imagem reprodução
Se você estiver fazendo uma pesquisa para um projeto, precisando de ajuda em sua tarefa escolar ou apenas querendo aprender algo novo, aqui é o seu lugar!
Se você é professor, no YouTube Edu você poderá submeter suas videoaulas para publicação, ou ainda escolher outras aulas para utilizar com seus alunos! O projeto é uma parceria entre a Fundação Lemann e o Google, para a criação de uma página exclusiva do YouTube, na qual professores, gestores e alunos podem encontrar conteúdos educacionais gratuitos e de qualidade, em Português. A curadoria dos vídeos foi feita por professores especialistas e altamente capacitados, selecionados pelo Sistema de Ensino Poliedro e coordenados pela Fundação Lemann. Os conteúdos disponíveis são voltados para os níveis de Ensino Fundamental e Ensino Médio, englobando as disciplinas: Língua Portuguesa, Matemática, Ciências (Química, Física e Biologia), História, Geografia, Língua Espanhola e Língua Inglesa.


domingo, 9 de abril de 2017

Medicina Nuclear e Química ( Mapeamento por Cobalto 60)

Nas Imagens abaixo, vemos o mapeamento do Cérebro pelo Cobalto 60, a sua detecção de coágulos residuais e sendo em paciente acometido para A.V.C parcial, em nível médio geral.

A Ação da Meia Vida em este Radiosótopo, será em para 12h, através de injeção endovenosa. Os ângulos dos lóbulos serão vistos em ordem nas formas frontal, lateral e longitudinal, como vemos nestas imagens.

imagem do facebook (para gostar de química)

Desejando saber um pouco mais, clique no link abaixo:

A História da Neuroimagem

quinta-feira, 6 de abril de 2017

O Diagrama de Pauling sempre é válido? Conheça o Digrama de Rich-Suter

O Diagrama de Pauling sempre é válido? Conheça o Digrama de Rich-Suter
imagem de universidadedaquimica.com.br

Um belo padrão

Todo aluno de química utiliza o velho e bom Diagrama de Pauling para realizar a distribuição eletrônica dos elementos. Esse Diagrama, que o próprio Linus Pauling nunca reclamou a autoria, é uma forma simples e rápida de determinar a estrutura eletrônica dos átomos, no entanto, muitos o utilizam mesmo sem saber sua origem ,ou seu significado. Alguns acham que o Diagrama é uma consequência direta do modelo atômico de Bohr, o que é um grande equívoco, uma vez que o belo e fantástico Modelo de Bohr (porém falho) não compreende o conceito de orbitais. E o Diagrama de Pauling nada mais é do que um fila de energia dos orbitais, onde o de mais baixa energia é o orbital 1s, seguindo pelo 2s, 2p, 3s e assim por diante. A construção do diagrama tem uma origem híbrida, baseada tanto na teoria quanto dos resultados experimentais. Seu fundamento pela teoria está em sua própria estrutura, porque o que simplesmente representamos como 1s, 4p, 5d … nada mais são do que funções matemática advindas da mecânica quântica. Os resultados experimentais orientam a ordem energética, pois indica claramente que orbitais do mesmo nível, como 2s e 2p, não possuem a mesma energia (no caso das funções de onda do hidrogênio, onde a mecânica quântica é exata, esses orbitais tem a mesma energia); mostra que o orbital 4s tem energia inferior ao 3d, além de outros casos análogos (conclusão fundamentada por resultados experimentais); omite de orbitais teoricamente existentes, porém sem observação experimental como o 5g, 6h, e outros.
Não restam dúvidas sobre a praticidade, e a aplicabilidade desse diagrama. Sua importância é tamanha que, em qualquer nível de ensino de química, do médio à pós-graduação, seja nas aulas expositivas, seja em livros acadêmicos, ele ainda é utilizado. No entanto, deve ser utilizado com cautela. Por que? Nós utilizamos, e ensinamos, esse diagrama como uma referência a qual todos os elementos devem seguir. Mas será que a natureza, assumindo que o orbitais de fato existem, seria tão obediente e previsível assim? TODOS os mais de 110 elementos que conhecemos, sendo natural ou artificial, iria obedecer esse padrão? É razoável que não … os elementos artificiais, mais pesados, com tempo de vida curto, dificilmente obedeceria alguma regra. Mas … os mais comuns, os elementos do dia-a-dia, devem obedecer. Será mesmo?

Cromo, cobre e seus familiares

Podemos dar uma olhada em dois elementos muito comuns, o cobre e o cromo, que simplesmente não obedecem o Diagrama. Abaixo temos a configuração eletrônica teórica, ou seja, a prevista seguindo o diagrama, e a real, de acordo com os dados experimentais.
imagem de universidadedaquimica.com.br
Esse é um caso bem conhecido, e a resposta padrão para ele é dizer que:
Como os orbitais d são degenerados, o ideal é que todos tenham o mesmo preenchimento, seja parcialmente preenchido, seja totalmente preenchido, a para isso, existe a transferência interna de um elétron do orbital s para o orbital d
De fato, se os orbitais d têm a mesma energia, então como podemos ter quatro orbitais parcialmente preenchidos, e um “vazio”, e os cinco serem idênticos do ponto de vista energético? Por isso gerar um “desiquilíbrio energético”, parece que a natureza seguiu uma distribuição mais simétrica no caso do cobre e do cromo. Até que essa explicação funciona bem, porque o mesmo é observado para o  molibdênio, que é um “parente” do cromo, e para a prata e o ouro, que são análogos ao cobre. Normalmente vai até ai nossa explicação sobre distribuição eletrônica. Falamos que o Diagrama de Pauling é o modelo perfeito, mas devido a essas “circunstâncias energéticas”, a família do cobre e a família do cromo não o obedecem. Mas nem todos os membros de uma família segue a tradição! Quando olhamos para a configuração eletrônica do tungstênio, que deveria seguir o padrão do cromo e do molibdênio, percebemos que ele segue a distribuição tradicional de Pauling. E ai?

São muitos os rebeldes!


Como explicamos o caso do obediente tungstênio? … Quando olhamos com um pouco mais de atenção observamos que outros elementos não obedecem ao Diagrama, e nem tem sua configuração eletrônica contemplada pela mesma explicação do caso do Cr e do Cu. Vejam os casos abaixo.

tabela2
imagem de universidadedaquimica.com.br
Viram? Nióbio, rutênio, ródio, paládio, platina, além de uma grande número de lantanídeos e actinídeos (não mostrados) desobedecem abertamente o Diagrama de Pauling!!! Serão todos esses elementos exceções? Quando explicamos isso em sala de aula chamamos atenção a esses casos? Ou varremos para baixo do tapete, não os mencionamos, e torcemos para que nenhum aluno pergunte sobre eles? Quando perguntam, falamos simplesmente que são exceções?


Não, esses casos não são exceções! Essa é a realidade! O bom Diagrama funciona bem para uma série de elementos, em especial, os representativos, mas falha ao descrever a estrutura eletrônica de vários metais. A natureza nunca foi tão obediente mesmo … mas não é por isso que o Diagrama não tenha o seu mérito. Mas ai? Só isso? O Diagrama de Pauling não funciona para esses elementos e não tem nenhuma explicação para essas observações?

Do Facebook ao Diagrama de de Rich-Suter
Como a maioria dos meus colegas de profissão, eu passava por cima desses casos ... até que em uma discussão num grupo de professores de química no Facebook, um colega perguntou como explicávamos esses casos. Vários, incluindo eu, deram suas opiniões sobre isso - nada muito diferente do que está descrito até agora nesse post. Mas outro colega, que eu infelizmente não lembro o nome, sugeriu olharmos para o Diagrama de Rich-Suter.
Até o momento, eu nunca havia ouvido falar nesse diagrama, e decidi procurar na literatura. Para o meu espanto, achei um artigo da Química Nova, escrito por professores da UFRJ (dois deles eu conheço pessoalmente), onde faziam a apresentação desse diagrama como uma "alternativa elegante" para explicarmos os casos onde o Diagrama de Pauling falha, e ao mesmo tempo criticavam como essa ferramenta sequer é citada nos livros mais comuns de Química Inorgânica!
Após ler esse artigo procurei o artigo original do Rich e do Suter, mas não tive acesso. É um artigo do Journal Chemical Education, de 1988, mas infelizmente a Capes não assina esse valioso periódico. Mas pelo artigo da Química Nova deu para entender como funciona esse diagrama, e é isso que eu tentarei explicar agora.

Entendendo o Diagrama de Rich-Suter

Hoje, e já há algum tempo, temos métodos computacionais para resolver, com aproximações, a função de onda de Schrödinger para átomos polieletrônicos. Esses métodos nos fornecem, dentre outras coisas, a energia dos orbitais atômicos. O que o Rich e o Suter fizeram foi aplicar um desses métodos (não sei qual porque não consegui acesso ao artigo original) a cada um dos elementos das séries de transição, e avaliar a energia dos orbitais ns (n-1)d (no caso da primeira série seria 4s3d, da segunda 5s4d, e da terceira 6s5d). Os resultados obtidos nesses casos são mais confiáveis que a série Energética de Pauling, e se tivessem uma versão hoje, seriam ainda mais confiáveis. A principal característica desses diagramas é que a energia dos elétrons de spin α e spin β, com a mesma parte espacial da função de onda, não é a mesma. Isso significa que os dois elétrons do orbital 4s, por exemplo, por terem momento angular de spin diferentes, apresentam energia diferente. Isso pode soar um pouco estranho, mas quem conhece o mundo da Modelagem Molecular sabe que esse é uma forma padrão dos softwares resolverem as Funções de Onda. São os chamados métodos irrestritos, e são bem aceitos pela comunidade acadêmica especializada na área.
Tá, mas... e ai? Como esse diagrama desconhecido resolve o problema do bom e velho Diagrama de Pauling?
Abaixo temos uma figura adaptada do digrama de Rich-Suter para a primeira e a segunda série de transição.
rich-suter
imagem de universidadedaquimica.com.br
A curvas avermelhadas representam a energia dos orbitais s, enquanto que as curvas azuladas se indicam a energia dos orbitais d. Na verdade, cada curva dessas é um interpolação de pontos, que representam a energia de cada orbital. No eixo x tem-se a carga nuclear. Percebam que em todos os casos a energia dos orbitais diminuem com o aumento da carga nuclear, afinal esses ficam mais próximos do núcleo, e portanto mais estabilizados. Entretanto, a taxa com que os orbitais d se estabilizam é maior do que os orbitais s. Uma forma racional de se entender isso é que, os orbitais d, para qualquer série de transição, estão mais próximos do núcleo do que os orbitais s representados, e portanto eles sofrem maior influência com o aumento da carga nuclear. Na verdade, ai reside o segredo do Diagrama de Rich-Suter. Para cada átomo a energia dos orbitais d e s são diferentes, às vezes seguem a sequência de Pauling, e isso acontece com o primeiros elementos de cada série, às vezes o comportamento é completamente oposto (tudo isso obtido pelos cálculos quânticos computacionais). Na hora de fazermos a distribuição eletrônica, devemos primeiro adicionar os elétrons nos orbitais de mais baixa energia, de acordo com o digrama, para então adicionar nos de mais alta energia (seguindo o princípio de AufBau). Antes de fazermos alguns exemplos, tenho de chamar atenção a um detalhe importante. Um orbital 4sα só pode representar um elétron, porque no 4s temos apenas um elétron com spin α (o mesmo vale para o 4sβ). No entanto, um 3dα representa 5 elétrons degenerados, pois em cada subnível d temos até 5 elétrons com spin α, e os outros 5, se for o caso, serão de spin β. Dito isto, vamos pegar três exemplos, o vanádio, que obedece Pauling, o cobre que não obedece, mas sabemos explicar, e o rutênio que é um dos casos críticos.
Entre os orbitais s e d, o vanádio tem 5 elétrons. O orbital de mais baixa energia é um 4sα, seguido de um 4sβ. Esses dois elétrons representam a configuração 4s2. Sobram 3 elétrons que serão alocados no próximo orbital de mais baixa energia que é o 3dα. Isso leva à configuração 4s23d3, seguindo o diagrama.
No caso do cobre, com 11 elétrons no total, a posição relativa dos orbitais está mudada. A carga nuclear sobre os elétrons é tão forte que provoca esse reordenamento dos orbitais. Então ... vamos lá. Ficam 5 elétrons no 3dα, que é o mais estável. O próximo orbital é o 4sα, que fica com um elétrons. Os 5 elétrons restantes vão para o próximo orbital na fila de energia, que é o 3dβ. A configuração do cobre tem portanto, 10 elétrons no orbital 3d e apenas 1 no 4s, como havíamos concluído com a explicação do "desequilíbrio energético".  Mas será que o diagrama é capaz de explicar os demais átomos? Vamos ao rutênio então.
O rutênio tem 8 elétrons, e possui a distribuição dita "anômala". Pelo diagrama de Pauling sua configuração seria 5s24d6, mas sua configuração real é 5s14d7 (e neste caso, não vale a explicação dada ao cromo e ao cobre). Dos 8 elétrons, 5 já ficam no 4dα, seguido de 1 elétron no 5sα. Os dois elétrons restantes vão para o 4dβ. Pelo diagrama de Rich-Suter a configuração é 5s14d7, idêntica à experimental. Legal, não é?
Vale ressaltar que o diagrama falha em prever a configuração de vários elementos do bloco f. Isso se deve ao método quântico utilizado não ser muito adequado para prever a energia desses orbitais. Mas isso não é de admirar. Hoje, em 2015, ainda não temos um método quântico computacional tão bom assim, imagina em 1988?
Mas ai? Teremos coragem de falar desse Diagrama em nossas aulas, em especial na Graduação? No Ensino Médio também é válido, mesmo sabendo que os alunos não tem base para isso. É melhor eles saberem que tem uma resposta, mas que no momento não saberiam compreendê-la, do que jogar no grande saco das "exceções". É uma pena que uma ferramenta versátil como essa não esteja nos livros mais comuns. Mas como professores não devemos ficar presos apenas aos livros. Devemos ler artigos, procurar na literatura, ver o que tem sido feito de novo. Queremos essa independência de nossos alunos, logo devemos ser o exemplo para eles!!!

Quem ver mais exemplos? Podem assistir o vídeo abaixo, que é a estreia do quadro FilosoQuímica. 
FONTE: http://universidadedaquimica.com.br/artigos/diagrama-pauling-rich-suter/

segunda-feira, 3 de abril de 2017

A origem do “Diagrama de Linus Pauling”

Estado Fundamental
por Ricardo Calçada
Quando cheguei na universidade e comecei a ler os livros de química de outros países, fiquei muito surpreso, pois nunca encontrava nosso famoso Diagrama de Linus Pauling. Quando encontrei o livro General Chemistry – Linus Pauling, pensei, agora acho o diagrama: nada! Nem uma linha. Continuei a procura e, no máximo, encontrava em outros livros alguns esquemas semelhantes, porém invertidos: as setas do diagrama eram pra cima e não pra baixo como fomos acostumados. Ao conversar com os professores na universidade eles confirmavam: o diagrama não é do Pauling. E até hoje, os livros de outros países citam o diagrama como um “mnemônico” para não precisar decorar a famosa sequência:
1s 2s 2p 3s 3p 4s 3d 4p 5s 4d e por aí vai…..

Essa sequência pode ser obtida somando os números quânticos n e l e aplicando uma regrinha, mas o diagrama é muito, muito mais fácil. Consultando livros brasileiros muito antigos, encontramos esse diagrama e o método é descrito como processo das diagonais, mas os livros não citam a fonte.

Depois de muito consultar encontrei o diagrama em livros antigos de química inorgânica, e um deles (Moeller) cita a fonte: Journal Of Chemical Education (JCE), 1947, veja a foto abaixo:
PAO_FAN


Essa é a origem de nosso diagrama, devia se chamar Diagrama de PAO-FANG YI.
Na edição seguinte, o JCE recebe uma carta de L.M.Simmons, criticando o diagrama, e mostrando uma adaptação para um diagrama já publicado em uma revista de física, veja abaixo:
LMSimmons


Como pudemos ver, fora do Brasil, aqueles que conheciam o diagrama mas não lembravam da origem, não inventaram um nome para ele. Já aqui, disseminou-se o uso de Diagrama de Linus Pauling. Não descobri quem começou esse uso, o fato é que isso foi copiado e ainda hoje é usado, até em questões de vestibulares.
Como gosto muito de história (segundo autor desse texto), não vou usar o nome Diagrama de Linus Pauling. Porém, chamar de diagrama de PAO-FANG YI não vai ajudar ninguém, não é mesmo? Mais um nome para vocês memorizarem e que não ajuda nada (talvez por isso inventaram essa mentira, que de tanto ser contada…..).
É isso...

PS.: A internet é uma ferramenta mágica. Assistam o vídeo abaixo.

Ele mostra o Linus Pauling dando uma aula (uma graça, de terno e gravata, super elegante e incrivelmente claro em suas explicações). Reparem que ele não usava o tal diagrama. Claro, ele sabia a sequência de cor né?


FONTE: https://estadofundamental.wordpress.com/2013/03/15/a-origem-do-diagrama-de-linus-pauling/

sábado, 1 de abril de 2017

Atividades Lúdicas no Ensino de Química para Autistas

Brenda Maria Pessoa de Carvalho Silva
Dino Benevides de Souza Neto
Maria Lauriana da Silva
*Rafaell Pereira de Albuquerque 
albuquerquerafaell10@gmail.com 


Este trabalho é uma proposta de material didático cujo objetivo é facilitar a aprendizagem de química para os portadores de autismo. Procura-se valorizar o aspecto lúdico da aprendizagem, utilizando o tema estruturante Química e Hidrosfera (BRASIL, 2000), o qual comporta unidades temáticas relacionadas à química da água.

FONTE:
http://www.eneq2016.ufsc.br/anais/resumos/R1720-1.pdf