terça-feira, 15 de novembro de 2016

A INCAPACIDADE DE PARAR É UMA FORMA DE DEPRESSÃO: OS DOMINGOS PRECISAM DE FERIADOS

vidaocupada
imagem de https://psicologiaacessivel.net
Não é comum ver a aceleração psicológica do mundo, ou melhor dizendo, das pessoas que fazem o mundo, como algo depressivo, mas o rabino brasileiro Nilton Bonder vê. Num texto intitulado “Os domingos precisam de feriados”, Bonder faz uma importante reflexão sobre a pausa, mostrando como ela faz parte da natureza – “a noite é pausa, o inverno é pausa, (…)” – e como pressupostos da cultura vigente que valoriza a aceleração e ocupação do tempo (como a conhecida crença: “quem tem tempo não é sério, quem não tem tempo é importante”) estão aloprando as pessoas e a vida que há nelas.
“Cuidado com a esterilidade de uma vida ocupada demais”, diz uma frase atribuída a Sócrates que circula no “território livre da Internet”. Bonder diz que, para o mundo (ou melhor, e de novo, para as pessoas que fazem o mundo, ou seja,nós), “funcionar 24 horas por dia parece não ser suficiente”, e observa que isso se estende para além dos dias chamados “úteis”, percebendo que “a pergunta que as pessoas se fazem no descanso é ‘o que vamos fazer hoje?’ – já marcada pela ansiedade“.
A pausa, de certa maneira, não é só um mero intervalo entre ocupações (apesar de ser isso também), mas um resgate do momento real e uma cura da escravidão inconsciente ao tempo psicológico. “Toda negatividade é causada pelo acúmulo de tempo psicológico e pela negação do presente”, diz o autor Eckhart Tolle no seu clássico livroO Poder do Agora. “Desconforto, ansiedade, tensão, estresse, preocupação – todas formas de medo – são causados por muito futuro, e presença insuficiente. Culpa, arrependimento, ressentimento, tristeza e amargura, são todas formas de não-perdão causadas por tempo passado demais, e presença insuficiente”.
Bonder diz que “A prática espiritual deste milênio será viver as pausas”. Tolle certamente diria que é viver em presença.
Leia o texto de Nilton Bonder: “Os domingos precisam de feriados”
Toda sexta-feira à noite começa o shabat para a tradição judaica. Shabat é o conceito que propõe descanso ao final do ciclo semanal de produção, inspirado no descanso divino, no sétimo dia da Criação. Muito além de uma proposta trabalhista, entendemos a pausa como fundamental para a saúde de tudo o que é vivo. A noite é pausa, o inverno é pausa, mesmo a morte é pausa. Onde não há pausa, a vida lentamente se extingue.
Para um mundo no qual funcionar 24 horas por dia parece não ser suficiente, onde o meio ambiente e a terra imploram por uma folga, onde nós mesmos não suportamos mais a falta de tempo, descansar se torna uma necessidade do planeta. Hoje, o tempo de ‘pausa’ é preenchido por diversão e alienação. Lazer não é feito de descanso, mas de ocupações ‘para não nos ocuparmos’. A própria palavra entretenimento indica o desejo de não parar. E a incapacidade de parar é uma forma de depressão. O mundo está deprimido e a indústria do entretenimento cresce nessas condições. Nossas cidades se parecem cada vez mais com a Disneylândia. Longas filas para aproveitar experiências pouco interativas. Fim de dia com gosto de vazio. Um divertido que não é nem bom nem ruim. Dia pronto para ser esquecido, não fossem as fotos e a memória de uma expectativa frustrada que ninguém revela para não dar o gostinho ao próximo.
Entramos no milênio num mundo que é um grande shopping. A Internet e a televisão não dormem. Não há mais insônia solitária; solitário é quem dorme. As bolsas do Ocidente e do Oriente se revezam fazendo do ganhar e perder, das informações e dos rumores, atividade incessante. A CNN inventou um tempo linear que só pode parar no fim. Mas as paradas estão por toda a caminhada e por todo o processo. Sem acostamento, a vida parece fluir mais rápida e eficiente, mas ao custo fóbico de uma paisagem que passa. O futuro é tão rápido que se confunde com o presente. As montanhas estão com olheiras, os rios precisam de um bom banho, as cidades de uma cochilada, o mar de umas férias, o domingo de um feriado.
Nossos namorados querem ‘ficar’, trocando o ‘ser’ pelo ‘estar’. Saímos da escravidão do século XIX para o leasing do século XXI – um dia seremos nossos? Quem tem tempo não é sério, quem não tem tempo é importante. Nunca fizemos tanto e realizamos tão pouco. Nunca tantos fizeram tanto por tão poucos.
Parar não é interromper. Muitas vezes continuar é que é uma interrupção. O dia de não trabalhar não é o dia de se distrair – literalmente, ficar desatento. É um dia de atenção, de ser atencioso consigo e com sua vida. A pergunta que as pessoas se fazem no descanso é ‘o que vamos fazer hoje?’ – já marcada pela ansiedade. E sonhamos com uma longevidade de 120 anos, quando não sabemos o que fazer numa tarde de domingo.
Quem ganha tempo, por definição, perde. Quem mata tempo, fere-se mortalmente. É este o grande ‘radical livre’ que envelhece nossa alegria – o sonho de fazer do tempo uma mercadoria. Em tempos de novo milênio, vamos resgatar coisas que são milenares. A pausa é que traz a surpresa e não o que vem depois. A pausa é que dá sentido à caminhada. A prática espiritual deste milênio será viver as pausas. Não haverá maior sábio do que aquele que souber quando algo terminou e quando algo vai começar. Afinal, por que o Criador descansou? Talvez porque, mais difícil do que iniciar um processo do nada, seja dá-lo como concluído.
Compartilhado por Victor Stirnimann (Fonte)
FONTE: https://psicologiaacessivel.net/2016/10/21/a-incapacidade-de-parar-e-uma-forma-de-depressao-os-domingos-precisam-de-feriados/

sexta-feira, 11 de novembro de 2016

Tecnologias transformam o chorume, resíduo tóxico do lixo, em água limpa

Por dia, 130 mil litros de chorume viram água e adubo em aterro do ES.
No RJ, empresa economiza R$ 300 mil em dois meses com tratamento.


As tecnologias de proteção e de recuperação do meio ambiente têm conseguido resultados revolucionários no Brasil e no mundo.  O chorume, aquele líquido resultante da decomposição do lixo, já pode ser transformado em água pura.
A maior parte do lixo gerado no Brasil é matéria orgânica, principalmente restos de comida. A decomposição desses resíduos provoca o aparecimento do chorume, o suco do lixo, um líquido escuro, tóxico, que pode contaminar as águas subterrâneas. Na maioria dos aterros do país, não há tratamento adequado para o chorume.
“Não é possível que a gente continue levando o chorume para estações de tratamento de esgoto que não tratam chorume. Diluem apenas”, comenta o engenheiro civil Walter Plácido.
Uma das exceções é o aterro de Cariacica, no Espírito Santo. Lá, uma tecnologia totalmente brasileira transforma 130 mil litros de chorume por dia em água tratada e adubo.
“95% do chorume vira água e os outros 5% são transformados em resíduo, na forma de um lodo sólido, sendo que este resíduo pode ser utilizado em processos de compostagem para que sejam transformados em adubo orgânico”, explica o empresário Poy Ramos Carneiro.
Em São Gonçalo, na Região Metropolitana do Rio, o tratamento do chorume é ainda mais sofisticado. Sai mais barato tratar o chorume por essa tecnologia alemã do que levar o material para tratamento em uma estação de esgoto.  
O chorume recolhido do aterro é bombeado para uma miniestação de tratamento que cabe em um contêiner. Equipamentos de última geração filtram o chorume. Micro membranas só deixam passar as moléculas de água. O resultado do processo é impressionante. É água pura, destilada. O que era problema virou solução. Uma economia de R$ 300 mil em apenas dois meses.
“Eu acho que é um primeiro passo para que o país evolua no tratamento do chorume para todos os aterros”, diz Milton Pilão Junior, executivo da empresa de tratamento de resíduos.
O desafio agora é descobrir o que fazer com 80 mil litros de água destilada por dia.
“Os usos mais nobres desta água deveriam ser usos industriais. Indústrias que têm necessidade de água com alto padrão de desmineralização, alto padrão de destilação”, aponta o engenheiro Walter Plácido.
Por enquanto, a água destilada está sendo usada para baixar a poeira dentro do próprio aterro. Um banho de luxo, até que novos negócios transformem essa água em uma fonte de receita para quem cuida do lixo.
FONTE: http://g1.globo.com/jornal-nacional/noticia/2014/08/tecnologias-transformam-o-chorume-residuo-toxico-do-lixo-em-agua-limpa.html

segunda-feira, 7 de novembro de 2016

Prêmio Nobel de Química de 2016 vai para...

Nobel de Química vai para trio pela criação de máquinas moleculares
imagem reprodução - Foto: Jonathan Nackstrand / AFP
O prêmio Nobel de Química de 2016 foi para os cientistas Jean-Pierre Sauvage, Sir J. Fraser Stoddart e Bernard L. Feringa pelo desenvolvimento de máquinas moleculares. O prêmio foi anunciado nesta quarta-feira (5) na Suécia.

Os cientistas desenvolveram moléculas com movimentos controlados que podem realizar tarefas com a adição de energia, uma grande evolução no campo da nanotecnologia.

"Esse prêmio é sobre as menores máquinas do mundo", disse Goran K. Hansson, secretário-geral da Academia Real de Ciências da Suécia, ao anunciar o prêmio. As máquinas moleculares são estruturas tão pequenas que um fio de cabelo tem uma espessura cerca de mil vezes maior do que elas.

Segundo a Academia Real de Ciências da Suécia, que concedeu o prêmio ao trio, em termos de desenvolvimento, o motor molecular está no mesmo estágio que o motor elétrico estava nos anos 1830, quando os cientistas exibiam várias rodas e manivelas rodando, sem saber que elas levariam ao desenvolvimento de trens elétricos e outros equipamentos que se tornaram essenciais na atualidade.
"Máquinas moleculares vão provavelmente ser usadas no desenvolvimento novos materiais, sensores e sistemas de armazenamento de energia", afirmou a instituição em comunicado.

A evolução das máquinas moleculares
Quem deu o primeiro passo no desenvolvimento das máquinas moleculares foi Sauvage, quando conseguiu, em 1983, ligar duas moléculas em forma de anel de modo a formar uma corrente. Normalmente, as moléculas se ligam umas às outras por ligações químicas, em que seus átomos compartilham elétrons. Na corrente desenvolvida por Sauvage, a ligação entre as moléculas passou a ser mecânica, mais livre do que a ligação química. Essa é uma característica essencial para que uma máquina consiga realizar tarefas: ter partes que possam se mover em relação às outras.
Em 1991, Fraser Stoddart conseguiu rosquear um desses anéis moleculares em um pequeno eixo molecular e demonstrou que o anel conseguia se mexer ao redor do eixo. Com esse mecanismo, ele conseguiu desenvolver um músculo molecular, um elevador molecular, um chip de computador com base molecular, entre outras coisas.

Já Feringa foi o primeiro a desenvolver um motor molecular. Em 1999, ele conseguiu fazer com que uma pá de rotor molecular girasse continuamente na mesma direção. Usando esse tipo de motor, ele conseguiu rodar um cilindro de vidro 10 mil vezes maior que o motor e também desenvolveu um nanocarro.

O francês Jean-Pierre Sauvage, nascido em 1944, é professor da Universidade de Estrasburgo. O britânico Sir J. Fraser Stoddart, nascido em 1942, é professor da Universidade Northwestern, nos Estados Unidos. Já o holandês Bernard L. Feringa, nascido em 1951, é professor da Universidade de Groningen.
 (Foto: Arte/G1)

FONTE: http://g1.globo.com/ciencia-e-saude/noticia/nobel-de-quimica-foi-para-trio-pela-criacao-de-maquinas-moleculares.ghtml

sábado, 5 de novembro de 2016

Três ferramentas para traduzir textos de PDF

Imagem de revistaescola.abril.com.br
Se você costuma navegar na internet em busca de livros ou artigos acadêmicos, já deve ter notado que boa parte dos materiais disponíveis para consulta online ou para download está em formato PDF, um padrão de arquivo aberto para troca de documentos eletrônicos. Até aí, tudo bem. Hoje há inúmeros leitores de PDF, tanto para computador como para celular e tablet. O problema é quando o texto está escrito em inglês ou em outro idioma que não dominamos.
Mas isso já não é mais motivo de preocupação. Saiba que existem alguns programas que traduzem arquivos de PDF para o português! Mas nem tudo é perfeito. Em geral, as versões gratuitas desses programas traduzem apenas um número pré-definido de páginas. Outro inconveniente está no fato de os tradutores contarem com bancos de dados limitados, não reconhecendo algumas palavras, além de não possuírem “conhecimento” linguístico para traduzir expressões idiomáticas ou figuras de linguagem. De todo modo, essas ferramentas podem lhe dar uma mãozinha com aquele artigo que você tem apenas meia hora para ler ou aquele texto que você só encontra em alemão.
Confira, a seguir, três boas opções:
Quando o serviço da gigante de tecnologia foi lançado, em 2006, o programa só traduzia idiomas árabes. Atualmente é possível verter textos para mais de 90 idiomas.

Plataformas: todas, com conexão de Internet.
Como funciona: você pode copiar o texto ou link direto para a caixa de texto, selecionar o idioma de origem do documento (no canto superior esquerdo da tela) e o idioma para tradução (à direita), e clicar em traduzir. Se o arquivo em PDF está salvo no seu computador, você pode utilizar a opção “traduza um documento”, localizada abaixo da caixa de diálogo. Depois de carregar o arquivo, o  texto traduzido é carregado em uma nova aba do navegador. Mas, atenção: o tradutor não suporta arquivos muito longos.
É bacana porque: não precisa ser instalado, podendo ser utilizado diretamente no navegador da internet.
Com uma interface simples e intuitiva, o programa traduz 27 idiomas e cria uma nova versão PDF, mantendo imagens, tabelas, planilhas e a diagramação do documento original.

Plataformas: Windows Vista, Windows 7 ou Windows 8 e conexão de Internet.
Como funciona: após baixar e instalar (disponível aqui), basta executar o programar, selecionar o arquivo a ser traduzido, escolher o idioma nativo e o de destino e clicar em “Iniciar Tradução Automática”.
É bacana porque: em sua versão gratuita, é possível traduzir arquivos de até 15 páginas. Em caso de arquivos maiores, pode-se pagar apenas pela tradução das páginas excedentes.
Baseado no mesmo sistema de tradução do Google, este programa traduz mais de 50 idiomas e suporta arquivos nos formatos DOC, PDF, TXT, HTML ou RTF.

Plataformas: Windows XP, Windows Vista, Windows 7 ou Windows 8 e conexão de Internet.
Como funciona: depois de instalar e executar o arquivo (disponível aqui) é só abrir o documento na janela do lado esquerdo do programa, indicar o idioma original do texto (no campo “from”) e para qual ele deve ser traduzido (no campo “to”) e clicar em “translate”. O texto traduzido aparecerá na janela do lado direito do programa.
É bacana porque: permite integrar dicionários digitais instalados em seu computador para uma tradução mais refinada.
Agora é com você!
Experimente as ferramentas e escreva nos comentários abaixo suas impressões pessoais. E se tiver outras indicações de programas semelhantes, não deixe de nos contar!
FONTE: http://revistaescola.abril.com.br/blogs/tecnologia-educacao/2014/05/14/tres-ferramentas-para-traduzir-textos-de-pdf/

quarta-feira, 2 de novembro de 2016

A QUÍMICA ENVOLVIDA NA COR DA PELE

A cor da pele depende somente da quantidade de melanina que é produzida pelos melanócitos, por meio de uma reação de oxidação da tirosina.

A cor da pele não indica o caráter de uma pessoa
Por Jennifer Fogaça

Sabe qual é o maior órgão do corpo humano? A resposta a essa pergunta é a pele. Ela é responsável por cerca de 15% de todo o peso de um indivíduo adulto e apresenta funções importantes para o corpo, como revestir o organismo, fornecer proteção imunológica, regular a temperatura do corpo, proporcionar sensibilidade tátil e térmica e produzir secreções como o suor e o sebo (gordura).
Infelizmente, porém, muitas pessoas se atentam a uma parte da pele e a usam de forma descabida para julgar o caráter de outros. Trata-se da cor da pele. No entanto, analisar a sua constituição química e o que resulta em tons de peles diferentes, pode nos ajudar a ver que todos nós temos a mesma origem e somos iguais, sendo esse preconceito muito fútil.
A pele é formada basicamente por três camadas: epiderme, derme e hipoderme. Conforme se pode ver na ilustração abaixo, a hipoderme é a camada mais profunda, mais interna, formada pelo tecido adiposo (gordura) e onde se encontra grande quantidade de vasos sanguíneos. A derme é a parte intermediária, onde ficam as glândulas sebáceas e sudoríparas, os vasos sanguíneos também, os folículos pilosos e os músculos da pele. E finalmente, a parte superior, externa, é uma camada fina chamada epiderme.
Camadas da pele: epiderme, derme e hipoderme
A cor da pele se deve à quantidade de um polímero natural, a melanina, um pigmento biológico que é produzido na epiderme. Esse polímero é quimicamente considerado de massa e complexidades variáveis, sendo sintetizados pelosmelanócitos. Os melanócitos são células situadas na camada basal da pele, entre a epiderme e a derme. A produção da melanina pelos melanócitos é feita a partir da oxidação progressiva do aminoácido tirosina.
A melanina que dá o tom da pele é produzida no melanócito
Assim, quanto maior a quantidade de melanina produzida, mais escuro será o tom da pele e vice-versa.
Isso nos leva a concluir que toda forma de pele possui a mesma constituição. Não só a pele, mas toda forma de vida possui basicamente a mesma essência: átomos que se combinam para formar moléculas, que, por sua vez, reagem formando os mais diversos compostos. Esse ciclo é interminável, pois o número de átomos que forma o universo é praticamente constante, sendo trocados a cada momento entre os seres vivos e o ambiente.
Portanto, será que faz algum sentido nos considerarmos superiores uns aos outros, sendo que todos temos a mesma origem?  Ou julgar e ter preconceito pela pessoa somente pelo fato de produzirmos mais ou menos melanina que ela? Não deveríamos valorizar mais os neurônios do que os melanócitos?
Realmente, não faz nenhum sentido. O caráter de uma pessoa independe da cor da pele; por isso, devemos exterminar toda e qualquer espécie de preconceito.
FONTE: 

segunda-feira, 31 de outubro de 2016

Exame Nacional do Ensino Médio (ENEM): Uma análise crítica

Imagem reprodução do artigo
Fernando Lang da Silveira, Marcia Cristina Bernardes Barbosa, Roberto da Silva
Instituto de Física, Universidade Federal do Rio Grande do Sul, Porto Alegre, RS, Brasil

Neste texto são apresentados alguns problemas relacionados ao ENEM/Sisu que merecem ser estudados em mais detalhes para que os responsáveis pelas políticas educacionais possam delinear estratégias de aprimoramento na seleção dos pretendentes ao ensino superior. Parece, ao autores, ser relevante enfatizar aqui o final da manifestação do conselho da SBF ao INEP em 2014: “O conselho da Sociedade Brasileira de Física (SBF), portanto, reconhece a importância de termos no país um instrumento de avaliação do Ensino Médio, mas salienta que o presente instrumento precisa ser aperfeiçoado. Neste sentido, colocamos esta sociedade à disposição do INEP para um processo de ampliação deste debate.”

Acesse o artigo completo aqui:

domingo, 30 de outubro de 2016

Menos questões e mais raciocínio: Enem de 18 anos atrás era mais "fácil"... ou simplesmente perdeu seu objeto de ser!?

Estudantes do ensino médio chegam para fazer o Enem na Fatec, no bairro do Bom Retiro, no centro de São Paulo, em 30 de agosto de 1998


Fabiano Accorsi/Folhapress - 30.ago.1998
Estudantes do ensino médio chegam para fazer o Enem na Fatec, no bairro do Bom Retiro, no centro de São Paulo, em 30 de agosto de 1998

Chovia bastante na cidade de São Paulo naquela tarde do dia 30 de agosto de 1998. Tanto que foi um desafio para a então estudante Virginia Schimidt, na época com 16 anos, chegar ao Colégio Logos, localizado na zona oeste da capital paulista, para participar da primeira edição do Enem (Exame Nacional do Ensino Médio).

"Peguei muito trânsito e estava preocupada em não chegar atrasada. O Enem foi antes da Fuvest e eu nunca tinha feito uma prova assim, por isso estava bem ansiosa", conta a professora de inglês, hoje com 34 anos.
Virginia estava entre os 157.148 inscritos para participar do exame, a primeira iniciativa de fazer uma avaliação geral da qualidade do ensino médio no Brasil. A prova feita por ela em 1998 foi muito diferente da resolvida por alunos de ensino médio no Enem de 2015, a última edição do exame.
Até antes 2009, o estudante tinha que responder 63 questões de múltipla escolhae fazer uma redação dissertativa. Além disso, a prova era realizada apenas no domingo. Em 2009, durante a gestão do então ministro da Educação Fernando Haddad, o Enem ganhou um novo modelo, passou a ser feita em dois dias e ter 180 questões, além da dissertação.
Mas as mudanças não aconteceram apenas na estrutura do exame.
Reprodução/Inep

Em 1998, questões eram mais simples, tinham menos conteúdo e exigiam mais interpretação de texto

Mais conteúdo a cada edição

"As questões eram muito simples, tinham menos conteúdo e exigiam mais interpretação de texto. Apesar de ter sido aplicada apenas numa tarde, eu me lembro de ter saído de lá muito cansado. Se ela já era cansativa naquela época, hoje essa característica está bem mais intensa", conta Fabrício Cortezi, que prestou Enem em 1999 e hoje é gerente pedagógico do Sistema pH, no Rio de Janeiro.
Vera Lúcia da Costa Antunes, coordenadora pedagógica do Objetivo, conta que as edições de 1998, 1999 e 2000 foram bastante parecidas no que diz respeito ao conteúdo. "Todas as disciplinas eram apresentadas misturadas. Não era como é hoje, que a prova é dividida por blocos de acordo com as áreas de conhecimento. Era uma matemática muito básica, sem grandes cálculos, que dependia mais do raciocínio lógico para ser respondida. O mesmo valia para física. Das questões de biologia, quase todas abordavam ecologia", conta.
Segundo ela, elas tinham uma lógica diferente das questões dos vestibulares tradicionais. "Não havia questões para escolher o que era certo ou errado, verdadeiro ou falso. A questão mostrava o que era importante do assunto e o aluno tinha que ler o enunciado com muita atenção, muito cuidado", diz. 
A partir de 2001, as provas começaram a ter, paulatinamente, um conteúdo mais complexo. "O nível de dificuldade foi aumentando, não aconteceu da noite para o dia com as mudanças feitas do exame em 2008", acrescenta.


Virou "vestibular"?

Até 2009, algumas instituições de ensino superior aceitavam somar um percentual da nota com o resultado obtido pelo estudante no vestibular --a PUC-RJ foi uma das primeiras--, mas o Enem não era a porta de entrada para as instituições federais de ensino superior.
Nas suas primeiras edições, não estava claro para os alunos para que o Enem servia. "O governo precisava daqueles dados para medir a qualidade no ensino médio, porque não havia uma forma de avaliar isso antes do Enem. Mas o estudante não sabia muito o porquê de estar fazendo aquela prova", explica Paulo Moraes, professor do Curso Anglo.
Virginia Schimidt conta que a escola em que estudava incentivou os alunos a prestarem o Enem em 1998. "A minha intenção era de diagnóstico, saber se estava preparada para o vestibular e em que áreas eu precisaria melhorar. No outro ano, eu fiz de novo, mas eu nem sabia que algumas universidades já estavam aceitando dar uma pontuação extra na nota do vestibular por causa do Enem", conta.
Virginia disse que quando fez o Enem pela primeira vez ficou ansiosa para receber em casa a carta do Inep com os resultados --uma forma de comunicação que definitivamente ficou no passado.
O aluno consegue saber a nota pela internet e, desde 2009, com a criação do Sisu (Sistema de Seleção Unificada), dá para saber quais cursos aceitariam a nota obtida por ele no exame e fazer a inscrição, tudo isso pelo site do sistema. "Se virou um vestibular? De certa forma virou. Se transformou ao longo dos anos e deixou de ter como principal finalidade a avaliação da qualidade do ensino médio", afirma Paulo Moraes.

Mudanças à vista

A medida provisória (MP) apresentada pelo governo para a reformulação do ensino médio deve afetar o Enem, mas especialistas dizem que ainda é cedo para saber quais serão essas mudanças.
Em linhas gerais, a MP modifica pontos da LDB (Lei de Diretrizes e Bases da Educação), de 1996, enfocando a especialização e a educação em tempo integral no ensino médio.  A proposta cita português, matemática e inglês como disciplinas obrigatórias nos três anos do ensino médio. Hoje, os alunos fazem 13 disciplinas. Haverá a opção de aprofundamento em cinco áreas: linguagens, matemática, ciências humanas, ciências da natureza e formação profissionalizante. A oferta dessas habilitações, porém, dependerá das redes e escolas.
"Com a reforma do ensino médio, não dá para falar como será o Enem no futuro, porque simplesmente não há definições sobre o futuro do ensino médio. O conteúdo da prova vai de acordo com o que é proposto na base, no conteúdo nacional a ser dado nas escolas, então, naturalmente se há mudanças nessa base, deverá haver mudanças no Enem", conclui Fabrício Cortezi.

FONTE: http://educacao.uol.com.br/noticias/2016/10/18/em-18-anos-enem-foi-de-prova-de-raciocinio-a-conhecimentos-complexos.htm

sexta-feira, 28 de outubro de 2016

Alunos que fazem mais exercício físico têm melhores resultados escolares

imagem de https://www.publico.pt/educacao
Os alunos que fazem exercício físico têm melhores resultados escolares, conclui uma investigação junto de três mil alunos realizada, ao longo de cinco anos, por uma equipa de investigadores da Faculdade de Motricidade Humana, da Universidade Técnica de Lisboa (FMH/UTL).

Os jovens com aptidão cardio-respiratória saudável tiveram um maior somatório das classificações a Português, Matemática, Ciências e Inglês.

Luís Sardinha, director do Laboratório Exercício e Saúde, da FMH, afirma que existe "a tendência para sobrevalorizar a parte biológica" dos benefícios do exercício físico. E este estudo também os comprova, evidenciando, por exemplo, que "os alunos insuficientemente activos", ou seja, que não cumprem as recomendações de actividade física diária (pelo menos 60 minutos por dia de actividade física moderada e vigorosa), têm maior probabilidade de serem pré-obesos ou obesos, que os miúdos cuja aptidão cardio-respiratória é saudável, decorrente do exercício, têm mais massa óssea, e os que não a têm tendem a ter uma saúde vascular pior.

Mas, para o coordenador do estudo, o resultado mais inovador desta investigação - feita em parceria com o Ministério da Educação e Ciência (MEC) e a autarquia de Oeiras - é o demonstrar que o aumento da actividade física tem reflexos "na parte psicológica, uma dimensão que tem sido menos estudada", nota. "Face à dimensão da amostra", o investigador admite que os resultados possam ser extrapolados para a população escolar.

O chamado Programa Pessoa, co-financiado pela Fundação para a Ciência e Tecnologia (FCT), estudou durante cinco anos (começou em 2007) três mil alunos de 13 escolas do concelho de Oeiras, usando desde acelerómetros, instrumentos que os alunos usavam na cintura para medir os seus tempos sedentários e activos; ecografias para medir a espessura das camadas da artéria carótida; cronómetros para medir a performance cardio-respiratória dentro de um determinado circuito com cadência progressiva.

O que se concluiu é que os alunos do 3.º ciclo com aptidão cardio-respiratória saudável têm melhores classificações a Matemática e a Língua Portuguesa e que, no geral, os alunos com aptidão cardio-respiratória saudável têm um maior somatório das classificações a Português, Matemática, Ciências e Inglês. Ou seja, o exercício físico tem efeito positivo no aproveitamento escolar, uma conclusão que estava sobretudo estudada em idades mais novas, nota.

"Esta linha de investigação vem demonstrar a importância do jogo e actividade física informal e organizada para todas as crianças em contexto escolar", defende Carlos Neto, presidente da FMH/UTL.

Mais auto-estima

A explicação para este efeito foi já estudada noutras investigações: "o exercício promove a formação de novos neurónios e uma maior interacção entre neurónios, que, por sua vez, promovem maior sensibilidade e desenvolvimento cognitivo".

Mas não só. É sabido que a adolescência é uma idade turbulenta, tendencialmente acompanhada pela diminuição de indicadores ligados à qualidade de vida, refere o investigador. O que este estudo também permitiu concluir é que, aumentando a actividade física, cerca de uma média de duas horas por semana, melhoraram indicadores como "a auto-estima, afectos positivos, competência, autonomia, relacionamentos positivos e boas motivações". Pelo contrário, constata-se que os rapazes e as raparigas que fizeram menos exercício desceram nestes indicadores.

Além da produção de resultados estatísticos, o Programa Pessoa esteve no terreno para tentar mudar comportamentos em termos de exercício físico e nutrição, dando acções de formação a professores das várias disciplinas, e produzindo quatro manuais. Nos alunos que revelam maior apetência para a prática desportiva, "um dos objectivos do programa foi criar uma porta de entrada à maior participação desportiva".

Luís Sardinha afirma que "nos jovens há uma luta muito grande entre comportamentos sedentários, associados às tecnologias, e exercício físico" e, defende Sardinha, nesta faixa etária, "temos que mudar o discurso". "Nos jovens, a mensagem assente nos benefícios que o exercício traz à saúde não é eficaz", diz, "estão numa idade em que pensam que são super-homens e não têm capacidade para se colocarem na linha de vida aos 40 anos". O investigador sabe que apelar a estes jovens não tem o efeito desejado.

O investigador sublinha que o que é importante é que os jovens "identifiquem o retorno que o exercício lhes traz com situações do dia-a-dia: têm de perceber que [se fizerem exercício] dormem melhor, interagem com mais confiança com o namorado ou a namorada, podem ter melhores notas, relacionam-se mais positivamente com os colegas e os pais".

Se o exercício físico se revela tão importante para os alunos, como é que Carlos Neto comenta a redução da carga horária da Educação Física e a nota da disciplina no final do secundário deixar de contar para todos os alunos? "Um corpo sedentário a par de um currículo escolar apenas centrado nas aprendizagens socialmente úteis (corpos sentados) será um caminho problemático no aumento do "analfabetismo e iliteracia motora" dos cidadãos", responde, acrescentando que "as posições assumidas pelo MEC [são] paradoxais e incompreensíveis".

O ideal seria que, ao terminarem o 12.º ano, estes alunos fossem "consumidores educados do exercício físico", isto porque "está identificado que este é o período de maior abandono da actividade física, por ser uma altura que os jovens adultos adoptam novas rotinas, quer arranjando emprego ou indo para a universidade. Este é um período crítico para o reconhecimento do valor do exercício físico", conclui Sardinha.

O Ministério da Educação e Ciência rejeita que exista uma redução efectiva das horas da disciplina, lembrando que cabe às escolas tomar essa decisão. Quanto ao secundário, a nota contará apenas para os estudantes que queiram. Portanto, "não existe assim qualquer desvalorização da disciplina", informa. 

Dormir nove horas

Os alunos que dormem menos de oito horas por noite têm maior risco de serem pré-obesos ou obesos, conclui o estudo, confirmando assim uma relação já identificada em estudos anteriores. O tempo ideal de sono nas idades estudadas (dos 13 aos 15 anos) é de mais de nove horas, diz o coordenador do Programa Pessoa, Luís Sardinha. 

"Os miúdos que dormem menos têm um Índice de Massa Corporal superior. Dormir oito ou mais horas por noite reflecte-se também num maior aproveitamento académico", aponta. Os alunos que dormiam um mínimo de oito horas por noite tiveram melhores classificações a Matemática e Língua Portuguesa, revelam os resultados.

FONTE: https://www.publico.pt/educacao/noticia/alunos-que-fazem-mais-exercicio-fisico-tem-melhores-resultados-escolares-1558459

segunda-feira, 24 de outubro de 2016

USP em Ribeirão Preto produz kits de experimentos científicos para professores

Kits são feitos pelo Centro de Ensino Integrado de Química que investe em espaços interativos para estimular ensino de ciências

Tabela Periódica Interativa 360º que revela os mistérios dos elementos químicos que a compõe - Fotos: Divulgação/CEIQ/FFLCRP
Tabela Periódica Interativa 360º que revela os mistérios dos elementos químicos que a compõe – Fotos: Divulgação/CEIQ/FFCLRP
Aulas práticas na universidade não são apenas para alunos de graduação. No Centro de Ensino Integrado de Química (CEIQ), da Faculdade de Filosofia, Ciências e Letras de Ribeirão Preto (FFCLRP) da USP, a presença de professores e estudantes do ensino médio e fundamental é rotina. Somente no ano passado, os espaços do CEIQ e do Departamento de Química da FFCLRP atenderam em torno de cinco mil pessoas de cerca de 120 escolas de Ribeirão Preto e região. Elas vêm ao campus da USP para realizar visitas monitoradas e participar de experimentos científicos, atividades interativas, jogos e palestras.
Um dos principais atrativos, para os professores que participam dessas visitas, é o empréstimo de coleções de experimentação para dinamizar suas aulas de química, biologia, física e ciências. Há dois tipos de kits, o do CEIQ (caixas com materiais para demonstração prática de experiências científicas) e os da Experimentoteca (que podem ser realizados por até dez grupos de alunos), criados pelo Centro de Divulgação Científica e Cultural (CDCC) da USP em São Carlos. Cada kit possui orientações sobre a sua utilização e uma proposta de perguntas a serem respondidas pelos alunos.

Fotos: Divulgação/CEIQ/FFLCRP
À esquerda, informação da Caixa de Curiosidades Químicas e, à direita, o Mapa Minérios do Brasil – Fotos: Divulgação/CEIQ/FFCLRP

Joana de Jesus de Andrade, coordenadora do CEIQ, conta que os professores da rede pública de ensino recebem material teórico (Caderno do Professor e do Aluno da Proposta Curricular do Estado de São Paulo) da Secretaria da Educação do Estado de São Paulo orientando a realização de atividades práticas, como a experimentação. Entretanto, quase sempre, eles não dispõem de equipamentos, reagentes, vidrarias ou espaço necessário para as atividades experimentais. Para atender essa demanda, a equipe do CEIQ desenvolveu os kits para demonstração de experiências. Eles podem ser emprestados aos professores por até duas semanas, podendo ser renovado o prazo, basta que solicitem pelo site ou pelo telefone do CEIQ  (16) 3315-0400.

Propostas interativas 


Fotos: Divulgação/CEIQ/FFLCRP
Kit da Experimentoteca do CDCC – Fotos: Divulgação

O Centro de Ensino Integrado de Química possui ainda instalações interativas com equipamentos que colocam os conhecimentos científicos literalmente “ao alcance das mãos e de todos os sentidos”.  É o caso da “Tabela Periódica Interativa 360º” que, com mais de três metros de comprimento e dois metros de altura, revela um pouco dos mistérios dos elementos químicos que a compõe. Construída com o objetivo de ser manipulada e explorada, a tabela possui, além dos símbolos, amostras dos elementos químicos ou de suas aplicações.
Há também as “Caixas de Curiosidades Químicas” que apresentam conhecimentos sobre os conceitos químicos do cotidiano e o “Mapa Minérios do Brasil” que ilustra, com brilho e interatividade, amostras reais dos principais minérios brasileiros, fontes de importantes elementos químicos.
Complementando o espaço, está a “Sala Touch-Chem”. Ela possui monitores de vídeo com tecnologia touch screen e tablets que permitem a realização de experimentação virtual em jogos e simuladores. Além disso, a sala possui um espaço para a realização de experimentos reais pelos alunos.
Outra ação realizada pelo CEIQ para aproximar as escolas ao mundo da química é a preparação para a XIV Olimpíada Regional de Química (ORQ), que o grupo realiza todos os anos com alunos do ensino médio.


25 anos do CEIQ

Neste ano, o Centro Integrado de Química da USP em Ribeirão Preto completa 25 anos de atividades. A ideia de divulgar ciência reuniu alguns professores do Departamento de Química da FFCLRP em 1990. O foco seria estudantes de educação básica e os objetivos era incentivar o conhecimento da profissão do químico e melhorar o ensino de química em todos os níveis.

Fotos: Divulgação/CEIQ/FFLCRPEstudantes visitam laboratório do Departamento de Química – Fotos: Divulgação/CEIQ/FFCLRP

Mas foi 1991, que o CEIQ começou a funcionar efetivamente e com apenas dois integrantes. Os projetos foram se multiplicando e hoje o grupo colhe frutos, com volume de público-alvo conquistado, novos projetos, equipamentos modernos e espaço físico em expansão.
Os ideais, adianta a coordenadora do CEIQ, continuam os mesmos: “estimular nossos alunos, seja do ensino médio, seja da graduação, a buscar conhecimento”. Joana destaca que conhecimento é condição para desenvolvimento humano, qualificação de vida, consciência cultural mais ampla.
Quanto maior é o conhecimento, continua ela, mais desenvolvemos nosso espírito crítico e reflexivo e isso “nos habilita a ler o mundo a nossa volta”. E a escola, tanto quanto a universidade, tem o papel de “habilitar nossos alunos a não serem ingênuos para as questões que o mundo nos traz e que demandam nossa análise e tomada de decisão”.
Mais informações: (16) 3315-0400, 3315-3856 ou 3315-4387;                           email ceiqusp@gmail.com
FONTE: http://jornal.usp.br/universidade/usp-em-ribeirao-preto-produz-kits-de-experimentos-cientificos-para-professores/

quarta-feira, 19 de outubro de 2016

Portal oferece mais de 1 milhão de materiais de estudo gratuitos

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imagem de Blog do NEAF

Plataforma de estudos online lança portal exclusivo para vestibulandos, com mais de 1 milhão de materiais de estudo gratuitos, criados por alunos e professores com ferramentas online.
Na reta final para as últimasprovas de Vestibulares deste ano, plataforma de educação online, que conta com mais de 100 mil estudantes e professores do Brasil, reúne em um único portal Tudo sobre Vestibular.
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O portal Tudo sobre Vestibular reúne os melhores materiais de estudo criados em ExamTime, por disciplina e por ferramenta de estudo, para guiar o vestibulando em sua missão de passar no exame.
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Tudo isso disponível a todos, gratuitamente.
O portal também traz dicas e informações sobre as disciplinas mais cobradas nas provas de Vestibulares, como Português, Matemática, Física, Química e História, informações sobre os diferentes tipos de processo seletivo do país,  e uma extensa lista com os mais variados materiais de estudo e exercícios sobre todo o conteúdo cobrado nos exames.
O cadastro na plataforma, assim como a utilização das ferramentas online para estudar, são gratuitos.
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