quarta-feira, 14 de julho de 2021

Café descafeinado tem química envolvida sim!

 
Imagem de https://perfectdailygrind.com/

O  café “descafeinado” é mais um bom exemplo da presença da Química no nosso dia a dia.

O primeiro processo para  obter o café descafeinado passava por lavar os grãos de café com um solvente orgânico  - idêntico aos solventes das tintas e vernizes – que dissolvia bem a cafeína…  mas que dissolvia também os compostos que dão aroma e sabor ao café, deixando-o…sem aroma nem sabor! Além disso, havia sempre o perigo da presença de resíduos do solvente nos grãos, com os consequentes efeitos nefastos para quem procurava esta forma supostamente mais saudável do café.

A situação mudou com a descoberta dos fluidos supercríticos e das suas propriedades como solventes.

Explicando melhor, vamos falar das alterações de estado da matéria com a pressão e a temperatura. Por exemplo, à pressão e temperatura ambiente, o dióxido de carbono é um  gás, mas com o aumento da pressão pode passar a líquido, e se baixarmos a temperatura passa a sólido. Se aumentarmos a temperatura e a pressão, atinge um novo estado, o de fluido supercrítico – passando a apresentar propriedades de líquido e de gás. Ou seja, um gás com a densidade de um líquido.

Hoje em dia, a cafeína é retirada do café por lavagem com dióxido de carbono supercrítico, em condições em que este dissolve a cafeína, mas não os aromas do café.  Quando o café, já descafeinado, regressa à pressão ambiente, todos os resíduos de dióxido de carbono se evaporam. E mesmo que alguns vestígios permaneçam, não representam qualquer problema para a saúde,  já que o dióxido de carbono faz parte do nosso metabolismo.

Assim, graças aos desenvolvimentos da Química, os consumidores podem saborear o gosto e o aroma do café sem os efeitos prejudiciais da cafeína.

Assista ao vídeo:




FONTE: 
http://www.aquimicadascoisas.org/?episodio=a-qu%c3%admica-do-descafeinado

quarta-feira, 16 de junho de 2021

CHEIRINHO de GRAMA CORTADA: que "química" é essa em nosso nariz?

 

imagem de https://pt.quora.com/

Segundo os autores de um estudo recente, trata-se de um alarme lançado pelas plantas para alertar outras espécies sobre um perigo iminente.

Claramente, uma planta não fica feliz por ser danificada e os seres vegetais desenvolveram métodos diferentes para se defender do ataque de insetos, lagartas ou mamíferos.

Tendo que viver imóveis e sem outras armas para atacar predadores, as plantas usam a química para se proteger e alertar outras plantas sobre uma ameaça iminente.

Quando cortamos o gramado ou quando a planta é atacada por um predador herbívoro, ela produz substâncias voláteis para comunicar às plantas da mesma espécie a necessidade de se defender.

Depois de avisadas, as plantas podem reagir, por exemplo, sintetizando substâncias tóxicas que podem envenenar os predadores.

Esses mecanismos são conhecidos há tempos pelos pesquisadores: sabe-se, por exemplo, que as flores são perfumadas graças à produção de substâncias voláteis liberadas com o objetivo de atrair polinizadores a longas distâncias.

O odor é inconfundível: quando cortamos o gramado, estamos ativando esse mecanismo de proteção das folhas. E isto leva à produção de vários compostos orgânicos, como dito.

Imagem de http://falaquimica.com/

O principal composto responsável pelo cheirinho de grama recém cortada é o cis-3-hexenal cuja formula estrutural é mostrada abaixo:

Sentimos facilmente esse cheiro pois o limite (limiar) de detecção de odor é bem baixo, cerca de 0,25 ppb (partes por bilhão).

imagem de https://www.instagram.com/p/CN4vTHOD_0f/

O cis-3-hexenal é logo convertido em trans-3-hexenal, que estimulam a formação de novas células na parte da grama que foi cortada.

imagem de http://qnint.sbq.org.br/ (adaptada)


FONTEs:
https://www.greenmebrasil.com/informarse/biodiversidade/8665-grama-cortada-plantas-avisam-perigo/
http://falaquimica.com/?p=782


quarta-feira, 9 de junho de 2021

ELABORAÇÃO E APLICAÇÃO DE JOGO DIDÁTICO PARA O ENSINO E APRENDIZAGEM DE FÓRMULAS QUÍMICAS E NOMENCLATURA DE BASES E ÁCIDOS INORGÂNICOS NO ENSINO MÉDIO

Imagem reprodução artigo

 Leonardo Coutinho Ribeiro, Paulo Rogerio Garcez de Moura e Fabiana da Silva Kauark

Palavras-chave: Jogos; Aprendizagem significativa; Ensino de Química.

Resumo

Os jogos didáticos podem otimizar o aprendizado, visto que oportunizam ao professor diversificar estratégias de ensino e confrontar os alunos com situações que atraem a atenção. O presente artigo aborda a elaboração e aplicação de um jogo didático, denominado NORFQUIM, que trata da representação de fórmulas químicas e nomenclatura de bases e ácidos inorgânicos. Este jogo foi testado em turmas da 1ª série do ensino médio regular de escolas estaduais da 1ª região administrativa do município de Vila Velha-ES. Os dados, coletados por meio de diário de campo e rodas de conversa com alunos e professores participantes, foram tratados por análise de conteúdo e discutidos qualitativamente com base nos princípios facilitadores da aprendizagem significativa crítica. Os resultados evidenciaram a alta potencialidade do jogo NORFQUIM para exercer papel facilitador na aprendizagem, visto a forma inovadora com que o conteúdo é  apresentado aos alunos, estimulando o protagonismo dos discentes na construção do conhecimento e a interação social entre os participantes.

Baixe aqui o texto completo:

https://fisica.ufmt.br/eenciojs/index.php/eenci/article/view/772/806

FONTE: https://fisica.ufmt.br/eenciojs/index.php/eenci

sexta-feira, 4 de junho de 2021

Noz-moscada faz mal? Ela pode ser alucinógena? Abortiva? E seus benefícios?

Noz-moscada ajuda a aumentar libido, tem propriedades antibacterianas e faz bem para o coração, mas consumo exige alguns cuidados
 
imagem de https://www.ecycle.com.br/noz-moscada/

A noz-moscada é uma especiaria obtida a partir das sementes da Myristica fragrans, uma árvore tropical perene nativa da Indonésia. É possível encontrar sementes inteiras de noz-moscada, mas sua versão já moída, em pó, é a mais comum (e mais barata). Mas seu sabor é melhor aproveitado se for ralada apenas na hora do consumo.

De sabor quente e marcante, a noz-moscada é muito usada em sobremesas e pratos indianos, além de bebidas como vinho quente e chai. Ela também combina com refogados de legumes, purês como o de batata-doce e receitas salgadas à base de leite, como estrogonofe e molho branco.

Embora seja mais comumente usada por seu sabor do que por seus benefícios à saúde, a noz-moscada contém uma impressionante variedade de compostos que podem ajudar a prevenir doenças e promover sua saúde geral. Seu consumo, no entanto, deve ser moderado, já que a alta dosagem pode causar reações adversas.

Oito benefícios cientificamente comprovados da noz-moscada

1. Contém antioxidantes

Embora de tamanho pequeno, as sementes das quais a noz-moscada é extraída são ricas em compostos vegetais que atuam no corpo humano como antioxidantes (confira estudo a respeito: (1). Esses compostos protegem nossas células dos danos causados ​​pelos radicais livres (2).

Quando os níveis de radicais livres no corpo se tornam muito altos, ocorre o chamado estresse oxidativo, fenômeno associado ao aparecimento e progressão de muitas condições crônicas, como certos tipos de câncer, doenças cardíacas e neurodegenerativas (3).

Fazem parte dos antioxidantes presentes na noz-moscada pigmentos vegetais como as cianidinas, óleos essenciais como fenilpropanoides, terpenos e compostos fenólicos, incluindo ácidos protocatecuico, ferúlico e cafeico (1).


  


ácido cafeico                 ácido protocatecuico                 ácido ferúlico    


Um estudo em animais mostrou que o consumo de extrato de noz-moscada evitou danos celulares em ratos tratados com isoproterenol, um medicamento conhecido por induzir estresse oxidativo grave. Os ratos que não receberam o extrato sofreram danos significativos nos tecidos e acabaram tendo morte celular. Por outro lado, o grupo que recebeu o extrato de noz-moscada não experimentou esses efeitos (4).

Estudos em tubo de ensaio também constataram poderosos efeitos antioxidantes do extrato de noz-moscada contra os radicais livres (confira estudos a respeito: 5, 6, 7, 8).

2. Possui propriedades anti-inflamatórias

A inflamação crônica está ligada a muitas condições de saúde adversas, como doenças cardíacas, diabetes e artrite (9). A noz-moscada é rica em compostos anti-inflamatórios chamados monoterpenos, incluindo sabineno, terpineol e pineno. Essas substâncias podem ajudar a reduzir a inflamação no corpo e beneficiar pessoas com condições inflamatórias (1).

sabineno                            terpineol                         pineno

Além disso, a grande variedade de antioxidantes encontrados na especiaria, como as cianidinas e os compostos fenólicos, também possuem propriedades anti-inflamatórias (confira estudos a respeito: 1, 10).

Um estudo induziu inflamação em ratos e tratou alguns deles com óleo de noz-moscada. Os ratos que consumiram o óleo apresentaram reduções significativas na inflamação, na dor relacionada a ela e no inchaço nas articulações (11).

Acredita-se que a noz-moscada reduz a inflamação por inibir as enzimas que a promovem (11 e 12), mas ainda são necessários mais estudos para investigar seus efeitos anti-inflamatórios em humanos.

3. Pode aumentar a libido

Alguns estudos em animais mostram que a noz-moscada pode aumentar o desejo sexual e o desempenho.

Em dois estudos, ratos machos que receberam altas doses de extrato de noz-moscada (500 mg por kg de peso corporal) tiveram aumentos significativos na atividade sexual e no tempo de desempenho sexual em comparação com os grupos controle (confira estudos a respeito: 13 e 14).

Os pesquisadores ainda não sabem exatamente como o tempero aumenta a libido. Alguns supõem que esses efeitos se devam à sua capacidade de estimular o sistema nervoso, além de seu alto conteúdo de compostos vegetais (13).

Na medicina tradicional, como a medicina Unani usada no sul da Ásia, a noz-moscada é usada para tratar distúrbios sexuais. No entanto, faltam pesquisas sobre seus efeitos na saúde sexual em humanos (14 e 15).

4. Possui propriedades antibacterianas

Foi demonstrado que a noz-moscada tem efeitos antibacterianos contra cepas de bactérias potencialmente prejudiciais, como Streptococcus mutans e Aggregatibacter actinomycetemcomitans, que podem causar cáries dentárias e doenças na gengiva.
 
Um estudo em tubo de ensaio descobriu que o extrato de noz-moscada demonstrou poderosos efeitos antibacterianos contra essas e outras bactérias, incluindo Porphyromonas gingivalis (16). Verificou-se também que a noz-moscada inibe o crescimento de cepas prejudiciais da bactéria E. coli, como o O157, que pode causar doenças graves e até óbito em humanos (1 e 17).

Embora esteja claro que a noz-moscada tem propriedades antibacterianas, são necessários mais estudos em humanos para determinar se ela pode tratar infecções bacterianas ou prevenir problemas de saúde bucal relacionados a bactérias em humanos.

5-7. Pode beneficiar várias condições de saúde
Embora a pesquisa seja limitada, estudos sugerem que a noz-moscada pode ter os seguintes efeitos:

5. Beneficiar a saúde do coração
Estudos em animais mostram que tomar suplementos de noz-moscada em doses elevadas reduziu os fatores de risco para doenças cardíacas, como colesterol alto e altos níveis de triglicerídeos, embora faltem pesquisas em humanos (18).

6. Melhorar o humor
Estudos com roedores descobriram que o extrato de noz-moscada induzia efeitos antidepressivos significativos em camundongos e ratos. São necessários estudos para determinar se a substância tem o mesmo efeito em humanos (confira estudos a respeito: 19 e 20).

7. Ajudar no controle de açúcar no sangue
Um estudo em ratos mostrou que o tratamento com altas doses de extrato de noz-moscada reduziu significativamente os níveis de açúcar no sangue e melhorou a função pancreática (21). No entanto, esses efeitos foram testados apenas em animais que receberam altas doses do extrato. Ainda são necessários estudos em humanos para determinar se suplementos com altas doses de noz-moscada são seguros e eficazes em humanos.

8. É versátil e deliciosa
Essa especiaria popular tem uma variedade de usos na cozinha. Você pode usar a noz-moscada sozinha ou junto com outros temperos, como cardamomo, cravo e canela. Ela tem um sabor adocicado e quente, razão pela qual é comumente adicionada a sobremesas como tortas, bolos, biscoitos, pães, cremes e até na salada de frutas.

A noz-moscada também funciona bem em pratos salgados à base de carne de sabor suave, como costeletas de porco e curry de cordeiro. Ela pode ser polvilhada e combina muito bem com vegetais ricos em amido, como batata-doce e os vários tipos de abóbora, criando um sabor profundo e interessante.

Além disso, você pode adicionar a noz-moscada a bebidas quentes ou frias, incluindo chocolate quente e frio, chai e preparos de café com leite e açafrão. Se você estiver usando a noz-moscada inteira, use um mini-ralador, que é ideal para obter pequenas doses de temperos – a noz-moscada fica muito mais saborosa quando ralada na hora e vai bem com frutas frescas, aveia ou iogurte.

Precauções (sobre alucinações e afins)
Embora seja improvável que a noz-moscada cause danos quando consumida em pequenas quantidades, como no caso de seu uso como tempero, tomá-la em altas doses pode causar efeitos colaterais adversos

Isso porque ela contém os compostos miristicina e safrol, que podem causar sintomas como alucinações e perda de coordenação muscular quando ingeridos em grandes quantidades. Segundo estudo, misturar noz-moscada com medicamentos alucinógenos aumenta o risco de efeitos colaterais perigosos (22).


miristicina                                                              safrol
  
De fato, entre 2001 e 2011, 32 casos intoxicação por noz-moscada foram relatados no estado norte-americano de Illinois. 47% desses casos estavam relacionados à ingestão deliberada de pessoas que usaram a noz-moscada por seus efeitos psicoativos (22).

A miristicina, principal componente do óleo essencial encontrado na noz-moscada, possui poderosas propriedades psicoativas e é considerada responsável por esses efeitos tóxicos (23). Foram relatados casos de intoxicação por noz-moscada em pessoas que ingeriram 5 gramas da especiaria, o que corresponde a cerca de 1 a 2 mg por quilo de peso corporal (confira estudo a respeito:  24).

A toxicidade da noz-moscada pode causar sintomas graves, como batimento cardíaco acelerado, náusea, desorientação, vômito e agitação. Pode até levar à morte quando combinada com outras drogas (confira estudos a respeito: 25 e 26.

Além disso, estudos em camundongos e ratos demonstraram que tomar altas doses de suplementos de noz-moscada, a longo prazo, leva a danos nos órgãos. No entanto, não está claro se os humanos também experimentariam esses efeitos (27, 28  e 29).

É importante notar que esses efeitos tóxicos estão ligados à ingestão de grandes quantidades de noz-moscada – e não das pequenas quantidades normalmente usadas na cozinha (24). Para evitar esses efeitos colaterais potencialmente prejudiciais, evite consumir noz-moscada em excesso e não a use como droga recreativa.

Conclusão

A noz-moscada é um tempero encontrado em muitas cozinhas pelo mundo. Seu sabor quente e amendoado combina bem com muitos alimentos, tornando-a um ingrediente popular em pratos doces e salgados.

Além de seus muitos usos culinários, a noz-moscada contém poderosos compostos anti-inflamatórios vegetais que atuam como antioxidantes. Isso pode melhorar o humor, o controle de açúcar no sangue e a saúde do coração, embora sejam necessárias mais pesquisas sobre esses efeitos em humanos.

Tenha cuidado para apreciar este tempero quente em pequenas quantidades, pois grandes doses podem causar efeitos colaterais graves.

Fonte primária: Healthline

FONTE: https://www.ecycle.com.br/noz-moscada/
https://www.ativosaude.com/beneficios-dos-alimentos/noz-moscada-faz-mal/

quarta-feira, 26 de maio de 2021

Análise de átomos: nova arma da PF contra o tráfico de fauna no Amazonas 〽️♻️🌐🔆⚗️

 
Nova tecnologia irá ajudar a rastrear a origem de tartarugas-da-amazônia, uma das espécies mais traficadas no norte do país.  Imagem: Camila Ferrara

Identificar animais silvestres capturados ilegalmente na natureza dentro de criadouros autorizados sempre foi um desafio para os órgãos de fiscalização do poder público no Brasil. Em muitos casos, somente com análises laboratoriais é possível comprovar a fraude. E as investigações desenvolvidas no combate ao tráfico de fauna no país raramente conseguem acesso a essas tecnologias.

Mas a Superintendência Regional da Polícia Federal no Amazonas investiu em equipamentos e capacitação de profissionais para começar a trabalhar com o que há de mais moderno em perícia no combate ao tráfico de fauna e a alguns crimes ambientais na região.

Desde janeiro, os peritos têm à disposição equipamentos que realizam análises de isótopos estáveis. "Somos pioneiros na implementação dessa metodologia entre as organizações policiais brasileiras. A Polícia Federal está na vanguarda", afirma o ex-superintendente regional da PF no Amazonas, o delegado Alexandre Silva Saraiva, que foi substituído do cargo após enviar notícia-crime ao Supremo Tribunal Federal contra o ministro do Meio Ambiente, Ricardo Salles, o presidente do Ibama, Eduardo Bim, e o senador Telmário Mota (Pros-RR), acusando-os de envolvimento com irregularidades no comércio de madeira nativa no Pará.

Para implementar a nova tecnologia, a Polícia Federal do Amazonas investiu R$ 2,6 milhões em equipamentos e na adequação de instalações laboratoriais, sendo R$ 2,5 milhões provenientes de termo de ajuste de conduta (TAC) realizado com infratores e R$ 100 mil de verba própria.

"A análise de isótopos estáveis é uma técnica muito versátil que pode ser adotada em diversas casuísticas. As aplicações forenses são inúmeras, sendo o tráfico de fauna uma delas. Por conta disso, ter os equipamentos disponíveis na superintendência do estado do Amazonas representa um avanço imenso no combate ao crime na região", afirma Saraiva para explicar a opção por investir nessa nova metodologia.

Além de crimes envolvendo animais, a perícia com isótopos estáveis pode ser aplicada em casos de extração e comércio ilegais de madeiras nativas e minérios (como o ouro dos garimpos), além de investigações que envolvam alimentos e entorpecentes.

Nova tecnologia permite identificar a origem geográfica do animal

Cada elemento químico, ou substância, pode ter diferentes quantidades de nêutrons no núcleo do átomo. Isso faz com que um mesmo elemento possa ter variantes que são chamadas de isótopos. A metodologia pericial recém implantada pela Polícia Federal trabalha com os chamados isótopos estáveis, aqueles em que não há alterações na quantidade de nêutrons.

Conforme explica a bióloga e professora do Departamento de Ecologia da Universidade de Brasília, Gabriela Bielefeld Nardotto, "incluem-se no grupo dos isótopos estáveis que mais utilizamos na área ambiental e forense o carbono-12 (leve) e o carbono-13 (pesado); o nitrogênio-14 (leve) e o nitrogênio-15 (pesado); o oxigênio-16 (leve) e o oxigênio-18 (pesado) e o hidrogênio-1 (leve) e o hidrogênio-2 (pesado)".

Pesquisadora sobre o uso de isótopos estáveis em estudos ambientais, Gabriela explica que a proporção entre os isótopos pesados e os leves desses elementos químicos, que resulta em um número chamado razão isotópica, varia conforme a região. Isso faz com que esse número esteja nas características dos alimentos consumidos de uma determinada área pelos animais na natureza. Consequentemente, o mesmo número será encontrado no organismo desse animal.

"Com isso, podemos usar na análise as unhas e os pelos de mamíferos, que são formados por queratina e que, por sua vez, é formada por carbono, nitrogênio, oxigênio e hidrogênio", salienta a professora. A proporção dos isótopos na queratina dos animais será a mesma da dos alimentos consumidos e da água de onde eles vivem. Ou seja, a nova metodologia de análise pericial implantada na Polícia Federal do Amazonas torna possível identificar a origem geográfica de um animal.

Mas essa é uma informação que, no caso de crimes contra a fauna, não é sempre necessária. "Nem precisamos descobrir o local de origem do espécime. Esse exame permite comparar os isótopos da amostra do animal apreendido com os da alimentação ou da água fornecidas pelo criador. Se as proporções isotópicas não baterem, há irregularidade. Para a investigação policial, já é suficiente", explica Saraiva. Segundo ele, o novo método ajuda a desmascarar o "esquentamento" de fauna - fazer um animal capturado na natureza se passar por um nascido em criadouro legalizado.

"Via de regra, os animais de cativeiro se alimentam de ração industrializada e isso confere a eles uma proporção isotópica diferente daqueles não originários de cativeiro", acrescentou o delegado. Mesmo nos casos em que o animal retirado da natureza ficar durante muito tempo em cativeiro, recebendo a mesma alimentação e em ambiente similar aos espécimes nascidos no criadouro, Gabriela afirma ser possível desmascarar o golpe. Nos mamíferos, por exemplo, tecidos como os de dentes têm sua proporção isotópica registrada logo após o nascimento ou nos primeiros anos de vida, quando são formados.

Para as aves, a situação é mais complicada, já que o valor isotópico das penas, por exemplo, está ligado às características da região em que estava o animal quando foram formadas. "Por isso devem ser consideradas as taxas de renovação dos tecidos amostrados na investigação. Uma vez conhecidas as taxas de renovação, pode-se inferir temporalmente a idade do tecido e espacialmente também é possível inferir de qual região geográfica este animal pode ser oriundo", explicou.

Espectrômetro de Massas de Razão Isotópica

E o aparelho responsável por essa análise é o Espectrômetro de Massas de Razão Isotópica, recém adquirido pela PF do Amazonas. De acordo com Saraiva, a metodologia irá ajudar em investigações de tráfico de tartarugas-da-amazônia (Podocnemis expansa), tracajás (Podocnemis unifilis), pirarucus (Arapaima gigas) e jacarés. No estado, criadouros comerciais legalizados de animais dessas espécies estariam, segundo o policial, inserindo animais retirados da natureza em seus plantéis para vendê-los como se ali tivessem nascido. "Será possível identificar o que foi "esquentado" pelo criadouro, separando o joio do trigo", diz Saraiva.

Esquema básico do funcionamento do Espectrômetro de Massas de Razão Isotópica

Ferramenta é importante para solturas precisas

O especialista em tráfico de animais da ONG WCS (Wildlife Conservation Society) Brasil, Rafael Leite, considera interessante o investimento em perícia feito pela Polícia Federal no Amazonas. Para o ambientalista, que está baseado em Manaus, seria ideal que os diferentes órgãos de fiscalização que atuam no estado tivessem infraestrutura para realizar esse tipo de perícia ou que pudessem ter acesso a ela. "O que não pode é investir dinheiro público e deixar o que foi construído se transformar em um elefante branco, com pouca utilização", diz Leite.

O delegado Saraiva afirma que a Polícia Federal tem insumos suficientes para realizar exames em larga escala. Nos casos envolvendo fauna, os resultados das análises ficam prontos em 48 horas. "A PF está aberta, inclusive, para trabalhar com outros órgãos governamentais e otimizar ao máximo a utilização do laboratório e dos equipamentos", destacou.
Tartarugas-da-amazônia apreendidas em abril no Amazonas.
Imagem: Secretaria de Segurança Pública do Amazonas.

A veterinária e especialista em quelônios da WCS Brasil, Camila Ferrara, acha importante que as análises com base em isótopos estáveis feitas nos laboratórios da PF tentem identificar também o local de origem dos animais apreendidos. "Essa informação permite que se façam solturas mais precisas, com o retorno deles aos locais onde foram capturados", explicou.

Para determinar a origem dos espécimes, são necessárias amostras do ambiente de onde foram retirados para que a proporção isotópica dos elementos na água, por exemplo, seja comparada com a do animal. Para isso, torna-se imprescindível a construção de um banco de dados com essas informações sobre os locais de captura. Para a bióloga Juliana Machado Ferreira, diretora executiva da ONG especializada no combate ao tráfico de fauna Freeland Brasil, análises com isótopos estáveis e testes a partir de DNA são os meios mais eficazes para investigar fraudes em criadouros e garantir o retorno dos animais às suas regiões de origem.

"A utilização de testes de paternidade por análise de DNA, a inferência de origem também por DNA e a inferência de origem e diferenciação de animais criados em cativeiro dos coletados na natureza através das análises de isótopos estáveis são as técnicas mais sensíveis para detectarmos ilegalidades e realizarmos solturas tecnicamente responsáveis, assim como para identificarmos pontos de superexploração pelo tráfico, o que pode ajudar a direcionar recursos para o combate a esse crime", afirma ela.

Com doutorado em Genética, Juliana considera a existência do comércio legalizado de fauna uma porta de entrada para animais ilegais, assim como impõe ao poder público a necessidade de fiscalizar e diferenciar o legal do ilegal. "Atualmente, as formas de rastreabilidade de origem são muito falhas e as fraudes comuns e numerosas", salientou Juliana.
(por Dimas Marques/Fauna News)

FONTE: https://www.uol.com.br/ecoa/colunas/noticias-da-floresta/2021/05/06/analise-de-atomos-nova-arma-da-pf-contra-o-trafico-de-fauna-no-amazonas.htm

quinta-feira, 13 de maio de 2021

VERDADE OU DESAFIO? UM JOGO DIDÁTICO COMO ALTERNATIVA NO ENSINO DE TERMOQUÍMICA

Imagem de https://www.solucaoaulas.com/

 por Matheus Leão Mota e Ronilson Freitas de Souza

Palavras-chave: Jogo Educativo; Físico-Química; Ensino de Química

Resumo

A utilização de estratégias pedagógicas que facilitam e contextualizam o ensino de Química se faz necessária para que a apropriação dos conteúdos desta ciência faça sentido aos alunos. Os jogos didáticos são uma alternativa viável para auxiliar na compreensão de conceitos, bem como contribuir para a motivação, interesse e participação ativa dos alunos nas aulas de Química de forma lúdica. Esta pesquisa tem como objetivo avaliar a aplicação de um jogo didático para o ensino de Termoquímica, construído com materiais acessíveis e de baixo custo. Participaram da atividade 23 alunos do segundo ano do Ensino Médio de uma escola privada, localizada no Distrito de Icoaraci – Belém/PA. Para diagnosticar o uso do recurso, os alunos responderam a um questionário antes e após a atividade, tendo como diferença média de acertos um aumento de 78% entre a primeira e a segunda aplicação, sendo significativa com base na análise de variância e com um grau de 95% de confiança, utilizando o método LSD de Fisher. Os resultados apontaram que o jogo se destacou como um recurso facilitador da aprendizagem do conteúdo, gerando maior compreensão dos conceitos após a aplicação do jogo. Os alunos apresentaram desde o início da atividade uma predisposição para aprender, o que tornou a participação deles mais ativa durante o desenvolvimento das aulas e aplicação do jogo.


FONTE: https://fisica.ufmt.br/eenciojs/index.php/eenci/article/view/770

domingo, 9 de maio de 2021

Xilitol: 40% menos calórico, adoçante natural tem sabor similar ao açúcar

   

Imagem de https://www.conquistesuavida.com.br/

Ele tem um sabor doce semelhante ao do açúcar comum, possui baixo valor calórico e não deixa sabor residual nas preparações. Quer saber mais vantagens? E quais as desvantagens? Para quem ele é indicado? Tire dúvidas sobre o adoçante natural xilitol.

O que é xilitol?
O xilitol é um poliol, também chamado de poliálcool ou álcool de açúcar. É um carboidrato que tem sido utilizado como substituto da sacarose (açúcar de mesa) tanto por pessoas como pela indústria em alguns produtos. Existem duas categorias de adoçantes: os artificiais (ou seja, substâncias desenvolvidas e sintetizadas em laboratório, e não existem na natureza) e os naturais (também são produzidos em laboratório, mas existem naturalmente nas plantas e alimentos). O xilitol é um tipo de adoçante natural.


Estrutura do XILITOL (<--- clique e saiba mais)


Do que o xilitol é feito?
O xilitol é naturalmente encontrado em mínimas quantidades em algumas frutas e vegetais, como ameixa, morango, couve-flor, abóbora. O xilitol em pó, que encontramos para comprar, é produzido pela indústria por meio de modificações químicas, sendo extraído principalmente do milho.

Para que serve o xilitol?
Tem a função de conferir sabor doce aos produtos alimentícios. Ele é usado como substituto da sacarose, mas com menor quantidade de calorias e menor impacto na glicemia do que o açúcar de mesa convencional.

Para quem o xilitol é indicado?
O xilitol pode ser usado com segurança por diabéticos, uma vez que ele não eleva a glicemia da mesma forma que o açúcar. No entanto, vale ressaltar que alguns trabalhos têm mostrado que os adoçantes elevam a glicose no sangue, mas em menor intensidade. O xilitol apresenta 40% menos calorias que o açúcar tradicional, por esse motivo também é indicado para quem deseja emagrecer e busca uma redução de calorias e carboidratos na dieta. Entretanto, é importante salientar que o uso não é recomendado em dietas saudáveis, o indicado é aproveitar o sabor natural dos alimentos ou adoçar e mascarar o mínimo possível.

Qual o sabor do xilitol?
Ele tem um sabor doce, levemente mentolado, sem sabor residual.

Em quais alimentos e bebidas o xilitol pode ser usado?
Pode ser usado em qualquer alimento ou bebida que a pessoa sinta a necessidade de acentuar o sabor doce, como café, chá, sucos, vitaminas, smoothies e receitas culinárias, como bolos, pudins e tortas —o xilitol também pode ser aquecido. Além disso, ele é utilizado em produtos, como chocolates, gomas de mascar, enxaguante bucal e cremes dentais.

Quais as vantagens do xilitol?
O xilitol é um adoçante natural por derivar da matriz de vegetais, apresenta bom potencial adoçante, pode ser usado em diversas preparações culinárias, não tem sódio na composição e resiste a altas temperaturas.

Qual o limite seguro de consumo do xilitol?
Para os polióis, ainda não há um limite especificado de IDA (ingestão diária aceitável) como já existe para outros adoçantes artificiais. A OMS (Organização Mundial da Saúde) considera o xilitol seguro para consumo humano e não estabelece um limite para a ingestão diária aceitável em quantidades estabelecidas em mg/kg de peso. Segundo o FDA (Food and Drug Administration), ou melhor, a agência regulatória de medicamentos e alimentos dos EUA, o consumo é permitido na quantidade necessária para atingir o sabor desejado, sendo 60 gramas ao dia o valor máximo recomendado.

Xilitol ajuda a prevenir cáries?
O xilitol tem ação anticariogênica pois ele não é fermentado por bactérias que são responsáveis pela formação de cáries nos dentes. Com isso, melhora o pH bucal, controlando a acidez e dificultando a ação de bactérias cariogênicas.

Xilitol aumenta os níveis de açúcar no sangue?
O xilitol não eleva a glicemia da mesma forma que o açúcar. Toda glicose proveniente do metabolismo do xilitol é primeiramente estocada como glicogênio no fígado e depois liberada gradualmente. Sua absorção no organismo ocorre por difusão passiva e nenhuma das duas principais vias de absorção (fígado e microbiota intestinal) é mediada pela insulina. Desse modo, sua concentração no sangue não sofre as mudanças bruscas causadas pela sacarose e pela glicose. É um adoçante considerado seguro para pessoas com diabetes tipo 1 e tipo 2.
No entanto, não deve ser usado indiscriminadamente ou de forma exagerada. O ideal é que a pessoa procure um nutricionista para orientar sobre o uso dentro da rotina alimentar. O xilitol tem mais vantagens que o açúcar de mesa, mas é importante estimular a adaptação do paladar ao sabor natural dos alimentos, preferindo sempre alimentos in natura e minimamente processados como base de uma alimentação saudável, o que já favorece o controle da glicemia e da saúde em geral.

Xilitol ajuda a emagrecer?
O valor calórico do xilitol é 2,4 kcal/g. Ele tem em torno de 40% menos calorias que o açúcar de mesa, uma substituição vantajosa para reduzir as calorias totais durante o dia. Entretanto, o que promove o emagrecimento saudável e sustentado é uma reestruturação dos hábitos alimentares pautada na mudança de comportamento alimentar, com escolhas mais saudáveis, o que é um processo gradativo.

Quais as desvantagens do xilitol?
Quando usado em grandes quantidades e/ou alta frequência, o xilitol pode causar sintomas gastrointestinais, como flatulência, cólicas e diarreia, devido à propriedade de fermentação pela microbiota intestinal. A gravidade dos sintomas depende das características individuais, estado de jejum, dose consumida, modo de ingestão, características moleculares, composição e estrutura dos outros alimentos consumidos simultaneamente. Pessoas hipersensíveis aos polióis ou que tenham doenças como síndrome do intestino irritável podem apresentar sintomas adversos (como flatulência, distensão e desconforto abdominal e alteração da motilidade intestinal) mesmo com seu uso em pequenas quantidades.

Em quais casos o xilitol é contraindicado?
Em pessoas hipersensíveis aos polióis e com doenças inflamatórias intestinais, como doença de Chron e a síndrome do intestino irritável.

Xilitol faz mal à saúde?
O xilitol é aprovado pela FDA desde 1963, quando foi incluído no grupo de substitutos do açúcar, sendo considerado um aditivo do tipo GRAS (Generally Recognized as Safe), ou "geralmente reconhecido como seguro", em tradução livre. Sua incorporação em alimentos é legalmente aceita, permitida e considerada segura. Não há estudos que indiquem aparecimento de doença ou malefício à saúde relacionado a seu uso, no entanto, ele deve ser usado com bom senso e moderação.

Fontes primárias: Daniela Gomes, doutora em nutrição, professora e pesquisadora de nutrição da UFPA (Universidade Federal do Pará) e do Hospital Universitário João de Barros Barreto, orientadora no Mestrado Profissional em Diabetes (PPG-Diabetes) e membro da Sociedade Brasileira de Diabetes; Marlice Marques, nutricionista efetiva na Secretaria Estadual de Saúde de Goiás, mestre em Ciências da Saúde e membro da Diretoria da Regional Goiás da Sociedade Brasileira de Diabetes e do Departamento de Nutrição da Sociedade Brasileira de Diabetes; Rachel Freire, nutricionista especialista em obesidade, pesquisadora, professora do IPEMED (Instituto de Pesquisa e Ensino Médico), colaboradora da ONG Obesidade Brasil e pós-doutora por Harvard Medical School).

FONTE: https://www.uol.com.br/vivabem/faq/conheca-o-xilitol-sabor-e-parecido-com-acucar-mas-valor-calorico-e-baixo.htm

sábado, 1 de maio de 2021

A gamificação e o modelo rotação por estações em uma atividade em sala de aula no ensino de Radioatividade

ENSINO HÍBRIDO GAMIFICADO NA QUÍMICA: O MODELO DE ROTAÇÃO POR ESTAÇÕES NO ENSINO DE RADIOATIVIDADE

Gamified Blended Learning in chemistry: stations rotation model in the teaching of radioactivity

José Eudes da Silva de Oliveira e Bruno Silva Leite

Palavras-chave: Ensino Híbrido, Rotação por Estação; Gamificação, Radioatividade, Ensino de Química.

Imagem de https://jorgeaudy.com/

Resumo

As metodologias ativas aplicadas ao ensino de Química são estratégias direcionadas para levar os estudantes dessa área do conhecimento a uma postura ativa frente ao processo de aprendizagem. Nesse sentido, com o objetivo de investigar a aplicação do modelo rotação por estações baseado na aprendizagem tecnológica ativa no ensino de radioatividade, essa pesquisa aplicou em uma turma de 25 estudantes voluntários da cidade de Campo Alegre/AL o manual didático de ensino híbrido gamificado. A abordagem dada a esta pesquisa foi de cunho qualitativo e realizada em quatro etapas: (1) aplicação de um questionário de perfil; (2) aplicação do “manual didático de ensino híbrido gamificado”; (3) aplicação do questionário avaliativo sobre o manual; (4) análise das respostas dos questionários. Além das respostas dos questionários foram coletados dados através de entrevistas, depoimentos e dos relatos do observador participante. Os resultados obtidos foram avaliados qualitativamente, com maior ênfase nas contribuições durante a aplicação do manual. Ademais, os resultados indicam uma mudança de postura dos estudantes (de passiva para ativa) durante a atividade, em que características das metodologias ativas foram observadas contribuindo para a aprendizagem da Radioatividade. Por fim, acredita-se que o uso do manual didático pode contribuir para o processo de ensino e aprendizagem de conteúdos envolvendo a química, em especial a radioatividade no ensino médio.

Para saber mais e baixar o artigo completo, acesse:

segunda-feira, 26 de abril de 2021

Marie Skłodowska Curie: Breve biografia e possibilidades no Ensino de Ciências (Química, Física e Biologia) 📱📙📚📌

 por KAROLINE S. TARNOWSKI



(Créditos: MarinAmaral/Reddit)

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Produto Educacional
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Quem nunca ouviu falar sobre Marie (Skłodowska) Curie? Numa área científica como a nossa, geralmente vimos que ela foi laureada com dois prêmios Nobel, um em Física e o outro em Química, ou ainda que descobriu os elementos químicos polônio e rádio.

(Créditos: SoCientífica)

Mas ao conhecermos sua história de vida, podemos perceber que reduzi-la unicamente a tais fatos científicos oculta outros elementos de sua história que poderiam ser utilizados para a compreensão de contextos históricos, sociais, políticos e, claro, científicos!

(Créditos: Hong Kong 01)

Por isso, no meu trabalho de mestrado pesquisei sobre a biografia de Marie Curie e as potencialidades no Ensino de Ciências (Química, Física e Biologia), além de propor as três ações de ensino dentro dessa temática, denominadas “Episódios de Ensino”.

Dissertação: “A história de Marie Skłodowska Curie viabilizando a Alfabetização Científica e Tecnológica“
Produto Educacional: “Marie Skłodowska Curie – Episódios de Ensino: Contribuições ao Ensino de Ciências“


Produto Educacional

O Produto Educacional apresenta inicialmente uma breve biografia fotográfica (na dissertação há um capítulo sobre) e materiais de apoio para aprofundamento. Depois traz cada uma das três sequências didáticas, com diversos materiais para serem baixados! Como o arquivo é digital, consegui colocar botões clicáveis para facilitar a navegação no PDF! 😀 Abaixo se encontra uma prévia do arquivo. Clique no botão ⤢ para ampliar. 🙂


Slides de apresentação

Se alguém tiver interesse, fiz esses slides sobre o Produto Educacional. Também está no final desse post, nos downloads. 😉 Eles trazem de forma mais resumida algumas informações do Produto, que podem ajudar a fazer uma análise mais geral a partir dos quadros e fluxogramas!

● Breve biografia fotográfica (9-17)
● Episódios de Ensino (22-31)
ㅤ○ História e Natureza da Ciência a partir da história de vida de Marie Curie (23-25)
ㅤ○ Os Prêmios Nobel de Marie Curie (26-28)
ㅤ○ Aspectos biológicos das radiações ionizantes (29-21)

Downloads

● Página com mais informações (Acessar)
● Dissertação (Baixar)
● Produto Educacional (Baixar)
ㅤ○ Episódio de Ensino I – Materiais (Consultar pág. 26) | Slides da aula (Baixar)
ㅤ○ Episódio de Ensino II – Materiais (Consultar pág. 61) | Slides da aula (Baixar)
ㅤ○ Episódio de Ensino III – Materiais (Consultar pág. 113) | Slides da aula (Baixar)
● Slides de apresentação do Produto Educacional (Baixar)


FONTE: https://quimicaempratica.com/2021/02/22/marie-sklodowska-curie-breve-biografia-e-possibilidades-no-ensino-de-ciencias-quimica-fisica-e-biologia/